Um em cada cinco brasileiros admite que dirige usando o celular

salvador
24.06.2019, 12:28:00
Atualizado: 24.06.2019, 16:35:32

Um em cada cinco brasileiros admite que dirige usando o celular

Salvador foi a capital onde os entrevistados menos disseram que usam o aparelho no volante

A cada cinco brasileiros, um admite usar o celular enquanto dirige. De acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos 19,3% da população das capitais brasileiras afirma que faz o uso do celular enquanto dirige. Os dados são do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018.  

Salvador foi a capital com menor índice de condutores que disseram usar o celular enquanto dirigem – 14,1%. Em seguida, vêm Rio de Janeiro (17,1%), São Paulo (17,2%) e Manaus (17,7%). As capitais que apresentaram maior percentual de uso de celular por condutores foram Belém (24,0%), Rio Branco (23,8%) e Cuiabá (23,7%), seguido por Vitória (23,3%), Fortaleza (23,2%), Palmas (22,4%), Macapá e São Luís (22,3%). 

O estudo indicou também que as pessoas com idade entre 25 e 34 anos (25%) e com maior escolaridade (12 anos de estudo ou mais) (26,1%) são as que mais assumem esse comportamento de risco. 

Desde 2006, o Vigitel é uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde que monitora diversos fatores de risco e proteção relacionados à saúde, incluindo a temática de trânsito, em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. 

Nesta edição, foram entrevistadas, por telefone 52.395 pessoas, maiores de 18 anos, entre fevereiro e dezembro de 2018. Além do uso do celular associado à direção, a pesquisa investigou, ainda outros três indicadores relacionados à ocorrência de acidentes de trânsito: direção e consumo abusivo de álcool; direção e consumo de qualquer dose de álcool  e multa por excesso de velocidade. 

Excesso de velocidade
Além disso, 11,4% dos entrevistados afirmaram já ter recebido multas de trânsito por excesso de velocidade. Esse comportamento de risco foi identificado mais em homens (14%) do que em mulheres (7%), na população de 25 a 34 anos (13,4%), e de maior escolaridade (13%).

O maior percentual de casos (15,6%) foi no Distrito Federal, seguido de Fortaleza (14,5%); Porto Alegre (14,1%); Belo Horizonte (13,7%); e Goiânia (13,6%). Já as capitais com menores índices são Manaus (0,9%); Macapá (2,7%); Belém (5,9%); Campo Grande (6,9%) e Porto Velho (7,1%).

Álcool e direção
A proporção de adultos que informaram que dirigiram após beber qualquer quantidade de bebida alcoólica foi de 5,3%, sendo maior entre homens (9,3%) do que mulheres (2%). A associação entre consumo de álcool e direção ocorreu principalmente em pessoas com maior escolaridade (8,6%) e com idade entre 25 e 34 anos (7,9%). 

Palmas foi a que teve maior índice de ocorrências (14,2%), além de Teresina (12,4%), Florianópolis (12,1%), Cuiabá (9,9%) e Boa Vista (9,3%). Já as com menores prevalências são: Recife (2,2%), Rio de Janeiro (2,9%), Vitória (3,2%), Salvador (3,6%) e Natal (4,2%).

Trânsito
Os acidentes de trânsito são a segunda maior causa de mortes externas no país. Em 2017, no Brasil, 35,3 mil pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito e 166.277 foram internadas. Os gastos com as internações foram de R$229,2 milhões. Além das sequelas emocionais, muitos pacientes ficam com lesões físicas, sendo as principais consequências amputações e traumatismo cranioencefálico.

Em parceria com estados e municípios, o Ministério da Saúde desenvolve, desde 2010, o Programa Vida no Trânsito - PVT que se apresenta como a principal resposta aos desafios da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito, cuja meta é reduzir 50% dos óbitos por acidentes de trânsito entre 2011 a 2020. 

Trata-se de um Programa intersetorial que busca, a partir de evidências produzidas localmente, com base na análise integrada de dados, subsidiar intervenções nos âmbitos de engenharia no trânsito, fiscalização, educação e atenção às vítimas.

Desde a sua implantação, entre 2010 e 2017, o Brasil reduziu em 17,4% o número de mortes por acidentes de trânsito, passando de 42.844 para 35.374. Nas capitais que mais se engajaram no Programa, houve redução superior a 40%, tais como: Aracajú, com redução de 55,8%; Porto Velho (52,0%); São Paulo (46,7); Belo Horizonte (44,7); Salvador (42,7%) e Maceió (42,9%).


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