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Matheus Marques
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 15:32
As eleições de 2026 devem marcar o fim de uma era para a Câmara dos Deputados. Os nomes que dominaram as urnas e as redes sociais no último pleito não estarão na cédula para deputado federal. O vácuo deixado por Guilherme Boulos e Eduardo Bolsonaro representa um desafio logístico e político: para onde irão os milhões de votos que esses "generais" eleitorais arrastaram em 2022? >
Guilherme Boulos (PSOL) trocou o protagonismo no Congresso pelo "núcleo estratégico" do governo Lula. Como ministro-chefe da Secretaria-Geral, Boulos sinaliza que ficará no cargo até o fim do mandato, abrindo mão de puxar a bancada da esquerda. Sem ele, o PSOL terá o desafio de manter sua votação nacional e assegurar o cumprimento da cláusula de desempenho, que exige percentual mínimo de votos distribuídos pelo país.>
Na direita, o cenário é de dispersão. A Mesa Diretora da Câmara declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro por faltas, em dezembro de 2025, encerrando formalmente sua passagem pela Casa. A ausência de Eduardo, que sempre funcionou como termômetro do bolsonarismo na Câmara, força o PL a buscar nomes alternativos para evitar que a bancada “encolha” na próxima legislatura. A estratégia agora é descentralizar a imagem da família e apostar em novas lideranças que consigam herdar o prestígio dos antigos campeões de votos.>
Outra baixa importante é a de Carla Zambelli que enfrenta restrições jurídicas severas e se encontra presa na Itália. >
Mesmo longe das urnas, o apoio de Eduardo Bolsonaro e de Boulos, para quem pretende se lançar como “herdeiro” desses votos, é essencial. Num pleito que promete ser acirrado e decidido voto a voto, ter o selo de aprovação dos ex-deputados é sinônimo de vantagem eleitoral. >