Rumo a novas conquistas

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22.09.2018, 06:00:00
Petrucio Ferreira comemora a vitória dos 100m T47 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 (Foto: Daniel Zappe)
Estúdio Correio -

Rumo a novas conquistas

Seleção Brasileira de Paratletismo treina para Tóquio 2020 em busca de outros recordes

Desde que o 22 de setembro se tornou o Dia Nacional do Atleta Paralímpico, em 2012, a data ganhou um significado especial. Afinal, o Brasil é uma potência no esporte paralímpico, sendo o oitavo maior do mundo em resultados. Só na modalidade do paratletismo já são 142 medalhas em Paralimpíadas: 40 ouros, 61 pratas e 41 bronzes. 

São vitórias conquistadas por atletas de alta performance, como o velocista paraibano Petrúcio Ferreira, campeão nos 100m nos Jogos Paralímpicos do Rio, para amputados e deficientes de membros superiores, e Silvania Oliveira, nascida no Mato Grosso do Sul, detentora do recorde mundial em salto em distância para cegas. Para ela, as habilidades mais importantes que uma atleta deve desenvolver são disciplina, concentração e consciência corporal. “O atleta tem que entender e se comprometer com isso tudo para ter um desempenho de alta performance. Além disso, foco, determinação e força de vontade são garantias de um caminho de sucesso para alcançar seu objetivo”, revela.

Silvania Oliveira foi medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016, e é detentora do recorde mundial em salto em distância para cegas  (Foto: Marcio Rodrigues)

Tantas conquistas dependem de incentivos como o da Braskem, que desde 2015 patrocina o Paratletismo brasileiro, hoje com mais de 40 atletas. O investimento é utilizado para a preparação técnica da modalidade. Nestes três anos, essa relação vem fortalecendo o incentivo ao esporte e aos atletas de alta performance, que protagonizam um dos espetáculos mais emocionantes: as Paralimpíadas.

Nomes como o do paranaense Vinícius Rodrigues, do atletismo, figuram na lista. Vinícius perdeu a perna em um acidente de moto. “Recebi minha prótese de corrida em uma caixa e me perguntaram o que estava dentro dela. Lembro que respondi: ‘Aqui dentro está o meu futuro’.  Hoje, minha prótese é uma ferramenta que está me ajudando a realizar todos os sonhos”, relata.

    Conforto
    O desempenho desses competidores se dá também pelos avanços das próteses, que ao longo do tempo ganharam adaptações que favoreceram a mobilidade, tanto para as práticas quanto para o dia a dia. Movida pelo propósito de melhorar a vida das pessoas por meio de soluções sustentáveis da química e do plástico, a Braskem vê nas próteses a materialização deste propósito, uma vez que o plástico foi fundamental no processo de evolução.  

    Nos anos 50, o plástico passou a ser utilizado na fabricação das próteses, o que garantiu mais conforto, leveza e liberdade aos competidores. Ele é o único material capaz de ser moldado para encaixar adequadamente ao membro amputado e pode ser usado na composição das próteses de alta performance, feitas com fibra de carbono e inspiradas na pata de guepardo, considerado o mais veloz mamífero do mundo.

    Tóquio 2020
    Faltam dois anos para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e as metas já foram traçadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. No planejamento da entidade está a conquista de 60 a 75 medalhas no Japão, colocando o Brasil entre as dez principais potências paralímpicas.

    “A gente se desafia a cada prova para melhorar nosso tempo e conseguir os índices para a convocação em 2020. Meu foco agora é a Maratona Internacional de Oita, no Japão, em novembro”, explica Vanessa Cristina, atleta de Santos, atual campeã da Meia Maratona de Lisboa e vencedora, em 2017, na categoria cadeirantes da São Silvestre.

    Vanessa Cristina treina para melhorar os índices e conquistar uma vaga na seleção brasileira que vai aos Jogos Paralímpicos do Japão, em 2020 (Foto: Fast Wheels/Divulgação)

    MEDALHAS
    O Brasil é uma potência no esporte paralímpico, ocupando o oitavo lugar no mundo em resultados. Só na modalidade do paratletismo já conquistamos 142 medalhas em Paralimpíadas:
    40 de ouro
    61 de prata
    41 de bronze

    O BRASIL DETÉM 11 RECORDES MUNDIAIS:

    • Petrúcio Ferreira: 100m e 200m T47
    • Daniel Mendes: 400m T11
    • Daniel Martins: 400m T20
    • Odair dos Santos: 800m T11
    • André Rocha: Arremesso de Peso e Lançamento de Disco F52
    • Thiago Paulino: Lançamento de Disco F57
    • Claudiney dos Santos: Lançamento de Dardo F56
    • Silvania Oliveira: Salto em Distância T11
    • Shirlene Coelho: Lançamento de Dardo F37

    CAMPANHA
    Seguindo o posicionamento “Paixão Por Transformar”, a Braskem lançou uma campanha em homenagem ao Dia Nacional do Atleta Paralímpico, comemorado no próximo sábado, 22. A empresa reverencia as conquistas desses atletas que, inspirados por sua paixão pelo esporte, têm feito história em competições ao redor do mundo. Na campanha criada pela agência Africa, “Paixões Contadas em Recordes”, as histórias de vida dos paratletas Petrúcio Ferreira, Terezinha Guilhermina e Vinícius Rodrigues são contadas dentro dos poucos segundos que marcaram seus melhores tempos na pista. Os filmes de 21s17, 12s01 e 12s14, também quebram barreiras ao desafiar os formatos padrão da mídia brasileira. Confira:


    LINHA DO TEMPO DAS PRÓTESES
    A história das próteses começa na antiguidade, provando que a capacidade humana procurou melhorar sua condição para sempre alcançar novos níveis de evolução.

    (Foto: Shutterstock)

    Índia Antiga 
    As primeiras citações sobre próteses foram encontradas em um poema do livro mais antigo da cultura hindu, o Rig Veda, escrito na Índia Antiga, entre 3500 e 1800 a.C. O texto conta a história de uma rainha guerreira que perdeu a perna durante batalhas e recorreu a uma prótese de ferro para retornar à guerra. 

    Roma Antiga 
    Datada de 300 a.C., uma perna postiça feita em bronze foi encontrada na Cápua, Itália. Também existem na história registros de que no ano 218 a.C, o general Marcus Sergius usou uma prótese de ferro para substituir a mão direita, que perdeu em uma guerra Púnica, em Catargo. 

    Idade Média
    Os maiores avanços foram a colocação de ganchos às próteses de mãos e o uso de pernas de pau. A maioria delas era pesada, de ferro, produzida pelo mesmo ferreiro que fazia as armaduras. 

    Século 16
    Barbeiro e médico militar, o francês Ambroise Paré criou a primeira mão mecânica articulada e abriu caminho para a compreensão de como uma prótese deveria funcionar, ainda no começo do Século 16.

    Dobradiças
    Em 1696, o cirurgião holandês Pieter Verduyn criou a primeira prótese transtibial articular sem travas – o modelo, formado com a ajuda de dobradiças externas, é semelhante a alguns utilizados até hoje.

    James Potts
    Usada pelo marquês de Anglesey, o modelo inventado em 1800 por James Potts era feito com uma chapa de madeira curvada, articulação em aço e cabos de fibra animal.

    James Gillingham
    O sapateiro inglês desenvolveu uma técnica, entre o fim do século 19 e o início do 20, que levou à produção de 15 mil próteses de couro, ajustadas ao corpo de cada paciente.

    O primeiro
    O ginasta alemão George Eyser foi o primeiro a competir em uma Olímpiada usando uma prótese de madeira para substituir sua perna direita, em 1904 – e ele conquistou seis medalhas.

    Paralimpíada
    Dezesseis atletas participaram dos Jogos Internacionais de Stoke Mandeville, em 1948, primeiro evento exclusivamente para pessoas com deficiência. As modalidades? Lançamento de dardo, tiro com arco e tiro esportivo

    1990
    O americano Van Phillips, que perdeu parte da perna em um acidente de esqui, desenvolve próteses de fibra de carbono. Em 1990, é criado o modelo inspirado na pata do guepardo.

    Biônica
    Em 2007, surge a primeira prótese biônica. Em 2015, o modelo de plástico, criado pelo professor Oskar Aszmann, é capaz de captar os impulsos elétricos que os músculos transmitem.

    Plástico reciclado
    Em 2014,  Lucas Strasburg, um estudante de engenharia mecânica da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS), desenvolve próteses ortopédicas de baixo custo, feitas com plástico reciclado. A prótese pode ter um preço final “até 30 vezes menor”. O desafio é conseguir a fabricação em larga escala.

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