Salvador terá voos para o Chile a partir de R$ 299; venda começa nesta terça (24)

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24.09.2019, 12:09:00
Atualizado: 24.09.2019, 15:36:24
(Foto: Divulgação)

Salvador terá voos para o Chile a partir de R$ 299; venda começa nesta terça (24)

Companhia de baixo custo JetSmart anunciou três voos semanais

A partir do dia 27 de dezembro, quem quiser visitar o Chile saindo de Salvador poderá contar com preços atrativos. É nessa data que será feito o voo inaugural da companhia ultra low cost (baixo custo) JetSmart com origem na capital baiana e destino a Santiago. Cada trecho vai custar a partir de R$ 299.

O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (24), em uma solenidade no Wish Hotel da Bahia, com a presença do CEO e fundador da empresa, Estuardo Ortiz, do diretor-presidente do Aeroporto de Salvador, Júlio Ribas, e do governador do estado, Rui Costa. 

"Quando as pessoas pensam em 'low cost', pensam que é 'low quality' (baixa qualidade). Mas não é isso. Low cost só é possível com aviões novos e eficientes", afirmou Estuardo Ortiz. 

Na alta temporada, os voos partirão de Salvador às terças-feiras, sextas-feiras e domingos, sempre no começo da tarde. Na baixa temporada, as saídas vão acontecer duas vezes por semana. 

O voo inaugural em Salvador vai marcar o início das operações da JetSmart no Brasil. Além da capital baiana, a companhia aérea também vai operar voos entre Santiago e São Paulo (também a partir de R$ 299) e entre Santiago e Foz do Iguaçu (a partir de R$ 265). 

Ainda que as viagens tenham início apenas em 27 de dezembro, os voos já podem ser comprados a partir desta terça, apenas no site da companhia. O anúncio dos novos voos ocorre menos de um mês após a JetSmart ter recebido autorização da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac).

Na época, a Anac informou que, além da JetSmart, outras quatro empresas de baixo custo vieram para o país desde a abertura de mercado com a desregulação da franquia de bagagem despachada. Três estrangeiras já ofertam passagens: a chilena Sky Airlines (partindo de Santiago para o Rio de Janeiro/RJ e para Guarulhos/SP desde novembro/2018); a europeia Norwegian (com a rota Londres-Galeão desde maio de 2019); e a argentina Flybondi (ofertando voos da Argentina para o Galeão e para Florianópolis com início a partir de outubro de 2019).

Sem bagagem
A proposta da empresa, com as tarifas baixas, é de cobrar apenas pelo bilhete aéreo. Assim, o valor da passagem não cobre bagagem despachada, refeições nem entretenimento a bordo. Quem paga a tarifa simples tem direito a levar apenas uma bagagem de mão. 

No entanto, esses serviços podem ser contratados, de acordo com o CEO da empresa, Estuardo Ortiz.

“Tem uma coisa comum em nossos estudos sobre o que é importante para as pessoas viajarem: o preço. Por isso, damos ao consumidor o direito de decidir. Se você não quer levar bagagem, é só clicar e não vai ter que pagar. Isso te dá flexibilidade”, explicou. 

De acordo com ele, entre 35% e 40% dos passageiros não levam bagagem em viagens de avião. A discussão sobre as bagagens, inclusive, está na pauta nacional. Nesta terça-feira (24), o Congresso Nacional se reúne em uma sessão conjunta para votar acerca do veto do presidente Jair Bolsonaro à franquia de bagagens

Há três meses, Bolsonaro vetou a gratuidade de bagagens de até 23 quilos nos aviões com 31 assentos ou mais. A medida tinha sido incluída pelo Congresso quando o capital estrangeiro em companhias aéreas foi liberado, no entanto, o presidente vetou a isenção, mantendo gratuitas apenas as bagagens de mão de até 10 quilos. 

“Quando você fala em bagagem gratuita, ela não é realmente gratuita. Por isso, só pedimos para você clicar se quer ou não quer. Não é algo que nós inventamos. Isso é feito no mundo inteiro”, garantiu Estuardo. 

O vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens – Seção Bahia (Abav-BA), Jorge Pinto, afirmou que viu de forma positiva o que foi apresentado pela empresa, a exemplo dos equipamentos e da tecnologia utilizada. 

“É uma experiência nova, mas uma experiência que diz que, se você não quer levar sua bagagem, não tem problema, você não vai ser cobrado por isso. A chegada faz com que a concorrência abra o caminho para uma oferta de mercado para melhorar as tarifas, a qualidade de serviço e o conforto”, opinou Pinto. 

Hub de operações
Além de não oferecer esses serviços adicionais, Estuardo Ortiz explica que as passagens mais baratas são possíveis devido ao fato de os aviões serem novos e eficientes – quanto mais novos, maior a economia de combustível. A frota da companhia, com idade média que fica entre 1,4 ano e 1,5 ano, é considerada a mais jovem da América do Sul. 

Para o diretor-presidente do Salvador Bahia Airport, Júlio Ribas, a vinda da JetSmart é “extremamente” importante para o fluxo de turistas na cidade. Ele disse, ainda, que tem o objetivo de transformar o aeroporto em um hub de operações low cost em Salvador. 

“A gente tem ambições maiores e essas ambições são legítimas, porque a gente tem espaço para isso”, disse.

Segundo ele, as obras obrigatórias do terminal devem ser finalizadas até o dia 31 de outubro. Ao todo, a Vinci Airports está investindo R$ 700 milhões na reforma do aeroporto – desse total, R$ 600 milhões são destinados às intervenções obrigatórias. 

O governador da Bahia, Rui Costa, também defendeu a vinda de hub. Para Rui, há espaço, inclusive, para voos domésticos de baixo custo saindo não apenas de Salvador, mas de outros aeroportos do estado, como o de Porto Seguro, Vitória da Conquista e Barreiras. 

Porto Seguro, inclusive, tem o quarto aeroporto mais movimentado do Nordeste – fica atrás de Salvador, Recife e Fortaleza. “Hoje, temos mais voos (na Bahia) do que tínhamos antes da saída da Avianca, portanto, já podemos comemorar o saldo positivo e também buscar incentivar os voos nacionais”, disse. 

O governador ressaltou que, pelo fato de ser uma companhia de baixo custo, mais passageiros vão ter condições de voar. “Está quase a metade do preço de um voo ida e volta para Brasília. Isso vai estimular que muitas pessoas que não voam hoje comecem a voar e que muitos chilenos venham. As passagens hoje estão muito altas e inviabilizam o turismo”. 

Rui adiantou que convidou a JetSmart para conhecer o estado, em especial o aeroporto de Salvador. Além disso, o governador contou que, após ter viajado à Espanha, este ano, tem viagens previstas para a Itália, Inglaterra e Alemanha. Em todos os destinos, pretende conversar com empresas – em especial, as companhias de baixo custo – para convidá-las a operar no estado. 

“Essas empresas (low cost) ocuparam muita fatia de mercado (na Europa) e, como a lei brasileira hoje permite, queremos convidar que venham aqui. Temos incentivo de imposto zero para que eles venham para cá e um incentivo forte para quem fizer voos para a Bahia”, afirmou Rui. Um dos tributos citados pelo governador foi o ICMS. 

O vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, também reforçou o discurso para a vinda de um hub para a cidade. Ele destacou que, diante da vocação de Salvador para o setor de serviços, o maior destaque é justamente o turismo. 

“O foco é o estímulo ao crescimento econômico, por isso continuamos investindo no turismo de sol e praia e também no turismo religioso. Em breve, vamos anunciar incentivos fiscais para o setor de hotéis para que a rede possa se desenvolver”, adiantou. Esse estímulo deve vir através da redução de IPTU para o setor hoteleiro. 

Para Reis, um dos grandes desafios de Salvador é vencer a sazonalidade no turismo, mantendo o fluxo de visitantes ao longo do ano.

“Quando a Avianca encerrou as atividades, afetou muito a cidade, então, a JetSmart vem em boa hora. Mas acho que podemos mais, porque o sonho da cidade é ter um hub”, completou Reis. 

Para atrair interessados em um hub de operações aéreas, o vice-prefeito garantiu a redução de impostos como IPTU, ISS e de tributos para a estadia da tripulação na rede hoteleira. 

Tendência
Por ano, a companhia aérea estima transportar mais de 33 mil passageiros para Salvador. De acordo com o diretor comercial do Salvador Bahia Airport, Marc Gordien, cerca de 50 mil chilenos vieram a Salvador no ano passado. 

“Vai trazer um diferencial para esse tipo de demanda, a low cost. Essa é uma tendência em outras regiões, em outros países, e o Chile é um bom exemplo. Temos experiência de gerar esse tipo de operação”. 

Em São Paulo, os voos começam a operar a partir de 20 de março. Já em Foz do Iguaçu, as saídas terão início em 15 de janeiro. “Não somos competidores. Somos um complemento para da cultura brasileira para atrair mais turistas para o Brasil”, afirmou o prefeito da cidade paranaense, Chico Brasileiro, que esteve presente no evento. 

Por sua vez, o embaixador do Chile no Brasil, Fernando Schmidt, destacou que quer aproximar as relações entre os dois países. De acordo com ele, 600 mil brasileiros visitaram o Chile no ano passado; na outra via, cerca de 300 mil chilenos vieram para cá. 

“E isso porque, no último ano, apenas Rio de Janeiro e São Paulo estavam conectadas ao Chile. Até 2026, esperamos que outras cidades estejam conectadas e que os voos não sejam apenas para Santiago, porque Santiago não é o Chile. Existem outras regiões”, disse o embaixador chileno. 

A JetSmart foi criada em 2017, no Chile. Desde então, opera em outros dois países: Argentina e Peru. Desde então, já transportou mais de quatro milhões de passageiros. A meta da empresa é chegar a 100 aeronaves e 100 milhões de passageiros transportados até 2026. 

Mesmo tendo sede na América do Sul, a JetSmart é um braço da Indigo Partners, que, por sua vez, fica no Arizona, nos Estados Unidos. A Indigo Partners é um fundo de investimento privado criado há 15 anos responsável também por outras companhias: a Wizz Air, na Europa, a Volaris, no México, e a Frontier Airlines, nos Estados Unidos. 

Mais voos
Além da JetSmart, em julho, a companhia chilena Sky Airlines anunciou que vai operar voos entre Salvador e Santiago na alta estação, a partir de dezembro deste ano. 

As viagens vão acontecer entre 1° de dezembro a 31 de maio. Os voos também devem sair três vezes por semana: às segundas-feiras, quintas e sábados. Os bilhetes de ida e volta do voo direto, na ocasião, custavam a partir de US$ 358. 


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