Preso escapa da Lemos Brito 11 dias após fuga em massa da Mata Escura

salvador
12.04.2017, 18:03:00
Atualizado: 12.04.2017, 19:20:02

Preso escapa da Lemos Brito 11 dias após fuga em massa da Mata Escura

O interno, Antônio Jorge Pelúzio de Oliveira, fugiu do Canteiro de Trabalho, onde estão instaladas diversas oficinas entre elas, padaria, janelas de alumínio

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Mais uma fuga foi registrada no Complexo Penitenciário da Mata Escura. Onze dias depois de uma fuga em massa no Unidade Especial Disciplinar (UED), onde presos escaparam durante dia de visitação, um interno escapou nesta terça-feira, 11, na Penitenciária Lemos Brito (PLB), destinada à presos condenados ao regime fechado.

No dia 03 de outubro, 25 internos fugiram da UED após cortaram as grandes de uma área chamada solário – que fica nos fundos da unidade para os presos que no dia não recém visitas. Até agora, somente dois faram recapturados. 

PLB
O interno, Antônio Jorge Pelúzio de Oliveira, fugiu por volta das 18h do Canteiro de Trabalho, onde estão instaladas diversas oficinas de trabalho, entre elas, padaria, janelas de alumínio, produção de sacolas plásticas, estopas e kits de limpeza.

O Canteiro de Trabalho em uma unidade da PLB que funciona num galpão destinada aos presos que trabalham e estudam. Segundo a Secretária de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) não foi constatado nenhuma avaria na estrutura física do galpão que justificasse a fuga e uma sindicância será instaurada para apurar o fato.   

Já o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (Sinspeb), disse que o preso estava custodiado no módulo IV do prédio da PLB que está desativado oficialmente devido à estrutura precária. No entanto,  por não ter onde ficar, quase 170 internos ainda permanecem ocupando as instalações do módulo, o que teria facilitado a fuga. 

A Seap contestou a afirmação do Sinspeb. Segundo o órgão, o módulo IV foi ativado há três anos para abrigar especificamente presos que desenvolvem atividades de trabalho e manutenção, além de estudarem na Escola da Penitenciária. Os internos desse módulo são conhecidos por bom comportamento no cumprimento da pena, e esta fuga foi um fato isolado.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas