Que importância você dá aos seus olhos?

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10.07.2019, 06:00:00
Atualizado: 10.07.2019, 11:56:08
A visão é um dos sentidos mais essenciais e precisa de cuidados ao longo da vida (Shutterstock)
Estúdio Correio -

Que importância você dá aos seus olhos?

No Dia Mundial da Saúde Ocular, especialistas do HHCL falam sobre cuidados para uma boa visão

Nesta quarta-feira, 10 de julho, é celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular, que tem o objetivo de alertar para os cuidados com a visão - um dos sentidos mais essenciais para a grande maioria dos seres vivos. O olho é um órgão com alto grau de desenvolvimento, capaz de perceber tudo o que está à nossa volta. E apesar da evolução tecnológica, nem a câmera digital, por exemplo, conseguiu ainda superar nossos olhos, 600 vezes mais sensíveis que o equipamento.

“É muito comum vermos a palavra visão no sentido de perspectiva, de clareza, de explicação de mundo. Em se tratando dos sentidos do corpo humano, certamente, ele é um dos mais importantes. A visão garante autonomia, segurança e mais alegrias, já que uma pessoa que enxerga bem, conseguir ir e vir normalmente, consegue identificar obstáculos e riscos de acidentes, consegue ver a cidade, a natureza, consegue ver os filhos crescendo, ver pais, mães, irmãos, todos que ama”, destaca Mariana Soliani, superintendente do Hospital Humberto Castro Lima (HHCL).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, atualmente, a cegueira afeta 39 milhões de pessoas em todo o mundo. Ainda de acordo com a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), outros 246 milhões indivíduos sofrem de perda moderada ou severa da visão. No Brasil, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), com base em índices do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calcula que mais de 1,5 milhão de pessoas estejam cegas, o que representa 0,75% da população brasileira.

As três principais causas de cegueira no mundo e no Brasil são o glaucoma, a catarata e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Outra que merece atenção é a retinopatia diabética. Essas doenças acometem, sobretudo, os idosos: mais de 82% de todas as pessoas cegas no mundo tem mais de 50 anos. Independentemente da classe social, o CBO estima que a perda total de visão é de 15 a 30 vezes maior em pessoas com mais de 80 anos do que naquelas com até 40 anos.

As principais doenças nos olhos acometem, sobretudo, os idosos (Foto: Shutterstock)

Em 1990, o número de cegos no mundo era de 38 milhões, um milhão a menos que o atual. Para o oftalmologista Paulo Sena, diretor clínico do HHCL, a alta nesta estatística se deve ao crescimento e envelhecimento populacional.

“Como a maioria das causas de cegueira estão associadas ao envelhecimento populacional, os números absolutos tendem a aumentar com o crescimento da população. O controle desse número com certeza passa por um acesso amplo aos sistemas e políticas de saúde, nos quais poderíamos diagnosticar e tratar precocemente os pacientes alvos, evitando assim a cegueira. A constante evolução médica tecnocientifica é também um forte aliado nesse combate”, ressalta o especialista.

De olho nos cuidados
A boa notícia é que o CBO garante que cerca de 74,8% dos casos de cegueira e deficiência visual podem ser prevenidos ou curados. Um dos principais cuidados com a visão passa pelas visitas regulares ao oftalmologista. Somente uma consulta especializada e detalhada pode garantir um diagnóstico precoce das principais afecções oculares que levam à cegueira e resultar em um tratamento imediato. O médico deve ser procurado, por exemplo, em casos de lacrimejamento, quando a pessoa necessita afastar ou aproximar os objetos do rosto para ler ou ver melhor, visão embasada ou dupla e quando apresenta dores de cabeça.

Para evitar problemas com a visão, a dica dos médicos oftalmologistas são:

  • Evitar o sol: A exposição em excesso aos raios ultravioletas pode atuar como agravante no desenvolvimento de doenças como catarata, e a redução da visão decorrente da morte de células da retina.
  • Evitar coçar a região dos olhos: Para evitar ou reduzir a coceira decorrente de clima seco, ou outros fatores externos, hidrate os olhos com colírios lubrificantes recomendados pelo médico.
  • Evitar o uso excessivo de colírios: Corticoides em excesso ou se automedicar pode agravar ou iniciar casos de glaucoma e catarata. Consulte sempre o oftalmologista para verificar qual solução é a mais indicada para o seu caso.
  • Sempre limpar a região dos olhos:  Se a maquiagem não for retirada corretamente antes de dormir, os canais de drenagem presentes nos olhos podem entupir, gerando infecções ou terçol (vermelhidão na região da pálpebra que parece com uma espinha).
  • Use protetor ocular em situações de risco: Óculos de proteção são essenciais para evitar que acidentes aconteçam. Em situações de risco, como manuseio de solda, por exemplo, é essencial seguir à risca a recomendação de prevenção.

Em Salvador existe, há 60 anos, o HHCL - Hospital Humberto Castro Lima -, referência no tratamento da visão e da cegueira, que em 2018 fez mais de 210 mil atendimentos ambulatoriais. A instituição, que fica no bairro do Canela, é o maior e mais completo hospital especializado em oftalmologia na Bahia, com 5 salas cirúrgicas, 61 leitos, 11 consultórios e 9 salas de exames, atendendo a diversas especialidades oftalmológicas. “Nosso corpo clinico cirúrgico engloba todas as subespecialidades da Oftalmologia. Temos especialistas nas áreas de catarata, glaucoma, retina, córnea, estrabismo, visão subnormal, lentes de contato, uveites, neuro oftalmologia, oftalmopediatria, plástica ocular, cirurgia refrativa”, completa Paulo Sena.

Na hora de buscar o oftalmologista, além de procurar informações sobre a reputação e o histórico do profissional, é importante analisar a localização e infraestrutura física da clínica ou hospital em que será atendido. Práticas que vão além da saúde também devem ser observadas, como atuação em projetos sociais com a comunidade e valorização dos funcionários.

Em Salvador, o HHCL é referência no tratamento da visão e da cegueira, com mais de 210 mil atendimentos ambulatórias em 2018 (Foto: Shutterstock)

“Gente é o que nos move, por isso nos destacamos em prêmios como o GPTW, que ranqueiam empresas que cuidam e de forma especial dos colaboradores. No HHCL, acreditamos que o tratar bem é um princípio fundamental e que uma equipe feliz certamente transmitirá esta felicidade em sua atuação no trabalho e, por consequência, fará com que o paciente se sinta mais acolhido”, ressalta Mariana Soliani.

Transplante de córnea
O transplante da córnea é uma cirurgia simples. No segmento, o procedimento é um dos mais realizados no mundo e também o de maior sucesso. Na Bahia, o HHCL é o maior centro transplantador de córnea. “De forma geral, o HHCL é referência por se dedicar há 60 anos à oftalmologia, acreditar na saúde ocular como possibilidade de qualidade de vida e ser o maior hospital de Oftalmologia da Bahia, no qual se faz todos os tipos de exames e praticamente todos os procedimentos cirúrgicos na especialidade, além de entender que o paciente é sempre o amor de alguém”, explica Mariana Soliani.

A córnea é uma lente natural da nossa visão. O órgão é uma estrutura transparente e pode ficar doente por conta da perda da transparência ou pelo desvio da curvatura. Esta última está ligada ao hábito de esfregar os olhos, algumas vezes por razões alérgicas. Nos casos mais graves, o paciente pode desenvolver a ceratocone, responsável pelo maior número de transplantes do órgão no Brasil. De acordo com o CBO, 20% de todos os transplantes de córnea realizados atualmente são por causa da doença.

Uma consulta especializada e detalhada pode garantir um diagnóstico precoce das principais afecções oculares (Foto: Shutterstock)

A fila para fazer um transplante de córnea é única. A pessoa, por exemplo, não pode estar na espera por outra transplantação de órgão. A lista é organizada por estado ou por região e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais. “Não existe restrição por idade. Já operei paciente com 94 anos. Tudo é mais uma questão de condição clínica”, acrescenta a oftalmologista Fernanda Pedreira Magalhães, especialista do Departamento de Córnea do HHCL, que atende a 29 convênios, como AMIL, Petrobras, Bradesco Saúde e ASSEFAZ.

Recomendações para o transplante
Em julho do ano passado, aos 62 anos, Tânia Lúcia Barbosa de Souza passou pelo procedimento no HHCL. A cirurgia no olho direito foi por conta de uma distrofia, doença genética que se apresenta de forma gradativa, o que fez com que ela perdesse aos poucos a visão. Apesar das recomendações médicas que atrapalharam um pouco a rotina, como evitar o sol e carregar peso, a digitadora de materiais escolares avalia o procedimento como simples. “Basta seguir as orientações médicas que tudo fica numa boa. Hoje, eu já enxergo melhor. Sempre tenho que ir na médica para fazer revisão porque eu ainda tenho nove pontos”, conta.

A médica Fernanda Pedreira Magalhães explica sobre a rejeição do paciente à nova córnea. Segundo a especialista do HHCL, a falência do transplante pode ser primária, quando o órgão transplantado não fica transparente depois do procedimento. Neste caso, o paciente tem o direito a uma nova córnea em três meses. O mesmo direito tem o paciente que sofre com a falência secundaria, quando, com o tempo, a córnea vai perdendo a transparência.

“O tempo médio de um transplante bem-sucedido é em torno de 20 a 30 anos. Se o paciente tiver algum trauma na região, a córnea pode abrir. Após o procedimento, se torna um olho que tem uma fragilidade mecânica. Por isso, é preciso cuidado, como não desenvolver esporte de alto impacto. Além disso, tem o risco de infecção que todos os transplantes têm, apesar do caso da córnea ser mais baixo”, explica Fernanda.


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