Prefeitura de Itabuna aciona Governo Federal sobre refugiados venezuelanos na cidade

bahia
13.04.2021, 20:06:48
Atualizado: 13.04.2021, 20:14:58
(Reprodução)

Prefeitura de Itabuna aciona Governo Federal sobre refugiados venezuelanos na cidade

Grupo de 38 venezuelanos chegou na cidade no último domingo, após quatro meses de viagens pelo Brasil

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Um grupo de 38 venezuelanos está em Itabuna, no sul da Bahia, desde o último domingo (11). De acordo com o grupo, eles viajaram por cerca de quatro meses, passando por diversas cidades do Brasil. Eles são refugiados. Entre eles estão 23 crianças.
 
O grupo passou por Manaus, Belém e Fortaleza. Em Itabuna, eles foram acolhidos no Centro Pop – local para acolhimento de pessoas em situação de rua – sob gestão da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza.
 
De acordo com Amaro Mata, líder do grupo, eles não tem condições de seguirem para outro lugar. "Nosso dinheiro todo acabou. Não temos nada, comida, dinheiro, nada", disse em entrevista à TV Santa Cruz, da Rede Bahia.
 
A secretaria responsável pela pasta, Andréa Castro, informou que fez contato com órgãos federais para que o município tenha informações sobre como deve proceder com o grupo. Os venezuelanos são de origem indígena, o que tem dificultado o contato com servidores da prefeitura de Itabuna.
 
"Comunicamos ao departamento de imigração da Polícia Federal, que está em home office, e pediu 48 horas para se manifestar. Comunicamos ao MP e MPF. O prefeito Augusto Castro está em contato com o Ministério da Cidadania. Estamos fazendo esforços para regularizar a situação", informou André Castro.
 
O grupo foi testado contra o coronavírus e segundo a prefeitura de Itabuna, três estão infectados. No entanto, os funcionários da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza têm encontrado dificuldade para convencer os venezuelanos a seguir medidas sanitárias, como o uso das máscaras.
 
Uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do mês passado, diz que o imigrante pode pedir autorização de residência por até dois anos no Brasil, como possibilidade de renovação.

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