'Só fiz bater', diz suspeito de estuprar e matar enteada de 2 anos na Vila Canária

salvador
21.01.2019, 14:19:00
Atualizado: 23.01.2019, 12:47:22

'Só fiz bater', diz suspeito de estuprar e matar enteada de 2 anos na Vila Canária

Procurado, padrasto sugeriu encontro com mãe da vítima após o crime
Edson Neris Barbosa, 27, é o principal suspeito do crime (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Durante um telefonema para a companheira, na manhã desta segunda-feira (21), o ajudante de pedreiro Edson Neris Barbosa Santos, 27 anos, suspeito de estuprar e levar à morte a própria enteada de 2 anos, tenta justificar o ocorrido. "Eu não mexi nela, não. Você acha que eu, que eu, vou... (inaudível). Eu só fiz bater. Bati sábado".

Edson está sendo procurado pela polícia desde a noite de domingo (20), quando Ágatha Sophia morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro de São Marcos, depois de ter sido socorrida pela mãe, a diarista Jéssica Silva de Jesus, 21. Sem saber da morte da criança e de que tinha sido denunciado, ele chegou a propor um encontro com a companheira.

O CORREIO teve acesso a dois áudios de um telefonema feito pelo suspeito para a mãe da vítima na manhã desta segunda (21), além de uma série de mensagens de SMS.

Durante um trecho da ligação, Edson tenta argumentar que não foi o autor do estupro e que "não tocou na menina".

Jéssica, 21 anos, com a filha Ágatha Sophia (Foto: Reprodução)

Encontro
Em outro momento, ele pergunta à companheira se a polícia já tem conhecimento do caso e pede que ela não entregue os seus documentos. O ajudante de pedreiro sugere também um encontro entre os dois.

Já durante uma troca de mensagens, por volta das 9h, Edson pediu perdão à mãe da menina e tentou saber o estado de saúde da vítima.

"Por favor, atende. Estou sofrendo. Amo ela. Ela vai ficar boa. Estou sofrendo, amor. Não sei o que eu faço. Me ajuda, por favor. Me perdoa, amor", escreveu.

Jéssica tentou esconder do companheiro que a filha tinha morrido, como uma forma de tentar descobrir o paradeiro dele. Confira as mensagens de SMS trocadas por Edson e Jéssica.

Foto: Reprodução/CORREIO

Foto: Reprodução/CORREIO

A assessoria da Polícia Civil divulgou, no final da manhã desta segunda, a foto do suspeito.

Edson e Jéssica estavam juntos há um ano e seis meses. Os dois haviam se mudado para a Vila Canária há cerca de seis meses, onde moravam em um pequeno imóvel alugado na Rua José Gomes de Aguiar, perto do final de linha do bairro.

Vizinhos dizem que Edson foi visto pela última vez na manhã desta segunda, em um ponto de ônibus, entrando em um coletivo para a Estação Pirajá.

Buscas
A assessoria da Polícia Civil confirmou que Edson é principal suspeito do crime. Ainda conforme a assessoria, equipes da 2ª Delegacia de Homicídios (2ª DH/Central), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), estão em busca do ajudante de pedreiro.

"O coordenador da 2ª DH/Central, delegado Guilherme Machado, informa que as diligências estão em curso e se Edson Neris não for preso até às 18h desta segunda-feira (21), será solicitada sua prisão à Justiça", informou a assessoria, por meio de nota.

Quem tiver informações sobre o paradeiro de Edson pode entrar em contato com o Disque Denúncia (71) 3235-0000, da Secretaria da Segurança Pública, e fazer a denúncia de forma anônima. 

Fuga
Segundo familiares da vítima, a pequena Ágatha Sophia foi encontrada pela mãe, Jéssica Silva de Jesus, 21, na rua, nos braços do padrasto, por volta das 18h desse domingo. 

Ainda conforme parentes, Jéssica, que trabalha como diarista, havia deixado a filha aos cuidados do companheiro para fazer uma faxina. A menina costumava ficar com o padrasto todas as vezes que a mãe precisava sair para trabalhar.

Ao chegar na rua de casa e se deparar com a criança nos braços do padrasto, Jéssica saiu à procura de socorro. Mãe e filha foram, com ajuda de vizinhos, para a emergência da UPA de São Marcos, onde foi constatada a morte de Ágatha logo após ela dar entrada na unidade. 

Segundo um primo da menina, que preferiu não se identificar, o padrasto só fugiu do local quando a companheira percebeu que a filha havia sido abusada.

*Com supervisão do editor João Galdea.


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