Internos da Case CIA com covid-19 recebem alta; 31 ficaram isolados

coronavírus
19.06.2020, 13:47:28
Atualizado: 19.06.2020, 13:57:24

Internos da Case CIA com covid-19 recebem alta; 31 ficaram isolados

Vistoria foi feita na segunda-feira (15) pela Defensoria Pública do Estado

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Inspeção foi feita pela Defensoria na última segunda-feira (Foto: Divulgação)

Os 31 adolescentes da Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case) CIA, em Salvador, que tinham sido diagnosticados com a covid-19, receberam alta. A informação foi divulgada pela Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE), que enviou representes à Case na última segunda-feira (15), a fim de inspecionar o protocolo de enfrentamento à covid-19 elaborado pela Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac). 

Segundo a DPE, os 31 adolescentes que haviam sido infectados tveram alta médica após o resultado negativo das testagens realizadas para verificar o avanço da doença. Todos haviam ficado por, aproximadamente, 20 dias em alojamento destacado ao cumprimento de quarentena.

Iniciada pela enfermaria, a visita constatou apenas três atendimentos relativos à saúde mental e nenhum ligado à covid-19. A DPE visitou o alojamento com maior número de internos para verificar as condições de cumprimento da privação de liberdade. Segundo informações da equipe técnica da unidade, não há qualquer problema com fornecimento de água, que é ininterrupto, e os internos têm acesso livre para lavar as mãos durante todo o dia.

Os adolescentes estavam tinham máscaras, mas nem todos usavam no momento da visita. Os recipientes de álcool gel estavam espalhados no espaço externo dos alojamentos. No entanto, no banheiro coletivo foi constatado espaço insalubre com reparos sendo realizados no momento da visita, sem interdição.

O local de cumprimento da quarentena por infectados estava parcialmente danificado pelos adolescentes isolados, segundo informou a gerência da unidade. “Urge a intensificação de acompanhamento psicossocial a estes adolescentes”, pontuou a Defensoria no relatório elaborado após a visita.

“O problema da depredação esteve presente nas duas CASEs. Ou seja, o psicológico dos adolescentes, quando estão isolados, fica extremamente abalado. O  acompanhamento médico se intensificou, mas o atendimento psicossocial também deve ser intensificado para esclarecer a eles o que está se passando”, explica Gisele Aguiar, coordenadora da Especializada de Defensa dos Direito das Criança e do Adolescente.

Também foi inspecionada a sala de vídeo-chamadas. Segundo a DPE, foi constatada a privacidade e a individualidade durante o momento, uma vez que os socioeducadores permaneciam do lado exterior à sala, o que permitia a realização da ligação em particular.

Além de Gisele Aguiar, a inspeção foi realizada também pelo defensor público Bruno Moura, que atua na respectiva Especializada. Ambos realizaram a testagem rápida para identificação da covid-19 e obtiveram resultados negativos. O sanitarista e epidemiologista Ramon Saavedra também esteve presente na ocasião, assim como os representantes da Fundac – a gerente interina da Case CIA, Agnes Prates, e o assessor jurídico Marcos Manzine.

No local, há protocolos para identificação de casos suspeitos, testagem e isolamento. Há também plano de contingência elaborado pelo Executivo Estadual, em observância aos incisos do Art. 9 da Recomendação n. 62, do Conselho Nacional de Justiça.

Houve intensificação da rotina de limpeza e higienização dos ambientes, desinfecção com solução de hipoclorito é realizada uma vez ao dia, bem como há lavagem diária das roupas dos alojamentos

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