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Pombo Correio
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 20:54
O deputado estadual Manuel Rocha (União Brasil), presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), expressou nesta segunda-feira (26) apoio aos produtores de cacau do Sul da Bahia que organizam protestos contra a queda acentuada no preço do fruto e o aumento das importações de cacau africano, que, segundo os agricultores, têm pressionado ainda mais o mercado interno e ameaçado a sobrevivência econômica de milhares de famílias que dependem da cultura cacaueira na região.
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Manuel Rocha ressaltou que a situação dos cacaueiros no estado evidencia “um cenário de desassistência que precisa ser enfrentado com urgência pelo poder público”. Segundo ele, a Bahia é uma das regiões mais tradicionais na produção do cacau e tem grande potencial produtivo, mas os produtores enfrentam hoje dificuldades severas com preços em queda e concorrência externa desleal.>
“Os produtores do Sul da Bahia precisam ser ouvidos. A queda do preço e a pressão competitiva das importações desorganizadas ameaçam não apenas a economia rural, mas a própria identidade de uma região que vive do cacau há décadas. É preciso que o Estado, em vez de apenas assistir à angústia dos agricultores, tome medidas concretas de apoio, estímulo e regulação do setor”, afirmou Manuel Rocha.>
Para o deputado, a crise atual reflete “falhas estruturais” no apoio governamental à cadeia cacaueira, uma cultura que historicamente já enfrentou desafios, como a devastação pela vassoura-de-bruxa e flutuações de mercado ao longo de décadas, e que hoje carece de políticas consistentes de fomento, organização de mercado e estímulo à produção de maior valor agregado .>
Manuel Rocha criticou a postura de “inércia” do governo estadual em relação à grave situação dos cacauicultores. Para ele, a Bahia precisa de ações que promovam não apenas a produção, mas também a valorização do produto no mercado interno e externo. >
“O cacau baiano merece atenção prioritária. Nosso governo deve estar ao lado do produtor, defendendo políticas que fortaleçam a cadeia produtiva, garantam preços justos e criem condições competitivas para nossos agricultores. Não podemos aceitar que a inércia administrativa deixe o setor à mercê de pressões externas e desigualdades estruturais”, afirmou Rocha.>