Indiano está internado em Salvador com malária

salvador
13.06.2018, 19:30:00
Atualizado: 13.06.2018, 19:54:10
(Divulgação/Estadão)

Indiano está internado em Salvador com malária

Informação foi confirmada pelo Hospital Aliança; paciente está fora de perigo

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O indiano Ajinkya Arun Shelhar, 29 anos, está internado em Salvador com malária. Ele deu entrada no Hospital Aliança no último domingo (10). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (13) pelo hospital.

O diagnóstico da doença foi confirmado, e o paciente já está em tratamento. Ele segue internado e apresenta bom estado de saúde. “O paciente tem previsão de alta para o dia 18, após finalizar o tratamento”, afirmou o hospital por meio de nota. Ajinkya é assistido pelo infectologista Robson Reis.

O indiano veio para Salvador de navio, de acordo com o Aliança, e não contraiu a doença no Brasil. O hospital confirmou que não há possibilidade de contaminação. O motivo da vinda do estrangeiro ao país não foi informado. 

Alerta
A depender do vetor da doença, quando a pessoa é tratada corretamente e em tempo hábil, não existe risco de contaminação, segundo a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A malária é uma doença infecciosa, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles. No Brasil, existem três espécies de protozoários que estão associados à malária em seres humanos: Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum e Plasmodium malariae. O diagnóstico se dá pelo exame da gota espessa de sangue.

Segundo a Sesab, a situação da malária na Bahia é considerada de alerta, diante do fluxo constante de indivíduos doentes ou infectados, procedentes de áreas endêmicas, como a região amazônica ou de outros países, principalmente do continente africano. 

Casos
Em 2018, até o dia 7 de junho, 69 casos da doença foram confirmados. Destes, 66 foram notificados no município de Wenceslau Guimarães. No início do ano, a cidade viveu um surto da doença. Dois pacientes morreram, e três casos da doença eram oriundos do Amazonas, Amapá e África do Sul.

(Imagem: Divulgação/Ministério da Saúde)

Entre 2007 e 2017, foram notificados 553 casos suspeitos de malária no estado, dos quais cerca de 35% foram confirmados. A média é de 20,9 casos na Bahia por ano, com ocorrência de um óbito em 2014, um em 2016 e um em 2017, notificados no SINAN. Em 2017 houve uma redução dos casos na Bahia (48,9%). Os dados são da Sesab.

Ainda que o estado não se inclua entre as áreas endêmicas do Brasil, a Sesab afirma que o controle efetivo da malária no estado está mantido para evitar a ocorrência de casos autóctones, ou seja, manifestados no local de origem da doença.

Doença
Os sintomas da malária são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas também sentem previamente náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. Em casos graves, há o desenvolvimento de pelo menos um dos sintomas: prostração, alteração da consciência, dispnéia (falta de ar) ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque, hemorragias, dentre outros sinais.

Em caso de suspeita, a Sesab recomenda que o paciente procure atendimento no serviço de saúde do município para diagnóstico. Segundo o Ministério da Saúde, após a confirmação da enfermidade, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).


* Com supervisão do chefe de reportagem Jorge Gauthier

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