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Da Redação
Publicado em 28 de outubro de 2022 às 05:00
Num mundo altamente conectado, ser digital é condição para sobrevivência de qualquer empresa. Mais de 80% da população brasileira acessou a internet em 2021, indica a pesquisa TIC Domicílios, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). O mesmo levantamento indica que 70% dos usuários recorreram à rede para buscar informações ou serviços públicos e 46% compraram algum produto ou serviço. >
É neste contexto que Priscila Vitório, especialista em CMI - Content Marketing Insights, e Ana Pires, fundadora da Clara Idea, apontaram a necessidade de que empreendedores de todos os portes invistam em presença digital. E mais do que isso, invistam numa participação qualificada e estratégica no mundo digital. Priscila e Ana foram as convidadas do jornalista Donaldson Gomes no programa Política & Economia veiculado ontem no Instagram do CORREIO (@correio24horas). >
“Todas as empresas precisam ser digitais porque as diferentes jornadas dos consumidores passam pelo digital atualmente”, destaca Priscila Vitório. Segundo ela, uma pesquisa indica que 9 em cada 10 brasileiros fazem uma pesquisa online antes de uma compra, mesmo que o produto seja adquirido num ponto de venda físico. “A pandemia foi um dos movimentos que mais acelerou a digitalização dos consumidores”, completou.>
Para Ana Pires, além de ter presença digital, as empresas devem investir na qualidade de suas participações nas redes. “É preciso ter uma participação que seja geradora de valor. Não basta estar, é preciso ser, saber se comunicar neste meio. Sobretudo as empresas B2C, aquelas que vendem diretamente para o consumidor final”, ressaltou. “A decisão de compra sempre passa pelo digital.>
Ana destaca ainda que no caso das vendas entre empresas, o processo requer um cuidado adicional com a informação porque se tratam de processos em que as decisões são muito mais técnicas do que emocionais. “É preciso traduzir confiança para o potencial comprador”, afirma. >
Priscila explica que a pandemia acelerou a jornada omni chanel nas empresas. “Quando a gente fala em jornada digital, não podemos considerar apenas um canal, uma plataforma, mas precisamos entender como uma empresa, uma marca, ou uma pessoa, que quer ter presença nas redes transita em diferentes plataformas”, aponta, lembrando que cada plataforma tem as suas particularidades. “Quando a gente fala em experiência de compras, estamos falando de uma experiência híbrida, considerando todas as experiências que o digital pode oferecer”. >
“A gente percebe que lojas físicas, shoppings centers, estão se transformando em grandes centros de distribuição. As pessoas fazem as suas compras e estão passando por estes locais para pegar o produto. Ou comprando presencialmente para receber em casa”, destaca Ana. >
Natural de Salvador, desde muito nova, Priscila Vitório sempre esteve conectada à arte. Ex-aluna do Colégio Estadual Deputado Manoel Novaes, onde estudava, começou a desenvolver suas habilidades e seu talento no conservatório que funcionava no local. Há 12 anos ela atua em diferentes áreas, como profissional de marketing, empreendedora, produtora audiovisual e executiva em veículos de televisão, estrategista e e especialista em consumer insights (aprendizados sobre o consumidor).>
“O consumer insights é o profissional que estuda o comportamento do consumidor, que estuda os movimentos do mercado, a concorrência para conseguir direcionar ou fazer recomendações estratégicas para marcas e empresas se conectarem da melhor forma possível”, explica Priscila. >
Ana Pires, é fundadora da Clara Idea, um estúdio de inovação movido pelo desafio de transformar realidades, difundindo a cultura da inovação nas organizações. É doutora em Administração pela UFBA, idealizadora da Tecnologia JOIN de Gestão da Inovação (IEL/FIEB), com clientes ganhadores do Prêmio Nacional de Inovação CNI-SEBRAE. É consultora Sênior do IEL/FIEB. Lidera a equipe de design thinkers da Clara Idea na conversão de ideias em soluções de sucesso e empresas tradicionais em organizações inovadoras. >
“O Que a gente faz é ajudar as empresas a estruturar os seus sistemas de gestão da inovação, seus programas de inovação para captar e desenvolver melhor as ideias das pessoas, colaboradores, clientes e parceiros. A gente trabalha desenhando o futuro e construindo esse caminho que nos leva pra lá”, diz Ana. >
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