Que cenário! Moradores do Subúrbio contam como a beleza local salvou até da depressão

salvador
29.03.2019, 05:00:00
Atualizado: 29.03.2019, 07:56:13
(Diante da Baía de Todos os Santos, moradores do Subúrbio como o pintor Luiz Gonzaga contam como contemplam a felicidade (Foto: Marina Silva/CORREIO))

Que cenário! Moradores do Subúrbio contam como a beleza local salvou até da depressão

Contemplação, pertencimento e respeito marcam a vida de quem mora no Subúrbio

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No celular, dona Raimunda dos Santos, 55 anos, desliza a tela para mostrar fotos. Exibe uma série de imagens da mesma paisagem: o pôr-do-sol na praia de São Tomé de Paripe, onde trabalha há mais de 10 anos, de segunda a domingo. É quando o Sol se põe que, normalmente, ela está desmontando sombreiros e cadeiras dobráveis, depois de uma jornada de quase 14 horas de trabalho. Mesmo assim, não resiste ao espetáculo da natureza. 

“Você chega aqui e dá de cara com uma beleza dessa. É uma pancada. Como é que não fica feliz?”, justifica, enquanto uma manicure pinta suas unhas do pé de esmalte roxo cintilante. Dona Raimunda chegou à praia para fugir da solidão. Começou a vender bebidas, aos domingos, em seus dias de folga do trabalho como empregada doméstica, para dar uma respirada. Queria ver gente. Hoje, anos depois, continua com as bebidas, mas ampliou para acarajés, abarás, passarinhas, lanches e o serviço completo de barraqueira. 

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Foi ali, diante da beleza do cenário do Subúrbio Ferroviário, no meio da Baía de Todos os Santos, que Raimunda descobriu a felicidade. “Quando olho para isso aqui, tudo vale a pena. Posso dizer que sou feliz, graças a Deus”, completa. Como ela, outros tantos moradores de bairros do Subúrbio destacam a felicidade onde vivem – e que vem tanto depois de alguns instantes de contemplação do mar quanto pelo sentimento de pertencimento, respeito e doação. 

O Subúrbio é diferente dos outros lugares, garantem. Dona Raimunda, inclusive, rodou muito antes de ir parar lá. Embora tenha nascido em uma fazenda na zona rural de Nazaré das Farinhas, no Recôncavo, viveu em cidades como Camamu, Valença e Rio de Janeiro (RJ). Escolheu se “aposentar”, em suas palavras, em São Tomé de Paripe. 

Dona Raimunda diz que escolheu 'se aposentar' no Subúrbio, onde trabalha há 10 anos na praia (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Foi morar lá desde que chegou a Salvador. Continua até hoje, sozinha. Solteira, tem um casal de filhos na casa dos 30 anos. Já tem um neto de 7 anos, com outro a caminho. Nunca casou – já teve um “quengo”, mas as coisas não deram certo. 

A depressão veio forte em dois momentos da vida: há cerca de 30 anos, quando perdeu um filho. O neném, de um mês e 18 dias, ficou “doentinho”. Ela não sabe dizer ao certo, mas a criança nasceu com problemas de saúde e não resistiu. Depois, em 2001, teve novamente um episódio de depressão, após a morte da mãe. Nos dois casos, passava dias sem comer, sair de casa ou mesmo beber água. 

Por isso que, quando sentiu a solidão incomodando, quis fazer algo a respeito. Na época, trabalhava como doméstica em um apartamento.

Raimunda costuma fotografar a praia de São Tomé de Paripe todos os dias, em seu celular (Foto: Marina Silva/CORREIO)

“Eu vivia triste. Não tinha com quem conversar, passava o dia inteiro trancada em casa. Os patrões saíam para trabalhar e eu ficava só”.

Decidiu, então, trabalhar na praia aos domingos, seus dias de folga.

Os filhos foram contra. Não queriam que a mãe perdesse um dos poucos momentos de descanso. Mesmo assim, ela insistiu. Na época, não fazia ideia de que aquilo mudaria sua vida. “Hoje, tenho muitos fregueses. Converso com um, converso com outro. Me dou bem com minha família e ainda tenho essa praia. Amo meu trabalho”, diz, oferecendo um cacho de uvas. 

