Hipertensão atinge 27,4% dos soteropolitanos

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26.04.2018, 06:00:00
O aumento da pressão pode provocar infartos, derrames e insuficiência renal (Shutterstock)
Estúdio Correio -

Hipertensão atinge 27,4% dos soteropolitanos

Na última década, de acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas com “pressão alta” cresceu 14,2%

Muitas vezes silenciosa, a hipertensão vem atingindo, de forma crescente, milhões de brasileiros. Na última década, de acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o número de pessoas com “pressão alta” cresceu 14,2%, e hoje chega a 25,7% da população adulta do país. Na capital baiana o dado é ainda mais alarmante, e alcança 27,4% dos soteropolitanos, segundo o levantamento. Por isso, hoje, no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, ca be o alerta.

A doença é uma das principais causas de infarto, derrame, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e alterações na visão. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, é responsável por cerca 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

O médico cardiologista Adriano Mello afirma que a doença está ligada, entre outras causas, ao estilo de vida. A falta de atividade física, o estresse, a alimentação ruim e a obesidade estão entre os fatores que provocam o aumento da pressão arterial. Mas ele lembra que mesmo as pessoas magras, por exemplo, são passíveis de ter hipertensão, e destaca ainda o crescimento da doença entre os mais jovens. “Isto ocorre em função do sedentarismo e o tabagismo, por exemplo, cada vez mais comum entre jovens”, afirmou. 

FATORES DE RISCO 

 Sedentarismo
 Estresse e ansiedade
 Consumo excessivo de sal
 Alimentação ruim
 Consumo exagerado  de álcool
 Tabagismo
 Genética (pai ou mãe hipertensos)

O crescimento do número de hipertensos no Brasil, segundo o cardiologista, também teria ligação direta com o envelhecimento da população. A taxa de pessoas com pressão alta entre os maiores de 70 anos, segundo Adriano Mello, é bem elevada e pode chegar a 70% dos cidadãos nesta faixa etária. Por isso, os idosos devem dar uma  atenção maior  ao problema.

Alguns dos fatores de risco já citados são considerados modificáveis, já que podem ser combatidos com mudanças nos hábitos de vida, com alimentação mais saudável, exercícios e controle do estresse. “A atividade física é essencial para tudo, não apenas para combate à hipertensão. Deveria ser algo obrigatório”, afirmou Adriano Mello. Mas há também fatores não modificáveis, em função, por exemplo, de hereditariedade, sendo necessário um acompanhamento frequente.

O cardiologista Adriano Mello lembra que casos da doença podem estar ligados ao estilo de vida (Foto: Divulgação)

Na maioria dos indivíduos, a doença é assintomática. “Por isso, muitos não sabem que são hipertensos”, enfatiza o cardiologista. Ele lembra que as pessoas, sobretudo os homens, não vão ao médico com frequência e não fazem check-up. O especialista informa, no entanto, que podem ocorrer sintomas. Os mais comuns são dor de cabeça ou dor na nuca, tontura, cansaço, enjoo, falta de ar, dor no peito, entre outros.  

Pressão
A hipertensão ocorre quando a pressão do sangue, causada pela contração do coração e das paredes das artérias para impulsioná-lo a todo o corpo, acontece de forma muito intensa, sendo capaz de provocar danos na sua estrutura. Internamente os vasos são recobertos por uma camada fina e delicada, facilmente machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados, podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper. As consequências disso diferem de acordo com o órgão atingido.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a pressão arterial é classificada como ótima ao medir 12 por 8. Quando está acima de 14 por 9, o diagnóstico é de hipertensão. Adriano Mello lembra que, em alguns casos, é necessário o tratamento farmacológico. Segundo ele, há diferentes medicamentos anti-hipertensivos. Há, por exemplo, aqueles que buscam produzir a dilatação dos vasos sanguíneos, e também os diuréticos, que promovem a eliminação de sal – que faz subir a pressão - do organismo.

DICAS 
Pratique atividades físicas regularmente
 Reduza ou elimine o  consumo de álcool
 Adote uma alimentação saudável, com pouco sal e sem frituras 
 Busque manter o peso ideal e evite a obesidade
 Evite o estresse e tenha mais tempo para lazer, amigos e a família
 Abandone o cigarro
 Meça a pressão pelo menos uma vez por ano e faça check-ups regulares

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