O desafio de escolher a profissão certa

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26.09.2019, 16:59:00
Escolher uma profissão não é das tarefas mais fáceis para os estudantes (Shutterstock)
Estúdio Correio -

O desafio de escolher a profissão certa

Instituições de ensino buscam alternativas para auxiliar seus alunos no momento de eleger qual carreira irão seguir

Direito? Engenharia? Jornalismo? Medicina? Filosofia? Psicologia? Escolher uma profissão não é das tarefas mais fáceis. Tem sempre o peso de dar rumo à própria vida em uma única decisão. Esse é o momento que costuma tirar o sono dos adolescentes, que precisam definir o primeiro passo da carreira no mesmo momento em que se deparam com os medos, desejos e expectativas naturais desta fase da vida.

Diante de tamanha angústia, esses adolescentes se veem influenciados por parentes, mídia e até pelo senso comum do que dá dinheiro. As aptidões, muitas vezes, ficam de lado no momento de ingressar em uma graduação. Daí a importância de, neste processo, familiares, educadores e psicólogos levarem em consideração as habilidades, aptidões e valores deste jovem.

“Neste momento é primordial o acompanhamento da escola, para que este estudante tenha uma escolha mais acertiva. Dúvida vai ter sempre. É muito comum que ocorra até nos adultos, quanto mais para eles que são jovens, que com pouca experiência têm que escolher o que querem para o resto da vida”, destaca Patrícia Carneiro, coordenadora Pedagógica do Ensino Médio do Colégio Marista.

Para ajudar o aluno neste momento decisivo, a escola sempre convida instituições parceiras para apresentar aos adolescentes como funcionam os cursos, grade curricular deles e como é a prática no mercado de trabalho. As atividades integram a Jornada Vocacional, que acontece anualmente para que, através de debates, os alunos possam tirar suas dúvidas.

“O interessante é que eles acabam mudando do que tinham pensado inicialmente. Mesmo com orientação, alguns alunos chegam à reta final com dúvida. Muitos, por exemplo, por influência dos pais. Eles sofrem com isso e a escola tenta mostrar as áreas de afinidade para que possam, de fato, definir. Curioso é que mesmo com todo o acompanhamento, cerca de 25% dos estudantes costumam mudar de área após iniciar o curso de graduação ao sair do ensino médio”, destaca Patrícia Carneiro.

É neste processo que a instituição de ensino tem novamente um papel fundamental. Na UNIFACS, por exemplo, os alunos contam com uma Central de Carreiras para que possam ser amparados diante de qualquer questionamento. “A maior parte da demanda é de alunos que entram no curso com uma ideia e, quando começam a fazer as disciplinas e conhecer o mercado de trabalho, entendem que não é aqui que eles gostariam ou que têm aptidão”, explica Cecília Spinola, a coordenadora do programa.

O primeiro passo é, então, fazer com que o aluno desenvolva o autoconhecimento e consiga entender o que ele tem de plano de vida, de carreira, e, a partir daí, identificar qual profissão que melhor o atenderá. “A preocupação é que ele encontre o caminho certo. O que, muitas vezes, acontece dentro do próprio curso. Com o apoio de profissionais, ele descobre que são inúmeras as possibilidades de atuação dentro de um mesmo curso, que ele nem sabia que tinha”, conta a coordenadora.

Há outros casos, no entanto, que a migração de curso é inevitável. O próprio aluno chega a esta conclusão após um acompanhamento assíduo, com cerca de sete sessões, onde ele é orientado a conhecer um pouco mais sobre o curso e a carreira que escolheu inicialmente.

“Utilizamos alguns instrumentos que mapeiam o autoconhecimento, que podem potencializar a atuação deles em determinada profissão. A partir do estudo, queremos que ele se sinta confortável na decisão. Apoiamos todo o processo, porque, para nós, a educação é totalmente transformadora e conduz as pessoas não só no mercado de trabalho, como na vida. Por isso, preservamos a ideia de que não se deve parar de aprender, de estudar”, reitera Cecília Spinola.

Escolhendo a profissão certa
Está chegando o momento de definir qual carreira seguir ou não está muito satisfeito com a escolha já feita? Nós separamos umas dicas que podem te ajudar neste momento decisivo. Pense, reflita, decida e se permita também voltar atrás se for preciso. Nenhuma decisão tem de ser obrigatoriamente para toda a vida. Sempre é tempo de recomeçar.

