Turismo: descubra as belezas de Moscou, cidade russa repleta de história

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05.10.2018, 12:06:00
Atualizado: 10.10.2018, 13:06:40
(Foto: Shuterstock/Divulgação)

Turismo: descubra as belezas de Moscou, cidade russa repleta de história

Estar em Moscou é mergulhar fundo na história e sentir um pouco da nostalgia da era soviética

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Ruas largas, praças exuberantes, igrejas com estilos únicos e prédios legendários. Estar em Moscou é mergulhar fundo na história e sentir um pouco da nostalgia da era soviética. 

Principal cidade e capital da Rússia, Moscou é o lugar ideal para quem quer conhecer um pouco mais sobre os tempos vermelhos da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Basta uma caminhada pelo centro para observar os grandes edifícios e construções características da União Soviética. 

Foto: Shuterstock/Divulgação

Catedral de São Basílio  é um dos principais cartões-postais de Moscou (Foto: Shutterstock/Divulgação)

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É também no centro de Moscou que está a principal atração da cidade: a Praça Vermelha. Era ali que aconteciam os grandes desfiles militares das forças armadas soviéticas. Apesar de levar esse nome, a cor nada tem a ver com o tom dos tijolos ou edifícios que cercam a praça. A palavra vermelho, em russo, significa bonito e, por isso, o local assim foi chamado. 

No gigantesco complexo, o visitante pode aproveitar várias atrações. Logo de cara, o turista vai encontrar, na principal entrada, a Porta da Ressurreição, formada por duas torres vermelhas com o topo verde. Na sua base, uma capela abriga a imagem de São Jorge matando o Dragão. Mas o que mais chama a atenção ali é a Catedral de São Basílio. 

Com o seu estilo único e colorido, a edificação é um dos principais cartões-postais de Moscou. Durante todo o dia, milhares de turistas se espremem na busca por uma foto em frente ao local, construído durante o governo do Czar Ivã, O Terrível. Diz a lenda que Ivã gostou tanto da beleza da obra que mandou cegar o arquiteto que a projetou, para que nunca mais fizesse algo parecido. É possível visitar o interior. O ingresso custa  500 rublos (cerca de R$ 35).

Foto: Shuterstock/Divulgação

O Kremlin possui palácios e igrejas e já serviu de abrigo para czares (Foto: Shuttestock/Divulgação)

Atrações variadas
É também na Praça Vermelha que está o Kremlin. A fortaleza é formada por palácios e catedrais e, no passado, servia de abrigo para os czares e autoridades russas. Dentro do conjunto, é possível visitar as igrejas da Assunção, Anunciação e Arcanjo São Miguel. Além do Arsenal do Estado, um museu que reúne as riquezas dos czares. 

O ingresso para visitar o Kremlin varia entre 500 rublos (R$ 35) e 1.500 rublos (R$ 105), dependendo das atrações. Do lado de fora, é possível observar a troca de guarda. A cerimônia acontece de hora em hora, todos os dias, entre 8h e 20h, em frente ao Monumento ao Soldado Desconhecido. No local, uma chama que nunca se apaga homenageia os 27 milhões de soviéticos que morreram na Segunda Guerra Mundial. 

Além de ponto turístico, o Kremlin é também a sede do governo russo e residência oficial do presidente - apesar de Vladimir Putin não morar ali.    

Pertinho, outra atração imperdível é o Mausoléu de Lenin. É lá que o corpo embalsamado do líder soviético está exposto. A entrada para ver sua múmia  é gratuita. A visita dura cerca de 15 segundos e  fotos e vídeos são proibidos - a segurança é bem rígida. A dica aqui é chegar cedo. Filas quilométricas são formadas durante todo o dia. 

É possível visitar também o túmulo de outros líderes soviéticos. Eles ficam localizados em uma área atrás do Mausoléu de Lenin. Lá é onde está Josef Stalin. Ainda na Praça Vermelha, há também o Museu Histórico e a Catedral de Kazan. 

Já para quem gosta de fazer compras, uma boa opção é o Shopping Gum. Abrigado em um prédio belíssimo, o shopping destoa completamente do clima soviético da Praça Vermelha, reunindo as grifes mais famosas do mundo. 

Foto: Shuterstock/Divulgação

O Bunker 42 foi construído a pedido de Stalin, porém o líder soviético morreu antes de ver o projeto pronto (Foto: Shutterstock/Divulgação)

Esconderijo de Stalin
Se o visitante ficar fascinado só com uma volta na Praça Vermelha, experiência ainda maior é visitar o Bunker 42, um dos esconderijos construídos por Stalin em Moscou e que tinha como objetivo servir de abrigo em caso de uma possível guerra nuclear. 

O líder soviético, no entanto, não conseguiu ver o projeto pronto, já que a construção foi finalizada em 1956 e Stalin morreu três anos antes. Além de ser capaz de manter até 60 pessoas por três meses, o bunker servia também como centro de controle de voos de longa distância. Foi de lá que Nikita Khrushchov traçou o plano que culminou com  a crise dos mísseis de Cuba. 
O esconderijo era tão secreto que só foi descoberto nos anos 2000. Ele fica localizado no subsolo de um dos muitos prédios amarelos em Moscou e é preciso descer 65m de escada para chegar ao lugar.

Passeio pelo ‘espaço’
Já para quem quer saber mais sobre a corrida espacial russa, uma boa opção de passeio em Moscou é o Museu Cosmonauta. Lá é possível ver protótipos de aeronaves e satélites em tamanho real. O astronauta Yuri Gagarin, primeiro cosmonauta a viajar pelo espaço, está representado, assim como a cadela Laika, primeiro ser terrestre a orbitar a Terra. O ingresso custa 250 rublos (R$ 16,50).

Não há voos diretos até Moscou. Saindo de Salvador, a TAP leva até lá, com uma escala em Lisboa. Brasileiros não necessitam de visto, mas precisam de passaporte.

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