Mercado do Rio Vermelho reabre as portas e celebra 50 anos: 'estamos em festa'

coronavírus
10.08.2020, 19:53:00
Atualizado: 10.08.2020, 19:53:49
(Divulgação)

Mercado do Rio Vermelho reabre as portas e celebra 50 anos: 'estamos em festa'

Restaurantes e bares do espaço retomaram atividades na fase 2 da reabertura

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Com a chegada da segunda fase de reabertura da cidade, restaurantes e bares poderão retomar suas atividades. Se receber os clientes novamente é um desejo de todos os estabelecimentos, o Mercado do Rio Vermelho tem um motivo a mais para comemorar a retomada: o aniversário de 50 anos. 

Desde o dia 25 de março, os bares e restaurantes do lugar estavam funcionando somente pelos serviços de delivery, drive thru ou entrega na porta dos estabelecimentos. Nascido como uma feira livre em 1970, o Mercado do Rio Vermelho (MRV) comemora a transformação em local de encontros que atrai baianos e espera receber de volta turistas em breve. Ao todo, 120 mil pessoas que transitam pelo local mensalmente são responsáveis pelo tom, alegria e burburinho que dão vida ao mercado cinquentenário. 

“Estamos em festa, um dos nossos cartões-postais chegou a meio século. A vocação do local vem do comércio popular, que ganhou ares de mercado cultural e tem um enorme potencial turístico com o jeito acolhedor baiano. Além da transformação, década à década, o mercado é um centro econômico da capital e, em meio à pandemia do Covid-19, se reinventou para continuar atendendo ao público, com segurança”, afirma o vice-governador, João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico - o MRV administrado pela Enashopp, devido a uma concessão, mas é ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). 

No Mercado do Rio Vermelho, é possível escolher entre experimentar tradicionais pratos da culinária baiana ou encontrar os ingredientes certos para uma receita em casa ou chocolate orgânico feito com amêndoas de cacau vindas do Sul da Bahia. As opções de gastronomia passeiam do regional ao internacional. O mercado tem 138 boxes, praça de alimentação, área gourmet, que funciona com horário diferenciado, e 240 vagas de estacionamento e seguirá as normas de segurança estabelecidas no protocolo municipal. . 

As adaptações no espaço já aconteceram. Os boxes de hortifrutigranjeiros, cereais e demais itens essenciais para alimentação da população estão funcionando em horário especial, de segunda a sábado, das 8h às 16h. Até às 9h, com entrada exclusiva para idosos acima de 60 anos. Aos domingos, o local é fechado. Os bares e restaurantes podem optar pelos serviços de delivery, drive thru ou entrega na porta dos estabelecimentos. O espaço já passou por uma desinfecção total no mês de junho como prevenção contra o Covid-19. A ação foi promovida pela SDE em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) e a Secretaria do Planejamento (Seplan). 
 

50 anos
Ao longo dos anos foram muitas as mudanças até a feira se tornar o que hoje é o MRV. Em 1970, o local abrigava a feira da Chapada do Rio Vermelho, com comércio de frutas, verduras, peixes, carnes e alguns restaurantes. Em 1979, foi inaugurado o Centro de Abastecimento Alimentar do Rio Vermelho. Sete anos depois, o local foi reinaugurado. Em 2004, a Central de Abastecimento passou por uma grande reforma, com reparação dos sistemas elétrico, hidráulico e de todas as áreas de circulação do mercado. Em 2012, as velhas estruturas foram demolidas e o local começou a ser reconstruído. Dois anos depois, na véspera do aniversário de 465 anos de Salvador, os comerciantes receberam as chaves dos novíssimos empreendimentos. A abertura ao público ocorreu em maio de 2014. 

“Quando cheguei 47 anos atrás, tinha apenas um mercado que estava instalado há três anos. Hoje é tudo muito diferente e digo que o Mercado do Rio Vermelho é o melhor de Salvador. Neste período todo que estou lá, nunca recebi um cheque sem fundo, essa é a razão de eu chamar o pessoal de sócio. Vou em todas as mesas, sirvo a Gabriela. Ninguém sabe a receita, é segredo de estado”, conta aos risos Edson Elípio, dono do Bar do Edinho. A bebida é preparada por ele com uma raiz indígena e leva oito dias em infusão.  

Segundo Frederico Teixeira, da Oxe É de Minas, instalado no mercado desde janeiro de 2018, o equipamento, que faz parte da vida do soteropolitano, representa baianidade, tempero, sabor e cultura. “É um prazer para a gente fazer parte de uma comemoração tão importante para cidade de Salvador. Apostamos muito no potencial do mercado, pela localização, ele está no meio da cidade e conseguimos atender todos os públicos; por fazemos parte de um conglomerado de empresários, onde você acha de tudo com muita qualidade; por suas instalações, que favorecem a parte de carga e descarga e facilita para a gente que trabalha com volume”, afirma. 
 
 
 

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