Tecido antiviral: tecnologia evita contaminação de blusas e máscaras

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24.08.2020, 06:00:00
Blusas e máscaras antivirais já são uma realidade de marcas nacionais (Divulgação / Insider)

Tecido antiviral: tecnologia evita contaminação de blusas e máscaras

Conheça as vantagens e os riscos da técnica que inativa o vírus da covid da superfície das roupas e promete reduzir a transmissão

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Vovó já dizia que "cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém", não é mesmo? Então, mesmo se você já toma todas as precauções para diminuir o risco de se contaminar com o coronavírus, que tal criar mais uma barreira para reduzir ainda mais a possibilidade de contágio? Essa é a promessa dos tecidos antivirais, que já são usados por alguns fabricantes nacionais em máscaras e roupas.

A médica infectologista Clarissa Cerqueira explica como o produto funciona: “Esses tecidos são impregnados com prata, que é um material que dá menor aderência e, consequentemente, uma menor chance de contaminação pelo micro-organismo. As bactérias, por exemplo, não conseguem se proliferar nessa superfície”, conta a especialista.

O gerente industrial e têxtil da Malwee, Luiz Thiago Ribeiro de Freitas, explica que a linha antiviral da empresa, a Malwee Protege, aplicou uma tecnologia suíça em seus produtos, adicionando um composto químico a esse tecido impregnado com prata.

“Primeiro, foi feito um teste separado da funcionalidade deste produto químico contra o SARS-Cov-2 (nome científico do coronavírus) num laboratório europeu. Depois que sua eficácia em inativar o vírus foi constatada, passamos para a sua fase de aplicação. Até porque posso ter um produto que funcione, mas a sua aplicação não”, desenvolve Thiago.

Em seguida, a aplicação no tecido foi atestada pela Unicamp (Universade Estadual de Campinas). Em tempo: 'inativar', termo usado por Thiago, significa tirar a capacidade de vírus e bactérias se conectarem às células humanas e, por consequência, se replicarem no nosso organismo. Isso acontece quando o químico aplicado e a prata impregnada entram em contato com a membrana externa do vírus. Pouco tempo depois, ele perde a capacidade de infectar a célula humana.

O processo de desenvolvimento foi muito próximo do que a marca Insider fez. Segundo Carolina Matsuse, uma das sócias da empresa, a aplicação de íons de prata no tecido “inativam a ação de 650 micro-organismos, entre eles o coronavírus e a H1N1” diz a sócia. A Unicamp também confirmou a eficácia do processo da Insider.

Carolina afirma que o benefício dos tecidos antivirais está na interrupção desse ciclo de transmissão. “Além de evitar a contaminação direta, ou seja, através de partículas expelidas durante a fala, os nossos produtos ainda evitam a contaminação cruzada, que é aquela pelo contato das mãos nas superfícies contaminadas”, afirma.

Ela completa lembrando que a recomendação da Insider é que a máscara pode ser usada durante um dia inteiro, sem necessidade de troca. Quanto à lavagem, não preciso ser feita constantemente, pelo fato do vírus ser “quase que instantaneamente inativados”. Segundo as marcas, a eficácia é de 99,99% de eliminação do vírus, em até cinco minutos. 

A linha da Malwee Protege aposta em preços mais populares para suas camisas, que são em tecido algodão e, por enquanto, são camisas lisas em diversas cores. Cada peça adulta sai por R$50 e a infantil por R$40. Na Insider, a camisa antiviral custa R$99.

Yuri Gricheno e Carolina Matsuse são os sócios e donos da Insider (Foto: Divulgação / Insider)

Vale lembrar

Apesar disso, vale ressaltar que, além das pesquisas da Unicamp, não há estudos aprofundados na comunidade médica sobre o assunto, como lembra Clarissa, que abre o debate para uma outra ação que se deve tomar na pandemia: os cuidados básicos de higiene e distanciamento social.

Então, mesmo usando tecido antiviral, continue seguindo as normas da Organização Mundial de Saúde, a OMS: lave as mãos constantemente, use o álcool em gel, higienize produtos e ambientes e, claro, fique longe de aglomeração.

“O mais importante é a educação. Treinamento de quando, como e com o que higienizar”, médica infectologista Clarissa Cerqueira sobre a importância de seguir todas as recomendações para além das ferramentas

“Muitas pessoas sentem a necessidade de ter um produto que as faça sentir mais seguras, mas acabam esquecendo das medidas de segurança e da covid. Se eu não lavo minhas mãos, eu espalho o vírus do mesmo jeito”, reforça a infectologista.

O próprio Luiz Thiago destaca que é essencial seguir as normas da OMS e, segundo ele, a Malwee continua ressaltando a seus clientes que eles precisam continuar seguindo as recomendações sanitárias. “Seria irresponsável vendermos como se a pessoa ficasse 100% segura a alguma contaminação. O mais importante nesta pandemia é o hábito. Criando o hábito de me cuidar e higienizar, trago benefício ao ter essa proteção adicional do tecido”, completa.

“Se temos um órgão da saúde, não é a indústria da moda que vai mudar isso”, Luiz Thiago, sobre a manutenção dos cuidados com a higiene 

Conscientização 

E apesar desse assunto estar mais do que batido, não parece que a população internalizou a importância das máscaras. Segundo a Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob), as nove câmeras de temperatura instaladas na Estação da Lapa já flagraram, desde 8 de julho, 214 mil usuários do transporte coletivo sem máscaras ou fazendo uso inadequado do equipamento de segurança.

De acordo com o secretário da Semob, Fábio Mota, os equipamentos são fundamentais no enfrentamento à Covid-19 no transporte público. “Temos leis claras sobre a proibição de entrar no transporte sem a máscara. As câmeras flagram e nós orientamos as pessoas que estão sem o item de segurança, que também fornecemos”, afirma.

E como uma forma de conscientizar desde a primeira idade, marcas exploram e reforçam o uso de máscaras pelas crianças. A rede de fast food Burger King, incluiu como brinde em seu cardápio máscaras colecionáveis do King Jr, que ganham espaço no lugar dos brinquedos. A marca informa que, com a flexibilização da quarentena e maior circulação de pessoas, é importante promover o uso desse equipamento de segurança nas crianças, que são vetores da doença, como já foi amplamente debatido. 

Mas independente do modelo, cor ou durabilidade, é extremamente importante usar as máscaras e, junto com elas, manter todas as ações de higiene e distanciamento social. Afinal, esse é o melhor remédio contra a prevenção. 


Informações de onde comprar

Malwee: Salvador Shopping | Fone: (71) 3342 2027 ou www.malwee.com.br
Insider: www.insiderstore.com.br
 


*sob orientação do editor Roberto Midlej 

Clarissa Cerqueira, médica infectologista
Clarissa Cerqueira, médica infectologista
Produtos da Insider
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Produtos da Malwee Protege
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