Operação Faroeste: STJ mantém afastamento da desembargadora do TJ-BA 

bahia
06.05.2021, 19:48:17
(Mauro Akin Nassor/Arquivo CORREIO)

Operação Faroeste: STJ mantém afastamento da desembargadora do TJ-BA 

Corte Especial confirmou decisão do ministro Og Fernandes, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça. Sandra Inês Rusciolelli segue afastada até março de 2022  

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogou por mais um ano o afastamento da desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) Sandra Inês Rusciolelli Azevedo. A desembargadora é investigada na Operação Faroeste por envolvimento no esquema de venda de sentenças judiciais.
 
A decisão foi proferida pela Corte Especial do STJ, na última quarta-feira (5). O prazo da suspensão é contado a partir do dia 23 de março de 2021, quando venceu a primeira determinação do STJ. A decisão inicial foi dada em maio de 2020, de forma monocrática pelo ministro Og Fernandes, relator do processo.
 
A desembargadora Sandra Inês está presa desde março do ano passado, desde setembro em prisão domiciliar. Sandra Inês é investigada pela suspeita de ter recebido propina de R$ 250 mil, para decidir favoravelmente a uma empresa em um processo judicial.
 
Na decisão, o ministro afirma que a desembargadora recebia dinheiro através do filho. O ministro teve acesso a diálogos gravados, que mostravam o envolvimento da desembargadora Sandra Inês com a organização criminosa.
 
Outros desembargadores, também investigados na Operação Faroeste, já haviam sido afastados e também tiveram prorrogação desse afastamento: Gesivaldo Nascimento Britto, José Olegário Monção Caldas, Maria da Graça Osório Pimentel Leal e Maria do Socorro Barreto Santiago e os juízes Sérgio Humberto de Quadros Sampaio e Marivalda Almeida Coutinho.
 
Operação Faroeste
 
Iniciada em 2019, a Operação Faroeste investiga um esquema de venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores da Bahia, com a participação de membros de outros poderes. De acordo com as investigações, o esquema consistia na legalização de terras griladas no oeste do estado. Os acusados são suspeitos de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência.

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