Mário Kertész e Paulo Miguez, vice-reitor da UFBA, participam do evento da EAUFBA

salvador
13.07.2021, 21:40:00
Atualizado: 13.07.2021, 21:48:10
(Reprodução)

Mário Kertész e Paulo Miguez, vice-reitor da UFBA, participam do evento da EAUFBA

Ex-alunos da Escola de Administração da UFBA darão palestras até a quarta-feira (14)

No segundo dia de palestras do Carreiras e Conexões, promovido pelo Conecta EAUFBA, a indústria criativa na Bahia na pandemia foi pauta para Mário Kertész, ex-prefeito de Salvador e atual radialista, e Paulo Miguez, ex-diretor financeiro da empresa estatal de telecomunicações em Moçambique e atual vice-reitor na UFBA.

Os egressos da Escola de Administração da UFBA abriram a noite saudando a iniciativa do projeto e lembrando a importância da Universidade como rede para formação de cada um. Miguez fez mestrado na escola após ter passado uma década em Moçambique, enquanto Kertész foi da terceira turma da Escola, em 1963.

No debate sobre o cuidado com o equilíbrio entre dimensão simbólica e econômica no setor, houve consenso entre os palestrantes. Com a Bahia tendo como uma de suas maiores características a criatividade, segundo Kertész, isso é algo a ser debatido.


“A criatividade se manifestava de diversas formas, na culinária, festas populares e religiosas. Mas culminava sempre no Carnaval”. Saudoso, relembrou da antiga importância dada ao dia 4 de dezembro, início das épocas festivas na Bahia. Isso mudou após a investimento no setor turístico.

Com a hipervalorização do turismo, ele acredita que perdemos pedaços importantes dessa cultura. Miguez endossou o pensamento. “Não podemos permitir que a economia externa subordine a dimensão simbólica, só por gerar emprego e renda. Não é possível domesticar o artesão para que ele caiba em uma caixa para atender os interesses do mercado”, disse o vice-reitor da Universidade.

Durante a pandemia, o setor criativo foi um dos mais prejudicados. João Tude, atual diretor da Escola de Administração da UFBA e mediador do evento, provocou os palestrantes quanto a uma desigualdade dentro do setor, com a possibilidade de um carnaval com “portas fechadas”.

“Sem vacina, não tem nada. Não tem Carnaval, não tem festa, não ter emprego”, disse Kertész. Miguez seguiu o raciocínio. “O trio elétrico celebra a vida e a pandemia é igual à morte. A impossibilidade do momento joga na rua da amargura um conjunto expressivo de pessoas que dependem dessa economia, mas, enquanto não tiver ampla cobertura vacinal é temerário pensar em festas”, afirmou.

No painel seguinte, de tema “Da EAUFBA para o mundo: Trilhas internacionais”, os egressos Gabriel Mello e Taís Silveira falaram de suas experiências pessoas trabalhando fora do país. Para finalizar, o terceiro painel abordou o tema “Criando startups de sucesso”, com os alumni Paula Morais, Ubiraci Mercês e Rodrigo Paolilo.

Tendências

Para João Tude, o evento é um catalisador de networking entre alunos e ex-alunos, além de uma oportunidade de retribuir à universidade pela contribuição na sociedade. “A Escola de Administração da UFBA, EAUFBA, tem um papel fundamental no desenvolvimento das organizações públicas e privadas da Bahia e do Brasil nas últimas seis décadas. A rede de ex-alunos da EAUFBA é uma iniciativa importantíssima para fortalecer ainda mais o ensino público de qualidade. É uma oportunidade fantástica de nos reconectarmos e renovarmos os nossos laços”, afirma.

O último dia de evento, nesta quarta-feira (14), terá discussões sobre o papel do setor público na criação de ecossistemas com Major Denice, Ana Paula Matos e Leandro Lima e sobre a revolução do mercado financeiro com Antônio Carlos Júnior, Guilherme Costa e Diogo Pessoa.

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