Moda agênero? Entenda o conceito moderninho em 10 imagens

Moda
11.06.2017, 07:00:00

Moda agênero? Entenda o conceito moderninho em 10 imagens

Roupas podem ser usadas por qualquer pessoa, independentemente de gênero, orientação sexual ou idade
Coleção _Explorer, do estilista baiano Aládio Marques (Fotos: Divulgação)

Roupa sem gênero, agênero ou genderless. Essa é uma proposta cada vez mais forte na moda, basta dar uma olhada no editorial que o Bazar produziu com casais de namorados usando peças unissex. Jaqueta jeans, moletom, tênis, bermuda e camisa são alguns itens do vestuário que atendem homens e mulheres, mas a proposta vai além. 

A ideia é oferecer ao público que não se identifica com a moda feminina ou masculina, opções que não expressam um sexo e podem ser usadas por qualquer pessoa, independentemente de gênero, orientação sexual ou idade. E isso é uma realidade inclusive para roupas infantis. A fofíssima BB Básico cria peças que podem ser usadas por qualquer criança.

Um exemplo dessa estética é a coleção _Explorer, que o estilista baiano Aládio Marques desfilou no fim do mês passado no Dragão Fashion Brasil Festival, repleta de itens que vestem mulheres e homens. “Eu mesmo usei peças que as modelos desfilaram. Para dar certo é preciso ter uma boa modelagem e pensar em estruturas que vistam ambos os corpos”, explica ele. 

Melissa Free + Alexandre Herchcovitch: numeração vai até o 43/44

A Melissa é outra marca que aposta na liberdade de escolha. Criada originalmente para o público feminino, sempre que possível estende sua grade com numerações que vão do 33/34 ao 43/44 e cabem também nos pés deles. O criador baiano Vitorino Campos tem uma coleção com essa proposta junto com a grife. Para o Inverno 2017, Alexandre Herchcovitch também assinou alguns modelos, como a Melissa Free e a Melissa Beach Slide, hits das últimas temporadas. 

Coco Chanel: peças femininas criadas a partir do guarda-roupa masculino

Das antigas
Mesmo cada vez mais comum, o agênero não é novidade. “Chanel colocou peças masculinas no guarda-roupa feminino nos anos 1920”, afirma o design thinker Sandro Lopez. Mademoiselle criou a calça pantalona, a camisa de listras feminina e um sem fim de outros trajes inspirados nas roupas dos homens.  

Le Smoking e Catherine Deneuve com Yves Saint Laurent

Em 1966, Yves Saint Laurent choco a sociedade com o Le Smoking, uma revolução na moda da época. Parceiro de vida e de negócios do estilista, Pierre Bergé definiu a criação com a seguinte frase: “Chanel deu liberdade às mulheres. Yves Saint Laurent lhes deu poder.” Desde que surgiu, o smoking feminino faz parte de todas as coleções da maison. Antes disso, em 1933, Marlene Dietrich surgiu com um smoking no filme Marocco. Uma época em que as mulheres não usavam calça. Mas nada se compara à criação de YSL.  

Marlene Dietrich causando em 1933 

Artistas como Catherine Deneuve, que usou o Le Smoking em tapetes vermelhos; o pai do Glam Rock, David Bowie, primeiro astro a assumir sua bissexualidade quando ainda era casado com Angie Bowie, em 1971; e Jaden Smith - filho adolescente Will Smith, -  estrela de uma campanha Louis Vuitton em que aparece usando vestidos e saias, ajudaram a disseminar e fortalecer a estética ao longo dos anos. 

Jaden Smith na campanha da Louis Vuitton

“Estamos evoluindo, aprendendo e reproduzindo. A moda tem que ser democrática, fluida, híbrida, pra todo mundo. O que importa é o caráter”, reforça Sandro, responsável pelos looks do cantor Saulo Fernandes. 

David e Angie Bowie com o filho, Zowie, em 1971
Sandro Lopez usa roupas sem gênero. Nos pés, Melissa by Vitorino Campos, que calça todo mundo 
Meninos, meninas ou apenas crianças? A BB Básico cria peças que podem ser usadas por todas 
O cantor Saulo Fernandes usa peças agênero



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