Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Assessor de Jerônimo Rodrigues tenta blindar governador e censura perguntas da imprensa

Agressão aos profissionais da imprensa aconteceu durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba)

  • Foto do(a) author(a) Pombo Correio
  • Pombo Correio

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 14:00

Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues
Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues Crédito: Wuiga Rubini/GOVBA

Um assessor de imprensa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) impediu, nesta terça-feira (3), que jornalistas fizessem perguntas ao chefe do Palácio de Ondina durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

De forma ríspida, o assessor interrompeu os profissionais e afirmou: “chega, pessoal, já deu", e encerrou a tentativa de questionamentos sobre os conflitos internos da base governista relacionados à composição da chapa para as eleições deste ano.

O assessor alegou que estava exercendo o seu papel. "É meu papel. Vocês recebem milhões de reais da prefeitura”, acusou ele.

No vídeo, divulgado nas redes sociais, a jornalista Cíntia Kelly, do portal Aqui só Política, rebateu: "não é seu papel”. “(O assessor) foi agressivo. Acho um absurdo tentar embarreirar o trabalho de outros jornalistas. A gente está fazendo a pergunta ao governador Jerônimo Rodrigues, e ele (o assessor) entra no meio dizendo: 'vocês não podem fazer perguntas. Deixe o governador dizer. Ele não pode agir dessa forma".

Também no vídeo, o jornalista Alexandre Galvão, do Se Ligue Bahia, condenou a postura do assessor. "É um desrespeito. É uma praxe isso. O assessor acha que é o próprio governador.

Presidente do comitê de imprensa da Alba e editor-chefe do portal Muita Informação, Osvaldo Lyra lamentou a situação. "É lamentável qualquer tipo de interferência no trabalho da imprensa livre, que está aqui para fazer o seu trabalho. O governador e qualquer político tem o direito de falar ou não, mas ele tem que ter um trato respeitoso com os colegas da imprensa", acrescentou.

Por meio de nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba) repudiou "qualquer tentativa de cerceamento ao exercício profissional do Jornalismo".

Nesta quarta-feira (4), após a agressão verbal contra os jornalistas, passou a circular em grupos de WhatsApp um texto apócrifo com ataques a veículos de comunicação e profissionais da imprensa, entre eles, o CORREIO. A mensagem - semelhante ao ataque feito pelo assessor de Jerônimo - acusa os jornalistas de receberem dinheiro da prefeitura de Salvador.

O texto afirma ainda que “há um conjunto de sites” que se “apresentam como jornalísticos”, mas que atuariam de forma politicamente alinhada para, segundo a mensagem, “atacar o governador Jerônimo Rodrigues, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças da base governista, como o senador Otto Alencar (PSD), enquanto promovem figuras da oposição” (confira na galeria íntegra do texto).

Texto apócrifo 1 por Reprodução/Whatsapp

NOTA DO CORREIO

O CORREIO repudia a nota apócrifa que circulou em grupos de WhatsApp com ataques e ofensas a seus profissionais, que exercem legitimamente o dever de buscar informações de interesse público para informar a sociedade.

É obrigação dos governos e de seus representantes prestar esclarecimentos à população sobre temas de relevância pública. Em uma democracia, é igualmente indispensável respeitar a diversidade de opiniões e posicionamentos políticos.

A tentativa de impor um pensamento único representa uma ameaça aos valores democráticos e flerta com o autoritarismo. Não há mais espaço para esse tipo de postura nem na Bahia, nem no Brasil.