Inspeção periódica do veículo: importância e como fazer

estúdio correio
05.08.2021, 06:00:00
Atualizado: 05.08.2021, 11:38:55

Inspeção periódica do veículo: importância e como fazer

O procedimento tem caráter preventivo e é capaz de assegurar o bom estado dos automóveis

Desde 1997, a inspeção veicular está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A lei foi regularizada com o objetivo de assegurar que os veículos em circulação estejam dentro das normas ambientais e de segurança estabelecidas.

Essa inspeção também inclui os veículos que estão sendo vendidos, como é o caso dos carros usados na Karvi. Esse procedimento irá garantir que as condições de segurança, emissão de ruídos e de gases poluentes estejam dentro do regulamentado.

O texto abaixo detalha a importância da inspeção para a conservação do seu veículo, os benefícios para o motorista e como o procedimento é realizado.

Qual a importância?
A inspeção periódica é fundamental para promover a redução de acidentes causados por veículos malconservados. Outro ponto relevante é a redução tanto da poluição sonora quanto atmosférica, de modo que a população ganha mais qualidade de vida.

Assim, o procedimento tem caráter preventivo, garantindo que, ao menos, boa parte dos carros apresenta um motor bem regulado e atenda às demais condições de segurança. Essa tarefa, a longo prazo, também se torna positiva para o condutor, reduzindo gastos com manutenção e consumo de combustível, visto que as principais peças ficam em ordem.

Quais são as vantagens?
Além disso, a inspeção é capaz de proporcionar outros benefícios para o motorista. Um deles é a valorização do veículo. Isso acontece porque, ao fazer a checagem de uma série de itens essenciais do automóvel, você se certifica que todos eles estão funcionando corretamente.

Dessa forma, torna-se mais fácil realizar a troca ou a venda do carro por um preço mais vantajoso. O novo comprador não precisará consertar falhas, e o bom estado do automóvel irá garantir que ele seja seguro e de boa procedência, aumentando seu valor de venda.

Outra questão é o custo-benefício que essa operação acarreta. Sim, a inspeção tem um preço, mas o motorista deve se lembrar de que esse costume é capaz de evitar o surgimento de uma série de problemas, principalmente os de origem mecânica.

A manutenção preventiva que cada inspeção demanda acaba saindo muito mais barata do que o conserto de eventuais problemas do veículo. Com isso, esse hábito também é sinônimo de economia para o bolso.

Como fazer a inspeção veicular?
O procedimento é dividido em duas partes: técnica e ambiental. A primeira é regulamentada pelas normas do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), enquanto a segunda obedece ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Em todo caso, a responsabilidade da inspeção é do DETRAN de cada estado.

Quem realiza o procedimento é um profissional registrado no Conselho Regional de Engenharia, que utiliza metodologia e equipamentos específicos para conferir o estado do veículo. É necessário consultar o DETRAN para se informar sobre o local em que o procedimento é realizado.

Inspeção técnica
O foco dessa etapa é certificar o bom funcionamento dos equipamentos obrigatórios e de segurança do automóvel. Ela é dividida em três momentos: segurança, mecanizada e sob o veículo.

O primeiro verifica o estado de conservação do veículo, a presença de itens obrigatórios (estepe, macaco, cinto etc.) e o sistema de iluminação e sinalização, como faróis e luz de placa. Também são checados os dados de identificação do veículo, como chassi, modelo e ano de fabricação.

O segundo inspeciona o bom funcionamento de itens como freios, injeção e suspensão, em busca de detecção de falhas e desajustes que não se enquadrem nas normas. Por fim, a parte sob o veículo avalia toda a parte mecânica inferior do veículo, incluindo escapamento, freios, direção e suspensão.

Inspeção ambiental
Essa parte da fiscalização checa o nível de eliminação de ruídos e poluentes do carro, dividido em etapas específicas para cada um desses cenários.

Na avaliação de ruídos, é utilizado um microfone a certa distância do escapamento para captar o ruído produzido. Essa avaliação considera as características do carro, como categoria, rotação de potência máxima, quantidade de tubos de saída no escapamento e até localização do motor.

Já na de poluentes, primeiro, é feita uma descontaminação do óleo lubrificante do cárter, para impedir alterações. Depois, é introduzida uma sonda coletora no escapamento para fazer uma medição em marcha lenta a 2.500 RPM, verificando a quantidade de dois tipos de poluentes: hidrocarbonetos e monóxido de carbono.

Este conteúdo não reflete, nem total e nem parcialmente, a opinião do Jornal Correio e é de inteira responsabilidade do autor.

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