Japão, EUA e Coreia do Sul querem que China pressione mais a Coreia do Norte

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25.04.2017, 16:14:00
Atualizado: 25.04.2017, 16:20:07

Japão, EUA e Coreia do Sul querem que China pressione mais a Coreia do Norte

O objetivo é conter o desenvolvimento de seus programas armamentistas

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Representantes da Coreia do Sul, do Japão e dos Estados Unidos pediram nesta terça-feira (25), em Tóquio, durante negociações para a desnuclearização da península coreana, que a China aumente sua pressão sobre o regime norte-coreano, com o objetivo de conter o desenvolvimento de seus programas armamentistas.

Em reunião realizada hoje, os representantes dos três países - o sul-coreano Kim Hong-kyun, o japonês Kenji Kanasugi e o americano Joseph Yun - pediram a Pequim, principal aliado diplomático e parceiro comercial da Coreia do Norte, que fizesse uso de sua influência sobre o regime liderado por Kim Jong-un para acabar com os testes nucleares e de mísseis em um momento de máxima tensão na região.

As três partes conversaram sobre a possibilidade de "empreender ações punitivas" contra a Coreia do Norte, caso este país "faça novas provocações", disse o enviado sul-coreano.

Os participantes da reunião também concordaram em "coordenar todas as ações diplomáticas, militares e econômicas" frente à Coreia do Norte, segundo declarações feitas à imprensa após o encontro. Eles pediram "contenção" para evitar uma escalada militar e apostaram em "incrementar o poder de dissuasão" frente ao regime norte-coreano, indicou o japonês Kanasugi, em declarações divulgadas pela agência japonesa "Kyodo".

Paralelamente ao encontro, responsáveis do governo japonês se reúnem de hoje até a próxima sexta-feira (28), com o enviado especial de Pequim para a desnuclearização da península coreana, Wu Dawei, para tratar da situação na região, anunciou o Ministério de Relações Exteriores do Japão.

Maior pressão
O governo americano por sua vez pediu diversas vezes a Pequim que exercesse maior pressão diplomática sobre a Coreia do Norte e uma aplicação mais severa das sanções da ONU aprovadas no ano passado, depois que o Exército norte-coreano realizou dois testes nucleares em um período de apenas sete meses.

A tensão permanece em níveis máximos na região desde que a Coreia do Norte realizou novos testes de mísseis no início e em meados deste mês, e diante das previsões de alguns especialistas de que o país asiático poderia realizar outro teste nuclear.

Washington, por sua vez, anunciou o envio de um porta-aviões nuclear aos mares próximos da península da Coreia, em resposta aos testes armamentistas norte-coreanos, e indicou que todas as opções estão sobre a mesa, inclusive a militar, para lidar com o regime Juche (ideologia desenvolvida pelo fundador do país - Kim Il-sung - que defende sua autossuficiência).

Está previsto que o porta-aviões americano USS Carl Vinson, se aproxime da Coreia junto com sua frota de ataque no final desta semana para realizar manobras que também contarão com forças do Japão e da Coreia do Sul. No entanto, o regime norte-coreano advertiu que responderia "com ações mortais" a qualquer provocação dessa frota.

Submarino
Conforme noticiado hoje pela manhã pela Agência Brasil, o governo sul-coreano confirmou a agências de notícias em Seul que o USS Michigan, um submarino norte-americano armado com mísseis balísticos, chegou ao mar da Coreia do Sul nesta terça-feira  (25). A embarcação, movida a energia nuclear, foi enviada ao local pelos Estados Unidos para pressionar o governo da Coreia do Norte a desistir de seu programa de armamento nuclear.

Até agora, nem a Coreia do Sul nem o governo norte-americano confirmaram se o USS Michigan vai se juntar ao porta-aviões e à esquadra japonesa que participam de exercícios conjuntos no Oceano Pacífico, próximo ao Japão.

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