Mulher suspeita de cobrar R$ 4,3 mil por 'cirurgia espiritual' é presa no Rio de Janeiro

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01.04.2022, 19:56:00
(Reprodução)

Mulher suspeita de cobrar R$ 4,3 mil por 'cirurgia espiritual' é presa no Rio de Janeiro

Vítima foi informada que estaria em um "hospital espiritual", e que não poderia consumir carne vermelha, bebida alcoólica ou pimenta

Uma mulher identificada como Diana Rosa Aparecida Stanesco Vuletic foi presa, na quarta-feira (30), por estelionato e extorsão após cobrar R$ 4,3 mil por uma "cirurgia espiritual" para uma mulher no Rio de Janeiro.

De acordo com o g1, a suspeita disse à vítima, Guilia, que ela possuía uma "aura muito bonita". A Polícia vai investigar se Diana pode ter feito outras vítimas. 

Ela já tem passagens na polícia pelos mesmos crimes de extorsão e estelionato, além de outras por calúnia, falsidade ideológica e injúria por preconceito. 

O caso aconteceu em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A suspeita teria feito perguntas para a vítima e que ela fosse ao seu apartamento para uma consulta espiritual.

No local, ela pediu que Guilia comprasse ovos brancos, pano e velas para executar uma cirurgia espiritual, alegando que ela teria sido vítima de um "trabalho".

A vítima disse não ter os R$ 4,3 mil cobrados pois estava desempregada, mas que poderia pagar R$ 1 mil - valor disponível em sua conta. Diana disse que o resto do valor poderia ser pago até seis meses depois.

Guilia foi informada que, após o ritual de cura que duraria 3 dias, ela estaria em um "hospital espiritual", e que não poderia comer carne vermelha, ingerir bebida alcoólica e nem pimenta.

Logo depois que Giulia deixou o apartamento, Diana ligou para informar que estava em um barracão, onde realizava seus trabalhos espirituais, e que uma menina teria recebido a carga espiritual de Giulia. E, por isso, estava muito mal e vomitando sangue.

A falsa curandeira então disse que se a vítima não pagasse o restante do dinheiro ela iria "transferir" os sintomas de volta a ela. Giulia contou sobre a situação a alguns amigos do trabalho, que a orientaram a procurar a delegacia. 

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