Petrobras diz que Ilê Aiyê não cumpriu contrato corretamente

carnaval
02.02.2017, 20:58:00

Petrobras diz que Ilê Aiyê não cumpriu contrato corretamente

Valor de patrocínio não foi totalmente pago

A Petrobras informou em nota nesta quinta-feira (2) que o patrocínio ao projeto Ilê Aiyê Construindo o Futuro não foi pago integralmente porque o contrato não foi totalmente cumprido. O tradicional bloco, fundado em 1974,  passa por um de seus momentos mais complicados financeiramente com dívidas que chegam a R$ 600 mil.

(Foto: Divulgação)

Segundo o diretor do Ilê Aiyê, José Carlos dos Santos, a principal razão das dívidas é o atraso de uma verba da Petrobras. De acordo com Zé Carlos, a estatal deve duas parcelas de um contrato de patrocínio vencido no final de 2015, sendo cada uma no valor de R$ 197 mil. “O contrato venceu em 2015 e, a pedido da Petrobras, criamos um aditivo, prorrogando-o até março de 2016. A Petrobras tinha o compromisso de nos passar cerca de R$ 1,9 milhão. Repassou uns 40% disso à vista e pagou algumas parcelas, mas faltaram as duas últimas”, revela José Carlos, que dirige o Ilê desde o segundo ano do bloco.

O Ilê Aiyê alega que enviou os relatórios pedidos pela Petrobras, comprovando a necessidade da verba, mas até hoje não obteve o dinheiro. O desfile de Carnaval, no entanto, está garantido, segundo Vovô, com patrocínio da Caixa e do governo estadual. 

A empresa informou em nota ao CORREIO que as ações de duas oficinas profissionalizantes em Estética Afro não foram executadas totalmente, além do Ilê não ter alcançado a meta de participantes que previu no plano de trabalho. "Desta forma, não foi possível a liberação dos recursos restantes".

Leia a nota da Petrobras na íntegra:

A Petrobras esclarece que o patrocínio ao projeto Ilê Aiyê Construindo o futuro - vigente até 22 de dezembro de 2015, sem prorrogação de prazo - tem um saldo contratual correspondente a 20% do valor total, que só poderia ser pago após o cumprimento integral do que foi previsto em contrato.

Ao longo dos procedimentos de fiscalização, foi verificado que as ações previstas no plano de trabalho, referentes à realização de 02 oficinas profissionalizantes em Estética Afro, não foram integralmente executadas. A instituição também não alcançou a meta de  participantes previstos por ela no plano de trabalho onerando o custo per capita do projeto.  Desta forma, não foi possível a liberação dos recursos restantes. 

A Petrobras deu conhecimento à instituição de todas as pendências, e as soluções cabíveis serão adotadas conforme procedimento previsto no instrumento contratual, em conformidade com as normas e padrões da Companhia.

***

Em tempos de desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informações nas quais você pode confiar. E para isso precisamos de uma equipe de colaboradores e jornalistas apurando os fatos e se dedicando a entregar conteúdo de qualidade e feito na Bahia. Já pensou que você além de se manter informado com conteúdo confiável, ainda pode apoiar o que é produzido pelo jornalismo profissional baiano? E melhor, custa muito pouco. Assine o jornal.


Relacionadas