Quase 150 mil baianos 'faltaram' à aplicação da 2ª dose da vacina contra o coronavírus

bahia
13.04.2021, 21:15:08
Atualizado: 13.04.2021, 21:42:03
(Nara Gentil/Correio)

Quase 150 mil baianos 'faltaram' à aplicação da 2ª dose da vacina contra o coronavírus

Reforço contra a covid não foi tomado ainda por 1,5 milhão no Brasil

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A Bahia é o segundo estado com mais faltosos para receber a dose de reforço da vacina contra a covid-19. Só depois de tomar essa injeção é que as pessoas podem se considerar protegidas contra as formas mais graves da doença. Segundo disse, nesta terça (13), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, 1.514.627 segundas doses  não foram aplicadas no país, 148.877 na Bahia, que fica atrás apenas de São Paulo (343.925) no total de 'furões' do esquema vacinal. 

Os baianos estão à frente dos cariocas na falha à vacinação. No Rio, são 143.015 segundas doses ainda não aplicadas. O ranking dos estados com mais faltosos tem ainda Rio Grandeo Sul (123.514), Minas Gerais (89.122) e Paraná (71.857). Já os estados com menos doses em atraso são o  Amapá (5.741), Tocantins (6.033), Acre (6.191), Alagoas (7.625) e Roraima (8.555).

Segundo afirmou o  ministro, mesmo quem perdeu o prazo previsto no cronograma de vacinação deve procurar uma unidade de saúde para regularizar a situação o mais breve possível.

Ainda de acordo com Marcelo Queiroga, a  maioria dos atrasos está em doses da  CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. No total, 1.514.340 doses desse imunizante estão em atraso. Na Bahia, 148.865 pessoas não reforçaram  a CoronaVac. 

Já a vacina de Oxford/Astrazeneca, desenvolvida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem 287 faltosos para a segunda dose. Na Bahia, 12 pessoas que tomaram a primeira injeção desse imunizante, ainda não compareceram aos postos para receber o reforço.

 Lista de nomes 

O ministro revelou ontem que  a pasta vai divulgar uma lista, por estado, com as  pessoas que estão com a segunda dose atrasada. Ele explicou que a complementação do esquema vacinal será feita com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. 

Desde que começou a vacinação, duas substâncias são aplicadas no Brasil: a CoronaVac e a  Oxford/AstraZeneca. No caso da CoronaVac, estudos apontam melhor eficiência quando a segunda dose é aplicada em um intervalo de 21 a 28 dias. Já a vacina de Oxford, segundo informou ontem o MS, deve ter a segunda dose aplicada em um intervalo maior, de  três meses após a primeira.

Imunizante da Pfizer

Ontem, o Ministério da Saúde também informou que o Brasil vai receber 842.400 doses da vacina da farmacêutica Pfizer/BioNTech. A informação foi dada pelos coordenadores da Covax Facility ao Itamaraty (ministério das Relações Exteriores do Brasil). A previsão de entrega é para o mês de junho.

O MS tem 42,5 milhões de doses de vacinas contratadas com a Covax Facility. A quantidade é suficiente para vacinar 10% da população brasileira. Desde 21 de março até o momento, o Brasil já recebeu mais de 1 milhão de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford por meio dessa iniciativa.

 “Cabe ressaltar que essas 842.400 doses [da vacina da Pfizer] não fazem parte das 100 milhões já contratadas pelo Ministério da Saúde diretamente com a farmacêutica”, ressaltou o Itamaraty, em nota.

A Covax-Facility é uma aliança internacional da Organização Mundial de Saúde (OMS) que tem como principal objetivo acelerar o desenvolvimento e a fabricação de vacinas contra a covid-19. 

Trata-se de um consórcio internacional com o objetivo de garantir acesso igualitário à imunização, impedindo assim que países ricos comprem todo o estoque de vacina em detrimento das nações mais pobres. 
De acordo com o contrato de adesão feito pelo governo do  Brasil  com a Covax-Facility, firmado em 25 de setembro do ano passado, o país terá acesso a 42,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. 

De acordo com o comunicado do consórcio, a projeção é que sejam enviadas 330 milhões de doses das vacinas da Pfizer/BioNTech e da Oxford/AstraZeneca na primeira metade de 2021 para 145 países integrantes da aliança, que reúne mais de 150 nações.

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