Após a recusa, brinca com a repórter. “Ainda bem que você não aceitou. Agora que experimentei, vi que está muito azeda”, admite, aos risos. 

Sobreviventes
O mar também faz parte da rotina do pintor aposentado Luiz Gonzaga Filho, 66. No caso dele, porém, os minutos diários de contemplação são dedicados à praia de Periperi. Quando encontrou o CORREIO, era justamente o que estava fazendo. Apontou para os barcos: ainda que não tenha sido pescador, vez ou outra, quando tinha vaga numa das embarcações, saía para trazer alguns peixes para casa. 

Seu Luiz passou a vida toda no bairro vizinho, o da Santa Luzia. Foi ali que cresceu, casou e teve os três filhos – todos homens, com idades entre 33 e 36 anos. Ficou viúvo há nove anos, depois que a esposa teve um infarto fulminante. A mulher conversava com um dos filhos quando, de repente, caiu em cima do jovem, já desacordada. Luiz estava trabalhando e, quando chegou, já era tarde. 

Até hoje, acredita que tenha sido um dos três momentos mais difíceis de sua vida; à perda da esposa, somam-se as mortes da mãe e do pai. Até hoje, não voltou a se casar. “Mulher você encontra em qualquer lugar. Mas uma mulher que diga: ‘sou mulher’, não é em todo lugar. É que nem encontrar um bom homem para casar, nesses tempos”, tenta explicar. 

Seu Luiz nunca pensou em sair do Subúrbio (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Quando a tristeza parece querer tomar lugar, há sempre alguém que consegue afastá-la. Na maior parte das vezes, esse alguém é o neto de 8 anos, de quem coleciona dezenas de fotos no celular. Na mesma hora, a felicidade volta.

“Sinceramente, não gosto de sair daqui, nem quero. Nunca pensei em morar em outro lugar”, completa, enquanto observa o mar de Periperi. 

Ali mesmo, em Periperi, a aposentada Aldete Sousa, 69, tem encontrado o que é preciso para rescrever sua própria história. A vida, até então, não foi fácil. Morava com o ex-marido nos Alagados até que, pouco mais de 10 anos atrás, uma conhecida falou sobre uma invasão entre a linha do trem e do mar – era a antiga Cidade de Plástico. O casal alugou um barraco e se mudou para lá. 

O casamento acabou, mas Aldete ficou. No ano passado, foi uma das primeiras a receber um dos apartamentos da (agora batizada de) Comunidade Guerreira Zeferina, conjunto habitacional que foi construído pela prefeitura de Salvador no lugar dos barracos feitos de plástico e outros materiais. 

Há quatro anos, perdeu a única filha para o crack. “Ela entrou nessas ‘onda’ aí, acabou se matando. A gente dava muito conselho, mas não adiantou”, explica. A própria Aldete tem lutado contra os próprios vícios – a bebida e “outras coisas”. 

Dona Aldete, que mora na Comunidade Guerreira Zeferina, se matriculou em uma escola e está aprendendo a ler. Nas horas livres, faz flores de meia como artesanato  (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Para se fortalecer, por sugestão de uma assistente social da prefeitura, se matriculou em uma escola. Está cursando o 1º ano, na Educação para Jovens e Adultos (EJA). “Comecei agora, com tudo que tenho direito. Estou aprendendo a ler, porque não sei escrever ainda. ‘Malmente’ sei escrever o meu nome, mas a professora é nota 10. Gosto muito, não tem mais como ficar deprimida em casa”, diz, exibindo uma pastinha azul. Dentro da pasta, o livro e o caderno que usa nas aulas. 

Durante o resto do dia, cuida da casa. Para passar o tempo, começou a fazer artesanato. Faz florzinhas de ‘fuxico’ e com meias. Segurando um punhado de flores, avisa: aceita encomendas.

