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Do WhatsApp ao comando da Fazenda: Dario Durigan surge como o elo de Lula para pacificar o mercado e o Congresso

Entre a experiência no setor privado e o rigor institucional, Durigan amplia influência na estratégia fiscal para 2026

  • M
  • Matheus Marques

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 16:53

Dario Durigan
Dario Durigan Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Peça central na engrenagem de Lula, Dario Durigan consolidou sua transição dos bastidores técnicos para o protagonismo da política econômica. Enquanto Haddad amplia sua atuação nas articulações políticas de 2026, Durigan assume o papel de guardião da rota fiscal. Sua ascensão não é um mero rito burocrático; é uma mensagem estratégica ao mercado. 

O simbolismo é nítido: o governo reforça um perfil mais operacional na condução da agenda fiscal, trocando a densidade acadêmica pela agilidade operacional necessária para manter o crescimento sob controle

Do WhatsApp ao "PIB": O pragmatismo de quem domina a máquina

Se Gabriel Galípolo, hoje no comando do Banco Central,  é visto como o teórico dos grandes ciclos econômicos, Dario Durigan é o mestre da execução. Advogado com passagens estratégicas pela AGU e Casa Civil, ele refinou sua visão de resultados na iniciativa privada, onde liderou as Políticas Públicas do WhatsApp (Meta) no Brasil. Essa "escola corporativa" trouxe para o Ministério da Fazenda uma dinâmica de agilidade pouco vista nos corredores de Brasília, fundindo a sobriedade do rito público com a velocidade da governança de mercado.

A influência de Durigan, no entanto, vai muito além do gabinete em Brasília. Hoje, ele atua como o principal ponto de interseção entre o Estado e as gigantes do mercado: preside o Conselho de Administração do Banco do Brasil e integra o Conselho Fiscal da Vale. No atual cenário, Durigan não apenas acompanha as decisões; ele habita o centro nevrálgico onde o grande capital e a alta política se fundem, garantindo que a engrenagem econômica gire sem ruídos.

Por que Lula e o Mercado apostam nele?

A consolidação de Durigan como o "favorito" para herdar a cadeira de Haddad repousa em pilares que buscam blindar o PIB contra crises de confiança:

A Confiança do Planalto: Durigan conquistou o presidente Lula pela "entrega silenciosa". É o perfil que resolve crises sem gerar ruído na imprensa, focado estritamente na eficácia administrativa.

O Destravador de Reformas: Com um perfil conciliador, ele é visto como o articulador ideal para liquidar as faturas da Reforma Tributária no Congresso. No Nordeste, e especialmente na Bahia, sua habilidade em dialogar com setores produtivos e entes federativos é vista como essencial para que as novas regras não gerem insegurança jurídica.

O que esperar da "Era Durigan"

Se confirmada a sucessão, a Fazenda deve adotar um foco quase obsessivo em indicadores de performance. Durigan já sinalizou que sua gestão será pautada pela entrega rigorosa de metas fiscais e pelo controle da inflação, sem abrir mão do crescimento sustentável. Para o investidor que olha para o Brasil — e para o empresário baiano que planeja expansões —, Durigan surge como um "seguro contra a volatilidade".

Tags:

Economia Congresso Ministério Político