Mulher se casa com homem condenado por matar o irmão dela

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25.08.2021, 08:32:00
(Foto: Reprodução)

Mulher se casa com homem condenado por matar o irmão dela

Ela inocentou o noivo: 'Ele se esfaqueou e atirou contra a própria cabeça'

Crystal Straus se casou com John Tiedjen, que recentemente saiu da cadeia após 32 anos. Ele foi condenado pelo assassinato de Brian McGary, em junho de 1989. Acontece que Brian é irmão de Crystal.

A história chamou atenção da imprensa e da população americana, principalmente por Crystal acreditar que o marido seja inocente. Segundo a versão dela, o irmão esfaqueou o próprio peito e, depois, atirou contra a sua cabeça, conforme reportagem do "Daily Mirror". Suicídio, enfim.

"O título (assassino do irmão) não é apropriado, ele não matou o meu irmão", disse a americana a um programa de TV, acrescentando estar determinada a provar a inocência do amado. Ela tinha 12 anos quando o Brian morreu.

O romance dos dois começou quando ela escreveu uma carta a John dizendo que o perdoava pelo crime. Os dois mantiveram o contato e o sentimento surgiu. No início deste mês, Crystal recebeu o amado em casa, em Cleveland (Ohio, EUA), onde os dois se casaram em cerimônia singela no jardim, acompanhada pela advogada de defesa de John.

"Eu o amo, obviamente", disse a noiva.

Na primeira carta que escreveu a Crystal, em 2016, o presidiário declarou: "Eu não fiz aquilo". Aos poucos, a americana foi se convencendo da inocência de John. E, recentemente, ela ganhou mais motivos para acreditar no marido.

Fotos inéditas e novos relatórios policiais ligados ao caso foram apresentados pela defesa de John. Um juiz decidiu marcar um novo julgamento, acreditando que, se o material estivesse disponível no primeiro julgamento, o resultado poderia ter sido diferente.

Detetives encontraram balas compatíveis com a disparada para matar Brian nos bolsos de uma roupa de John, que morava na mesma casa da vítima. Eles cresceram juntos, apesar de ter pais diferentes. As digitais do condenado também estavam no revólver usado no crime.

Durante as investigações iniciais, John assinou a confissão do crime, mas alegou legítima defesa, de acordo com o "Washington Post". Atualmente, alega coação.

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