“Eu catava muita coisa no lixo. Não tinha botijão, cozinhava com álcool. Durante o tempo em que estava construindo aqui, fiquei num abrigo da prefeitura. Foi no abrigo que minha vida começou a mudar. Hoje, minha vida tem sabor de mel”. 

Vestir a camisa
A alguns quilômetros dali, o cantor e ator Dhiiego Divo, 22, se considera quase um guia de turismo de Escada. Em seu perfil no Instagram (@dhiiegodivo), ele começou a fazer vídeos engraçados, mostrando um pouco da realidade do bairro onde mora desde que nasceu. Com vídeos e fotos mostrando cenários como a praça da Igreja de Nossa Senhora de Escada, Dhiiego chegou a 49 mil seguidores na rede social. 

Tanto amor pelo bairro – e pelo Subúrbio – tem heranças familiares.

Dhiiego mostra o bairro de Escada em suas redes sociais (Foto: Marina Silva/CORREIO)

“Minha família foi a primeira que chegou em Escada, já há uns 100 anos. A avó da minha avó, que tem 62 anos, era índia. Então, sempre vivi aqui, na praia, na igrejinha. Estudei aqui, fui professor aqui, comecei a fazer arte, moda, a cantar aqui. É um lugar que me traz felicidade, que me deixa à vontade para ser quem sou”, explica. 

Ao lado da igreja (esta, por sua vez, erguida no século XVI), fica a escola comunitária onde o jovem estudou a vida toda. Quando saiu, passou a dar aulas no projeto social que mantém a instituição, com aulas de canto e teatro para adolescentes. Enquanto isso, foi tentando se profissionalizar, cantando em barzinhos em diferentes bares do Subúrbio. 

Há dois anos, se tornou sócio de uma marca de roupas. A grife foi criada por uma jovem de Cajazeiras que, como ele, tinha sonhos de ganhar o mundo. “Minha família não tem histórico de artistas, mas eu já nasci artista. Na escola, tinha um coral e me colocaram para cantar, para registrar esse laço com a música”. 

Por ser descontraído, começou a ouvir pedidos para gravar vídeos. O conselho dos amigos sempre era para que postassem nas redes sociais. Quando seguiu, começou a conquistar milhares de visualizações com vídeos curtos. E garante: aquele ali não é um personagem. É ele mesmo, 24 horas por dia. 

“Tudo para a gente que mora no Subúrbio é mais difícil. Sair à noite para cantar no barzinho já é complicado, então comecei a fazer esses videozinhos porque, uma hora, estoura. Mas o meu foco é a música”, diz. 

Dhiiego acredita que a arte o salvou da depressão. Foi ali mesmo, no Subúrbio – no bairro de Praia Grande – que sobreviveu a uma tentativa de homicídio. No mesmo dia, perdeu um primo criado como irmão. Em setembro de 2016, estava indo com um primo até uma praça quando foram abordados por homens armados. Sem motivo aparente, atiraram em seu primo, que morreu no local. Dhiiego conseguiu sobreviver sem ser atingido, mas enfrentou a depressão. 

Dhiiego conta que costuma sair no ônibus falando sobre Escada (Foto: Marina Silva/CORREIO)

“Foi uma tragédia e demorei para me reestabelecer. Foi um momento que nunca imaginei, porque eu nasci feliz, sempre fui feliz”, lembra. Hoje, diz que voltou a ser feliz – com ajuda da música, do teatro, do próprio bairro onde vive.

“Escada tem uma história muito bonita, mas é um bairro muito pequeno. Eu vou no trem, no ônibus, sempre falando de Escada. Faço questão de divulgar e vestir essa camisa, para que o local seja valorizado como merece”, diz. 

Com os vizinhos onde cresceu a vida toda, aprendeu a ajudar sem olhar a quem está ajudando. “O Subúrbio é de pessoas amorosíssimas. Nunca pessoas que não têm nada tirar do pouco que tem para ajudar o próximo. Não tem como a gente não ser feliz”. De Escada, diz, só sai para Paris, na França. Mas avisa: a capital francesa conhecida como a Cidade Luz tem concorrência de peso. À noite, garante, o bairro onde cresceu também é bem iluminado. 

