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Matheus Marques
Publicado em 19 de maio de 2026 às 11:00
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma reformulação estratégica nas condições de financiamento do programa Reforma Casa Brasil, braço do Minha Casa, Minha Vida voltado à melhoria habitacional.>
A decisão do colegiado, composto pelos ministros da Fazenda, Planejamento e pelo presidente do Banco Central, foca em dar tração ao crédito para reformas, reduzindo o custo do capital e alongando o perfil da dívida para as famílias de baixa renda.>
Minha Casa, Minha Vida
A nova diretriz estabelece um corte significativo nas taxas de juros, que agora variam conforme a faixa de renda do beneficiário. Para famílias com renda mensal de até R$ 2.850 (Faixa 1), os juros caíram para 4% ao ano, enquanto para quem recebe até R$ 4.700 (faixa 2), o índice foi fixado em 4,5%. >
Além do juro menor, o CMN autorizou a ampliação do prazo de quitação, que saltou de 120 para 240 meses (20 anos), permitindo parcelas mais suaves que não comprometem o fluxo de caixa das famílias.>
O foco do Reforma Casa Brasil são proprietários de imóveis que necessitam de intervenções estruturais ou de acessibilidade, mas que enfrentavam barreiras no crédito bancário tradicional. >
Com a nova modelagem, o acesso ao financiamento se torna viável para milhões de brasileiros que buscam dignidade habitacional por meio de melhorias elétricas, hidráulicas e de infraestrutura básica em suas residências.>
A viabilidade da medida está ancorada no uso de recursos do Fundo Social, o que garante lastro financeiro e estabilidade para o programa. Na hierarquia do sistema financeiro, o CMN atua como o órgão de cúpula responsável por ditar as normas de crédito e garantir a saúde do mercado. >
Ao flexibilizar essas regras, o governo busca não apenas melhorar as condições de moradia, mas também gerar um impacto econômico indireto, estimulando o varejo de materiais de construção e a geração de empregos no setor de serviços.>