Autoconhecimento
É preciso se conhecer para saber o que dará mais prazer para trabalhar. Experimente responder essas perguntas: Quem sou eu? Do que mais gosto? O que menos gosto? O que me faz feliz? Como me vejo no futuro? É importante também refletir sobre seu perfil, se é uma pessoa mais comunicativa ou reservada, se gosta de trabalhar em equipe ou sozinha, se é metódica ou criativa. Priorize seus desejos e não de parentes ou amigos.

Pesquisa
Faça uma lista com os cursos que você tem algum interesse e busque se inteirar com profissionais formados e em atuação na área sobre rotina, funções, remuneração, dentre outros aspectos. Visite também faculdades, converse com estudantes, professores e tentem entender quais são as áreas de atuação possíveis para a profissão que está com dúvida se deverá prestar vestibular.

Teste vocacional
Busque a ajuda de psicólogos e pedagogos para descobrir suas áreas de interesses e carreiras que combinem melhor com seu perfil. Pode ser um bom caminho para definir, por exemplo, entre duas opções já destacadas. Durante entrevista do teste vocacional você vai ver destacado os seus gostos pessoais e as suas aptidões. A partir daí, haverá um link entre suas respostas e profissões que demandam habilidades afins.

Habilidades
Não adianta querer ter uma profissão se não há uma identificação com a área. Como trabalhar com engenharia se não tem afinidade com números? Como ser jornalista se não gosta de ler e escrever? Analise quais são as suas competências mais bem desenvolvidas e as agrupem em áreas de atuação profissional. As pessoas desempenham melhor suas funções quando têm habilidades para desempenhá-las. E tem mais: profissionais bem-sucedidos amam o que fazem.

Educação formal em diálogo com o universo do trabalho
Formar os futuros trabalhadores para que estejam prontos para atuar na indústria 4.0. Conectá-los a habilidades necessárias para atuarem no ambiente da chamada quarta revolução industrial, na qual tecnologias como internet das coisas, big data, computação nas nuvens, drones, inteligência artificial, virtualização e realidade aumentada, entre outras, impactam na produção e consumo de bens e serviços.

Esse é o desafio do SESI em todas as nove unidades espalhadas pela Bahia ao implementar uma metodologia voltada para o desenvolvimento de habilidades importantes no mundo do trabalho e para a formação técnica. Com o programa de Educação Básica Articulada com Educação Profissional (EBEP), desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), as escolas do SESI combinam elementos do universo do trabalho às disciplinas da educação formal. Desse jeito, o jovem termina sua formação básica pronto para ingressar no mercado ou com uma base mais sólida e direcionada para cursar o ensino superior, se desejar.

“O processo de ensino visa conectar o jovem com o mundo de hoje, mas também com o que está por vir e é desconhecido. Esse é o desafio”, explica Cristina Andrade, diretora da Escola Djalma Pessoa e uma das criadoras do modelo EBEP. Um dos aspectos valorizados desde o ensino médio é a pesquisa científica e a ênfase na resolução de problemas.

Fazer o curso técnico é, no entanto, uma opção. O aluno pode cursar apenas o ensino médio, sem conciliar com um profissionalizante. “Mas mesmo sendo uma escolha, mais de 80% dos estudantes fazem o curso técnico, sobretudo em tecnologias e engenharias”, destaca Cléssia Lobo, gerente de Educação do SESI Bahia. “A gente prepara o estudante para entender o que é cada profissão daquela. Qual os ramos, empregabilidade, riscos, ganho salarial. Mas sempre coloca para eles de que também vai depender do perfil de cada um”, acrescenta.

A proposta é fazer uma conexão entre ensino médio, o mundo do trabalho e o ensino superior. Facilitar para o estudante a fazer escolhas com dados. “A gente acredita que as pessoas se descobrem. Tudo vai da forma com que a escola pode promover estes espaços, para que eles se sintam mais preparados para fazer essas escolhas, que podem mudar em qualquer momento da vida. Fazer escolhas, em qualquer fase da vida, é difícil e exige sobretudo autoconhecimento”, conclui Cléssia Lobo.

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