Da Suburbana para a dança
Foi o Lobato – e a própria Avenida Suburbana – que também fizeram com que o professor de dança Marcos Sousa, 37, fosse lembrado por sua felicidade. Foi ali que viveu uma infância sem maldades – rodeado de amigos e de nove irmãos. 

Por ter vivido momentos em locais como a ponte de Plataforma, vendo o pôr-do-sol, ou a praia de Itacaranha, conheceu a felicidade.

“Já levei duas pessoas para conhecer lá e foi incrível. O pessoal tira foto, porque é lindo demais ver a Suburbana. Às vezes, as pessoas não valorizam. Acham que é um bairro pobre, marginalizado, mas o Subúrbio tem sua beleza”, orgulha-se. 

Aos 24 anos, se formou em Dança na Fundação Cultural do Estado da Bahia (Fuceb). Desde os 18 anos, sonhava fazer ballet clássico. No curso, conheceu todas as modalidades de dança – atualmente, inclusive, dá aulas de stiletto e de street jazz, em três academias na cidade. 

Marcos (à frente) se tornou professor de dança e dá aulas de Stiletto (Foto: Acervo pessoal)

Além do trabalho como professor, é animador infantil de festas. Com fantasias que vão de animais a palhaços, são alguns dos momentos em que mais precisa mostrar a própria felicidade. 

“Para criança, é algo lúdico, com criatividade, educação, brinquedos. Para adultos, nas aulas, tento trabalhar com a autoestima, para que as pessoas percebam que se amam. Trabalho com pessoas que têm problemas como depressão, que se sentem feias”, explica. 

Como gosta de viver em vários lugares, Marcos já pensou em sair da Suburbana. Mesmo assim, garante que não esquece o Lobato. “O Subúrbio é um lugar diferente, com certeza. Para mim, tem toda uma história”. 

Contemplação e afirmação
Essa conexão com o mar do Subúrbio não é por acaso. Quando a paisagem como a da Baía de Todos os Santos não passa despercebida, a contemplação pode trazer uma sensação de bem-estar.

“A contemplação vem muito de dentro. O mar é uma coisa que, só de estar diante dele, ouvindo a brisa, já é uma coisa contemplativa. É um momento de meditação”, afirma o terapeuta corporal Rajan Irineu. 

A meditação, por sua vez, significa observação. Para Rajan, a contemplação também coloca a pessoa em um local onde se reconhece o quanto é lindo. “Você se desliga um pouco. O mar tem esse poder curativo, mas é preciso se conectar com essa força da natureza. Ou você pode ter uma experiência de ir para o mar e nada acontecer”. 

De fato, como explica o psicólogo e psicanalista Cláudio Melo, da Clínica Holiste, a relação com o mar é individual. Na verdade, essa concepção de que a natureza propicia bem-estar é relativamente recente – veio depois das Revoluções Industriais e dos problemas trazidos pela urbanização e pelo aumento da população. 

“Passamos a acreditar que, se a gente voltasse para a natureza, seria feliz novamente. Mas o fato é que, quando estamos na cidade, estamos hiperconectados. Não é incomum você passar pelo litoral e nem se dar conta de que está passando”, pondera o psicólogo. 

Assim, pessoas que costumam estar menos conectadas – ou mais longe de uma rotina de estresse – tendem a apreciar mais a presença da natureza. “Normalmente, pessoas que moram em locais menos urbanizados já têm essa desconexão maior. Por isso, se a gente souber aproveitar (o mar), de fato, pode trazer bem-estar”. 

No caso do Subúrbio, especificamente, o sentimento de pertencimento é muito forte. Daí, inclusive, surgiriam manifestações culturais – a exemplo da própria música, como o surgimento de grupos como Ara Ketu. Para o urbanista Luiz Antonio de Souza, secretário-geral do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), existe uma afirmação de pertencimento ao Subúrbio. 

Essa afirmação pode ser vista como uma resposta à eventual conotação negativa quando se fala da região.

