Pais devem orientar o uso da internet pelos filhos, dizem especialistas 

salvador
31.08.2018, 04:15:00
Atualizado: 31.08.2018, 08:14:33

Pais devem orientar o uso da internet pelos filhos, dizem especialistas 

Desafio conhecido como Momo, de aparência assustadora, circula pelo WhatsApp

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

No início do mês, a ONG Safernet Brasil divulgou uma lista de recomendações para pais e educadores acerca do desafio Momo. 

"Esta é mais uma situação em aplicativos de mensagem que explora a curiosidade dos usuários para cometer golpes, roubo de dados ou ameaças mais graves como a extorsão a partir de suposto desafio", dizem, em um comunicado. 

A recomendação da ONG é que pais e educadores alertem crianças e adolescentes para bloquear o suposto usuário Momo, não iniciar a conversa e não compartilhar informações com o perfil.

Não se sabe como a Momo surgiu. A imagem foi copiada de uma conta no Instagram – é a foto de uma escultura exibida em uma exposição no museu Vanilla Gallery, no Japão, em 2016 (Foto: Almiro Lopes/ Reprodução CORREIO)

"Como esta pode ser mais uma isca usada por criminosos pra roubar dados e extorquir pessoas na internet, quanto menor a divulgação, menor a audiência", diz a ONG.

A pedagoga Ana Carolina Andrade Leal, especializada em psicopedagogia clínica e institucional, aconselha os pais a dar mais valor e atenção aos momentos em família. "Conversem com seus filhos, orientem e, principalmente, fiquem atentos aos sinais (mesmo que sutis) de mudança de comportamento, sono, de apetite e de aprendizagem e nunca deixem seus filhos terem acesso às mídias sem supervisão. Busquem ajuda de um profissional especializado caso percebam que, sozinhos, não terão condições de ajudar seus filhos", afirmou.

Ela diz ainda que é preocupante o fato de crianças e jovens terem acesso às mídias eletrônicas com muita facilidade e, na  maioria das vezes, sem nenhum tipo de supervisão. "Tenho visto crianças do meu convívio que, com 8, 9 anos de idade, já têm seu próprio aparelho de celular", conta ela, que trabalha na Escola Lícia Maria Alves Pinho, na Prefeitura de São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador.

A orientação do delegado João Cavadas, coordenador do Grupo Especial de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos (GME) da Polícia Civil, é justamente para que os pais monitorem tanto o uso dos smarphones quanto o computador pelos filhos. 

“Existem programas de espelhamento onde você notifica que está fazendo isso e monitora (a utilização), porque a criança ou o adolescente ainda não tem discernimento para perceber que aquilo se trata de um golpe”, comenta o delegado. 

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas