Polícia Federal faz operação para busca de joias da ex-primeira dama do Rio

brasil
23.06.2017, 11:49:00
Atualizado: 23.06.2017, 11:55:30

Polícia Federal faz operação para busca de joias da ex-primeira dama do Rio

Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo adquiriram pelo menos 189 joias desde o ano 2000. Segundo o MPF, a compra de joias era feita para lavar dinheiro obtido em práticas ilícitas

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

A Polícia Federal cumpre mandados nesta sexta-feira (23), em uma operação que busca joias do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e da ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo. São cumpridos dois mandados de buscas na zona sul do Rio, nos bairros de Ipanema e do Jardim Botânico, em endereços de uma governanta ligada à Cabral e da irmã de Adriana Ancelmo.

Resultado de imagem para adriana ancelmo sérgio cabral correio 24 horas
Sérgio Cabral é réu em ação penal por lavagem de dinheiro na compra de joias em espécie, sem nota fiscal ou certificação nominal (Foto: Divulgação)

Denunciada pela Operação Calicute, a investigada chegou a ser presa, mas cumpre prisão domiciliar. O ex-governador é réu em ação penal por lavagem de dinheiro na compra de joias em espécie, sem nota fiscal ou certificação nominal. A força-tarefa da Operação Lava Jato, no Rio, acusa Sérgio Cabral, sua mulher, a advogada Adriana Ancelmo, e seus assessores Luiz Carlos Bezerra e Carlos Miranda.

Na denúncia apresentada à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF), consta que Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo adquiriram pelo menos 189 joias desde o ano 2000, e apenas 40 foram apreendidas pela Polícia Federal a partir de mandados de busca.

Das 189 joias adquiridas desde 2000, apenas 40 foram apreendidas pela Polícia Federal a partir de mandados de busca (Foto: Reprodução/Fantástico/TV Globo)

Segundo o MPF, a compra de joias era feita para lavar dinheiro obtido em práticas ilícitas. Cerca de R$ 11 milhões foram gastos na compra dos bens de luxo.

"O dinheiro sujo era oriundo de propinas pagas por empreiteiras entre os anos de 2007 e 2014, em contratos para obras do metrô, reforma do Maracanã, PAC das Favelas e do Arco Metropolitano. O cometimento de crime de lavagem de dinheiro com a compra de joias já foi objeto de duas outras denúncias oferecidas em decorrência das denominadas operações Calicute e Eficiência", afirma a força-tarefa.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas