Motorista que invadiu ponto no Campo Grande é ouvida e liberada; mulher morreu

salvador
04.12.2018, 22:05:00
Atualizado: 05.12.2018, 09:22:18

Motorista que invadiu ponto no Campo Grande é ouvida e liberada; mulher morreu

Mãe da jovem que morreu, segunda a ser atropelada na frente do TCA está na UTI

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

A condutora que invadiu um ponto de ônibus após perder o controle do carro, deixando uma pessoa morta e outra gravemente ferida, na manhã desta terça-feira (4), no Centro de Salvador, já foi ouvida pela Polícia Civil. Além dela, que não teve o nome divulgado, motorista e cobrador do coletivo também prestaram depoimento à tarde, na 1ª Delegacia (Barris). Todos os envolvidos foram ouvidos e liberados.

A informação foi confirmada ao CORREIO pela assessoria da Polícia Civil. As vítimas, mãe e filha, foram identificadas como Carla Beatriz Santana Santos, 37 anos, que morreu a caminho do Hospital Geral do Estado (HGE), e Rita de Cássia Santana, 56, que continua entubada da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HGE, em estado considerado grave.

De acordo com os registros da Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador), o Fiat Toro, com placa PKO-8594, que vinha da Rua Leovigildo Filgueiras [entrada do Garcia] e um ônibus, que havia saído do Canela, se envolveram no acidente em frente à parada de ônibus que fica em frente ao Teatro Castro Alves (TCA).

 Rita de Cássia Santana, 56 anos, está internada em estado grave no HGE (Foto: Almiro Lopes/CORREIO)

No local, testemunhas afirmaram ao CORREIO que após bater no ônibus, o carro foi lançado na calçada. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros prestaram socorro às vítimas.

O mototaxista Everaldo Almeida, 56, contou que era por volta de 12h30 quando o acidente aconteceu. Ele estava próximo ao local e ouviu o barulho do impacto entre o ônibus e o carro de passeio. "Ele [carro] bateu na lateral, na verdade no para-choque do ônibus. Depois subiu o canteiro", relembrou.

Local de atropelamentos sujo de sangue
Local de atropelamentos sujo de sangue (Foto: Marina Silva/CORREIO)

A motorista perdeu o controle com a batida e subiu na calçada. No caminho, colidiu e derrubou uma placa que informava itinerário das linhas no local, e depois atropelou as duas mulheres.

"Faltou pouco para não ser pior. A placa segurou um pouco a velocidade do veículo e muita gente saiu correndo", acrescenta, lembrando que o ponto de ônibus estava lotado de pedestres.

O ônibus envolvido no acidente fazia a linha Engenho Velho da Federação/Nazaré. "O motorista ficou assustado, mas agora está bem. O carro atingiu a lateral do para-choque do ônibus e depois perdeu o controle", contou o supervisor operacional da concessionária Salvador Norte, Francisco Montes, acrescentando que embora o veículo estivesse cheio, nenhum passageiro ficou ferido.

Investigação
Por meio da assessoria, a Polícia Civil informou que a titular da 1ª Delegacia (Barris), delegada Rogéria Araújo, já iniciou as investigações, ouvindo todas as vítimas. O CORREIO procurou Rogéria para comentar os detalhes dos depoimentos, mas a delegada não foi encontrada.

A Polícia Civil disse ainda que não ia divulgar o nome da motorista envolvida e que "foram expedidas guias de perícia do local e do veículo envolvido no acidente".

Em nota, a Transalvador informou que os agentes do órgão chegaram ao local quando as vítimas já estavam sendo atendidas pelo Samu. A assessoria do órgão também afirmou que os envolvidos foram levados, em seguida, para o pátio da Transalvador, nos Barris, onde foi feito o registro do acidente.

Ainda conforme o órgão, após registro, todos foram liberados do pátio.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas