Sobe para 331 o número de ocorrências por conta da chuva em Salvador

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26.11.2019, 17:56:00
Atualizado: 26.11.2019, 19:50:14
No Imbuí, muro de condomínio desabou a atingiu dois carros (Foto: Arisson Marinho/ CORREIO )

Sobe para 331 o número de ocorrências por conta da chuva em Salvador

Alagamento de imóveis e deslizamento de terra lideram o ranking

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A chuva torrencial que está caindo sobre Salvador deste a madrugada desta terça-feira (26) provocou 331 ocorrências, até às 17h40. O balanço é da Defesa Civil (Codesal) que está de plantão através de 199. O maior volume foi entre das 7h às 10h, quando choveu 170 mm. Liberdade e São Caetano foram os bairros mais críticos (278mm).

Durante entrevista para a imprensa, na tarde desta terça, o prefeito ACM Neto disse que, pela primeira vez na história, foi preciso acionar as sirenes de 10 das 11 áreas monitoradas pelo município. São regiões de encosta e que, por isso, ficam em risco durante períodos de chuvas intensas.

“Uma chuva com essa intensidade vai causar caos em qualquer cidade, não só em Salvador. Nós temos 300 encostas executadas na cidade ou em execução. Uma chuva como essa poderia ter repercussões muito maiores se não fosse por isso. Quando os investimentos acontecem, os efeitos vão sendo menos danosos mesmo diante de algo tão intenso”, afirmou o prefeito.

Ruas ficaram alagadas e a água invadiu as casas (Foto: Arisson Marinho/ CORREIO)

Muitas regiões de Salvador ficaram alagadas e 275 famílias precisaram sair de casa. Elas foram abrigadas em escolas ou em casas de parentes e vizinhos. Um muro no Colégio Estadual Cupertino de Lacerda desabou por conta da chuva. Segundo a Secretaria da Educação do Estado, não houve feridos e a área já foi isolada para manutenção. A unidade escolar já havia sido desativada e o mobiliário retirado. A chuva também arrastou lixo e, até às 16h, os garis já tinham recolhido 192 toneladas de lixo, resíduos e entulhos removidos. Apesar dos transtornos, não houve vítimas fatais.

Para amanhã espera-se um índice pluviométrico de 70 mm a 80 mm, segundo a Codesal. O superintendente da pasta, Sosthenes Macedo, afirmou as equipes ficarão em regime de trabalho de 24h.

“Voltaremos a nos reunir para estudar o nosso trabalho nessa madrugada. Estamos com o solo encharcado, por isso a insistência de pedir as pessoas da área de risco que deixem as suas casas, que vá para casa de parentes, vizinhos ou abrigos da prefeitura”, disse.

Ônibus trafega com dificuldade em meio ao alagamento (Foto: Arisson Marinho/ CORREIO)

O maior número de ocorrências é de alagamento de imóvel, foram 106 casos até às 17h40. Deslizamento de terra aparece logo em seguida, com 105 situações. Depois vem ameaça de deslizamento (29), ameaça de desabamento (28), desabamento parcial (16), desabamento de muro (15), alagamento de área (10), avaliação de imóvel alagado (6), desabamento de imóvel (5), árvore caída (3), árvores ameaçando cair (2), pista rompida (2), destelhamento (1), e infiltração (1).

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