“Muitas pessoas associam a um local de pobreza, de falta de estrutura. Mas você tem uma população de 300 mil pessoas ali. Isso é metade de uma cidade como Feira de Santana”, pontua ele, referindo-se à segunda maior cidade do estado. 

“No nosso caso, o Subúrbio ganhou esse batismo de ‘ferroviário’ porque foi onde, durante um tempo da história da ocupação da cidade, tinha fazendas e áreas de veraneio. A Calçada era um lugar extremamente importante para o desenvolvimento da cidade. Era a saída da cidade, daí a ferrovia”, explica o urbanista, que é professor de Urbanismo da Uneb e do programa de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Ufba. A ferrovia sequer era para a mobilidade dentro de Salvador, mas para conectar a cidade a outros municípios. 

Nesse mesmo período, há a chegada da Avenida Suburbana. “A implantação dela obedeceu a interesses de pessoas do transporte de ônibus e que tinham lotes para vender. Se você observar bem, ela é uma avenida paralela à ferrovia. Se a ideia de plano urbanístico era de desenvolver a área, você dinamizaria a ferrovia. Isso define uma forma de ocupação, que basicamente vai ficar às duas margens da ferrovia”, completa. 

Conheça o Subúrbio 
Oficialmente, não há um consenso sobre quais bairros fazem parte do Subúrbio Ferroviário. De acordo com a Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), são 20. A prefeitura-bairro do Subúrbio e das Ilhas, porém, é responsável por 12 bairros, além das três ilhas. Já o IBGE compreende que a região é composta por 16 bairros - mas ressalta que a definição é da prefeitura de Salvador. 

Os bairros do Subúrbio, de acordo com a FMLF: Alto da Terezinha, Alto do Cabrito, Campinas de Pirajá, Coutos, Fazenda Coutos, Itacaranha, Lobato, Marechal Rondon, Moradas da Lagoa, Nova Constituinte, Palestina, Paripe, Periperi, Pirajá, Plataforma, Praia Grande, Rio Sena, São Tomé, São João do Cabrito, Valéria. 

Os bairros do Subúrbio, segundo a administração da prefeitura-bairro da região: Lobato, São João do Cabrito, Plataforma, Alto da Terezinha, Rio Sena, Praia Grande, Itacaranha, Periperi, Nova constituinte, Coutos, Fazenda Coutos e Paripe. 

Os bairros do Subúrbio, de acordo com o IBGE: Alto da Terezinha, Alto do Cabrito, Calçada, Coutos, Fazenda Coutos, Itacaranha, Lobato, Nova Constituinte, Paripe, Periperi, Plataforma, Praia Grande, Rio Sena, Santa Luzia, São João do Cabrito e São Tomé. 

População total, segundo o IBGE: 335.927 (Censo 2010)

  • A maior parte da população é negra: autodeclarados pretos ou pardos são 293 mil do total - ou seja, quase 85% do total. 
  • Os moradores do Subúrbio que têm idades até 14 anos são, percentualmente, mais do que Salvador: o índice na região é de 24,1% contra 20,6% em toda a cidade. 
  • O percentual de moradores com idades entre 15 e 64 anos e com 65 anos ou mais é menor do que em toda a cidade: 71,8% contra 73,2% e 4,8% contra 6,14%, respectivamente. 
  • Assim, o grau de envelhecimento da população na área é menor do que no resto da capital: 19,85 contra 29,71. 
  • Em apenas cinco bairros do Subúrbio - Praia Grande, Santa Luzia, Plataforma, Coutos e Calçada - o índice de esgotamento adequado nas casas é maior ou igual do que o percentual de Salvador. Nesses bairros, é de 98,30%; 95,37%; 95,28%; 95,02%, 93,91%, respectivamente, enquanto no resto da cidade é de 93,11%. No bairro de Nova Constituinte, o esgotamento adequado só chega a 62,05% dos domicílios. 
  • Nova Constituinte também tem apenas 21% do lixo coletado por serviço de limpeza na porta. Em Salvador, esse índice é de 61,23%. 

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