‘Terá recurso e terá luta’, diz Marinúbia após absolvição de Kátia Vargas

salvador
06.12.2017, 20:29:25
Atualizado: 06.12.2017, 23:00:42

‘Terá recurso e terá luta’, diz Marinúbia após absolvição de Kátia Vargas

Mãe de Emanuel e Emanuelle pede que MP-BA recorra de decisão

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A enfermeira Marinúbia Gomes, mãe de Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, disse que lutará para que a decisão do júri popular que inocentou a médica Kátia Vargas Leal Pereira, nesta quarta-feira (6), seja revertida.

“Lutei quatro anos pelo júri popular e agradeço a Deus hoje por ter conseguido o que várias pessoas não conseguem. Ela foi inocentada. Ninguém sabe como. Cabe recurso. Vamos recorrer. Deus está no controle”, comentou ela, durante a confusão na saída do Fórum Ruy Barbosa, após a leitura da sentença, na qual os jurados decidiram, por 4 votos a 1, não condenar Kátia Vargas.

VEJA TUDO QUE ROLOU NO SEGUNDO DIA DE JULGAMENTO

"É normal o descontrole de Mércia [tia das vítimas, que ameaçou matar Kátia Vargas] porque Emanuel é como um filho. É uma dor muito grande. Eu vou recorrer através do Ministério Público, dos meus adovogados e eu não lutei quatro anos para nada. Vou continuar lutando. Continuarei lutando. A luta continua. A justiça não foi feita. Continuo acreditando na justiça. Não vai ficar impune. Eu já fui avisada por Deus. Eu já esperava que ela fosse condenada ou inocentada. Eu já esperava por isso. Se o júri diz que ela é inocente, ela é inocente, Senhor. Se cabe recurso, meu Deus, cabe. E terá recurso e terá luta", completou Marinúbia. 

Revolta e comoção
Exaltada, uma das tias dos jovens mortos chegou a ameaçar a médica de morte. "Vou matar Kátia Vargas pessoalmente”, gritou, transtornada uma das tias de Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, após o anúncio da decisão. A decisão foi anunciada, oficialmente, pouco depois das 19h. Após informar o resultado, houve muita comoção de ambas as famílias. 

Da parte de Kátia Vargas, a sentença foi comemorada. Do lado da família das vítimas do acidente, no entanto, houve muito choro e gritaria. A médica foi chamada de assassina, e, por medida de segurança, a juíza Gelzi Souza, mandou os presentes deixarem o Salão do Júri. Na saída, revoltada, Mércia Gomes, tia de Emanuel e Emanuelle, fez a ameaça, diante da imprensa. A mãe das vítimas, a enfermeira Marinúbia Gomes, ainda tentou conter a irmã, mas não adiantou.

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