Oscar Valporto: Um clássico Ba-Vi em que nem a derrota foi ruim

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Publicado em 16 de fevereiro de 2016 às 22:38

- Atualizado há 10 meses

Pode parecer incoerente, mas tivemos um Ba-Vi no domingo que, apesar de não ter sido empate, teve um resultado que foi bom para o futuro dos dois times na temporada. Os tricolores, certamente, não estão felizes com a derrota, mas nem ela foi traumática (como aquele 5x1 na reinauguração da Fonte Nova) e nem afetou a vantagem que o Bahia construiu para as fases finais do Campeonato Baiano. Pelo lado positivo, entretanto, a derrota no clássico acabou com a falsa impressão de que os 100% de aproveitamento apontavam para um Bahia 100% pronto para os desafios de 2016.A defesa tricolor é um pesadelo que atormenta a torcida desde a Série B - ou desde a transferência de Titi para o futebol turco. A volta de Lucas Fonseca pode ajudar, mas, certamente, não vai resolver: um dos problemas no centro da zaga é exatamente a dificuldade em acompanhar atacantes rápidos e Fonseca está longe de ser veloz. Os problemas nas laterais já podem ser considerados crônicos; já estou me tornando repetitivo. Vamos ver se as novas apostas - Tinga e mais um João Paulo - sejam, pelo menos, capazes de evitar pesadelos.Para completar, a derrota no clássico talvez tenha servido para acelerar a contratação de Thiago Ribeiro, bom atacante que tem tudo para encaixar bem com Luisinho e Hernane e formar um ataque entre os melhores da Série B. Mais uma derrota para o rival nunca é boa notícia, mas o 100% não ia mesmo durar para sempre. Melhor agora: torcida e diretoria devem cair na real para que o Bahia siga se reforçando para ter um time competitivo na busca do principal objetivo, a volta à elite do nosso futebol.Do outro lado, naturalmente é mais fácil ver o lado positivo: ganhar o Ba-Vi é sempre ótima notícia, enche o time de moral. Mais do que isso, o time mostrou evolução e ficou definitivamente mais bem arrumado com a entrada de Robert como atacante de referência - apesar do veterano ainda estar longe da melhor forma. O Ba-Vi confirmou as qualidades defensivas do time, com os jovens e promissores Ramon e Vinícius bem protegidos por Amaral e Willian Farias. Falta ainda arrumar um lateral-direito.No ataque, as contratações de Dagoberto e de Kieza - ainda a confirmar - garantem, ao lado de Marinho, um padrão Série A. Não será para já, mas o principal objetivo do Vitória, como o do Bahia, está no segundo semestre.A vitória no clássico garante ainda tranquilidade para o técnico Vagner Mancini e para a própria diretoria seguir o planejamento traçado no começo do ano que apontava para a montagem, aos poucos, de um time capaz de disputar lugar na parte de cima da tabela. Ainda falta muito para chegar lá. E o Leão precisa evitar que o triunfo no Ba-Vi fique parecendo mais do que é: o sucesso num clássico que nada valia.Maratona brasileiraA Copa do Brasil começa hoje com a participação nesta fase inicial de 80 times - serão 86 quando entrarem os cinco da Libertadores (Cruzeiro, São Paulo, Inter, Corinthians e Atlético) e o Fluminense. O Bahia estreia, hoje, contra o Globo, que ficou em segundo lugar na primeira fase do estadual do Rio Grande do Norte. Ano passado, na Copa do Nordeste, o Bahia ganhou por 2x1 lá mesmo em Ceará-Mirim: para o tricolor, seria importante ganhar por 2x0 e eliminar o jogo de volta. O Bahia já disputa a Copa do Nordeste e o Baiano: poupar forças é fundamental. O Vitória tende a ter estreia mais fácil:  em abril contra o Náutico, de Roraima. Os outros baianos são o Vitória da Conquista que estreia amanhã, em casa, contra o Náutico, de Pernambuco; e a Juazeirense recebe o Cuiabá, mas só em abril.