Mulher agredida por MC Reaça está internada e passará por cirurgia

brasil
03.06.2019, 14:56:00
Atualizado: 03.06.2019, 15:26:56
Cantor morreu no último sábado (1) (Foto: Reprodução/Facebook)

Mulher agredida por MC Reaça está internada e passará por cirurgia

Funkeiro, conhecido por compor jingles da campanha de Bolsonaro, suicidou-se após a agressão

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A mulher agredida pelo funkeiro Tales Alves Fernandes, 25, conhecido como Tales Volpi ou MC Reaça, está internada em um hospital em Indaiatuba, interior de São Paulo. De acordo com o UOL, vítima é identificada é uma agente de viaens de 28 anos, mas que não teve seu nome divulgado.

De acordo com um boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil de Valinhos, também em São Paulo, após a agressão o funkeiro se matou. O corpo de MC Reaça foi encontrado na numa rodovia.

O funkeiro era casado com outra mulher e teria agredido a agente de viagens, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal, após ela revelar que estava grávida.

A vítima já deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seu estado de saúde é estável. A cirurgia só deverá ocorrer quando o inchaço dos hematomas diminuir. 

Depois do crime, Tales teria enviado uma mensagem de áudio para a esposa dizendo que, caso a vítima sobrevivesse às agressões, que ela cuidasse da amante e do bebê.

O boletim de ocorrência da agressão foi registrado uma delegacia de Indaiatuba pelo pai da vítima. No documento, o pai diz que a filha sofreu hematomas na face e no olho direito, além de fraturas no maxilar e aponta Tales como o autor das agressões.

MC Reaça
O cantor Tales Volpi Fernandes, o MC Reaça, morreu na noite de sábado, 01, em Valinhos (SP), aos 25 anos. Ele se tornou conhecido após compor jingles em apoio à campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro.

O presidente, inclusive, lamentou a morte do cantor em suas redes sociais. Carlos e Eduardo Bolsonaro, seus filhos, também enviaram mensagens com homenagens à MC Reaça.

Letras polêmicas
MC Reaça ficou conhecido por compor letras polêmicas e que ofendiam políticos e grupos sociais. No funk "Proibidão Bolsonaro", por exemplo, ele dispara ofensas contra o ex-deputado Jean Wyllys e contra os políticos Jandira Feghali, Luciana Genro e Ciro Gomes.

Outro trecho do funk diz ainda: "Dou pra CUT pão com mortadela e para as feministas, ração na tigela. As minas de direita são as top mais bela, enquanto as de esquerda têm mais pelo que cadela".

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