Intenção de consumo das famílias sobe 1,4% em março ante fevereiro, diz CNC

economia
21.03.2017, 11:35:00
Atualizado: 21.03.2017, 11:36:07

Intenção de consumo das famílias sobe 1,4% em março ante fevereiro, diz CNC

Índice apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 78,2 pontos em março, alta de 1,4% na comparação cm fevereiro

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), índice apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 78,2 pontos em março, alta de 1,4% na comparação cm fevereiro e avanço de 0,9% em relação a março de 2016, informou nesta terça-feira, 21, a entidade. A CNC destacou, porém, que a ICF segue abaixo da "zona de indiferença", ou seja, abaixo dos 100 pontos.

Os dados mais positivos vieram da percepção sobre o mercado de trabalho. Os dois componentes da ICF ligados ao emprego registraram pontuação acima da zona de indiferença. 

O indicador de Emprego Atual atingiu 108,3 pontos, altas de 1,8% em relação ao mês anterior e de 2,5% na comparação com março de 2016. Já a Perspectiva Profissional atingiu 103 pontos, aumento de 1,1% ante fevereiro, mas esse indicador se manteve estável em relação a março de 2016.

O porcentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,5%.

(Foto: Agência Brasil/EBC)

Por outro lado, o subitem Nível de Consumo Atual registrou a menor pontuação mensal (51,1 pontos), queda de 2,4% ante fevereiro, e recuo de 4,1% na comparação com março de 2016. A maior parte das famílias, 60,8%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado. Já o componente Compra a Prazo teve aumento de 2,5% na comparação mensal e queda de 5,2%, em relação a março de 2016, informou a CNC.

Para a entidade, os consumidores estão mais preocupados em quitar suas dívidas do que em consumir. "Mesmo com os cortes na taxa básica de juros e a liberação de saques em contas inativas do FGTS, o maior volume de dinheiro em circulação deverá ser usado, primeiramente, na quitação de dívidas e redução do endividamento. Em seguida, ele seguirá para o consumo", diz Juliana Serapio, assessora econômica da CNC, na nota divulgada nesta terça-feira.


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