Nova rotina: Amargosa volta a registrar tremor de terra

bahia
03.05.2021, 22:09:51
Atualizado: 03.05.2021, 22:15:57
(Divulgação)

Nova rotina: Amargosa volta a registrar tremor de terra

Terremoto de magnitude preliminar 1,4 aconteceu no último sábado (1); Geofísico diz que, desde setembro, mais de 600 tremores foram registrado na região

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Os tremores de terra já se tornaram rotina para os moradores de Amargosa, no Recôncavo Baiano. Segundo relatos de moradores, a cada oito dias, e às vezes até por dias seguidos, o solo treme na cidade. “Sempre sinto a cama estremecer de madrugada e, de dia, o chão fica vibrando como se tivesse um trator passando na porta”, relata Duceni Ferreira, do distrito de Corta Mão, pertencente ao município.
 
A situação tem se tornado tão cotidiana, que nem todos os moradores sentiram o tremor de 1,4 de magnitude na Escala Richter do último sábado (1). “O tremor foi detectado pelo laboratório de sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), mas não foi percebido pelos moradores. Também não aconteceram estragos, como havia acontecido em terremotos anteriores”, disse o prefeito da cidade, Júlio Pinheiro.
 
Ainda assim, de acordo com o Laboratório Sismológico (LabSis) do Departamento de Geofísica da UFRN, o tremor foi sentido às 05:26 do sábado na localidade do Tabuleiro da Boa Vista, do município de São Miguel das Matas, na divisa com Corta-Mão, em Amargosa. “Não foi com muita intensidade, mas o chão tremeu e fez um barulho como se alguém tivesse dado um chute na parede”, disse a moradora Duceni.
 
De acordo com o geofísico Eduardo Menezes, o Labsis tem feito o acompanhamento sísmico da região desde setembro do ano passado e, desde então, já foram registrados mais de 600 tremores. 
 
“O Recôncavo Baiano tem um histórico muito antigo de atividade sísmica, só que em frequências de repetições que demoram a serem observados por populares. Na região existem falhas geológicas ativas, que são responsáveis por ocasionarem esses tremores e são registrados pelos sismógrafos que mantemos operando na local”, explicou o cientista.

*com orientação da Sub-editora Fernanda Varela.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas