Salvador 470 anos: espetáculo reúne Daniela, Saulo, cantores portugueses e angolanos

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29.03.2019, 23:00:08
Atualizado: 29.03.2019, 23:23:29
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

Salvador 470 anos: espetáculo reúne Daniela, Saulo, cantores portugueses e angolanos

Concerto Internacional Salvador 470 foi realizado no Farol da Barra

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Se a cidade é da Música, nada mais justo do que festejar o aniversário ao som de grandes artistas. Foi assim, nesta sexta-feira (29), com um jeito bem próprio, que Salvador celebrou seus 470 anos. No Farol da Barra, um espetáculo inédito misturou nomes como Daniela Mercury e Saulo a cantores portugueses e angolanos no Concerto Internacional Salvador 470.

Semba, fado e muita música baiana foram tocados durante o show, realizado próximo ao Marco de Fundação da capital. A programação foi desenvolvida em conjunto com o Festival da Língua Portuguesa (Felpo) e contou com as apresentações dos portugueses Antônio Zambujo e Ana Moura, do angolano Paulo Flores e dos baianos Saulo, Daniela Mercury, Márcia Short, Carla Cristina, Márcia Freire e Magary Lord.

Organizador do Felpo, o português Ricardo Duarte, destacou que fazer a estreia mundial do festival em Salvador tem um significado especial. “Faz o maior sentido porque é a primeira capital do maior país de língua portuguesa do mundo. Fazer isso no aniversário da capital fazia ainda mais sentido”, disse.

Quem abriu o show foi o português Antônio Zambujo. Depois, ele cantou com Saulo e o angolano Paulo Flores. Ainda teve a apresentação da portuguesa Ana Moura. Daniela Mercury foi a última a subir ao palco e cantou com todas as atrações internacionais, depois de se apresentar com as baianas Márcia Freire e Márcia Short.

Carla Cristina, Marcia Freire, Marcia Short, Daniela Mercury (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

“Eu tenho a chance de viajar o mundo há muitos anos e levar a música da Bahia. Eu nunca havia participado em um evento na cidade de Salvador acolhendo artistas da magnitude como esses que estão aqui. A gente está recebendo aqui o melhor desses países e é óbvio que já aprendemos a dançar kuduro, semba, só não cantamos fado tão bem quanto eles. Falar de Angola e Portugal é falar da gente”, afirmou Daniela.

Ela destacou que o aniversário de Salvador é um momento de celebrar. “A Bahia é um reduto da música popular brasileira, da alegria melhor de nós. E Salvador continua sendo o que era no começo, uma terra de acolhimento de todas as culturas do mundo. É uma sensação genial mais linda de sentir o fado no Farol da Barra”, disse.

De Barreiras, o cantor Saulo afirmou estar lisonjeado em fazer parte da comemoração do aniversário de Salvador, onde ele reside há anos. “Estou cantando com cantores que eu gosto e que também tem essa coisa de cantar músicas da Bahia. Das músicas que canto sobre Salvador, talvez a mais importante seja Raiz de Todo Bem, mas cantar a Bahia vem desde Dorival Caymmi e depois de mim vão vir muitos outros”, disse.

Cultura
O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, ressaltou a importância de diversificar a programação. “Nada melhor do que festejar a cidade com cultura e música”, afirmou.

A estudante Erika Mesquita, 19, veio para Salvador com seu namorado, irmã e cunhada especialmente para isso. A meta era ver Saulo. “Eu sou muito fã dele, sempre vou atrás dele nos shows para falar e tirar uma foto”, disse.

A administradora paulista Jenifer Teixeira, 23, também veio para a cidade especialmente pelo festival. Ela ficou na casa da prima, que também é fã de Saulo. “A gente é muito fã dele e eu decidi vir para cá por conta do show. Também quero vir em Ivete no domingo”, afirmou.

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