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Matheus Marques
Publicado em 26 de maio de 2026 às 19:00
A decretação da prisão preventiva da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra colocou no centro dos holofotes o rosto mais emblemático do combate às organizações criminosas no país. A investigação que desencadeou a "Operação Vérnix" é coordenada por Lincoln Gakiya, promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo.
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Conhecido por assinar os pedidos de isolamento das lideranças máximas da facção no sistema penitenciário federal, Gakiya vive sob escolta armada ininterrupta há décadas devido às ameaças recorrentes contra sua vida.
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Deolane foi presa e bens foram apreendidos
A inclusão do nome de Deolane no inquérito representa um desdobramento de um monitoramento de longo prazo. De acordo com o Ministério Público, a investigação não foi desenhada originalmente para mirar a celebridade digital, mas ramificou-se a partir do rastreamento financeiro de uma empresa de transportes ligada ao círculo familiar de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. >
declarou à imprensa, Lincoln Gakiya, promotor do Gaeco, ao minimizar o impacto midiático das redes sociais frente ao histórico de "decretos de morte" reais que enfrenta na carreira.
O rigor com que o promotor conduz o caso reflete sua longa trajetória no submundo das investigações de alta periculosidade. Desde que liderou a transferência dos principais chefes do grupo criminoso para presídios de segurança máxima, em 2019, o integrante do Gaeco mudou completamente sua rotina institucional, blindando seus passos e despachando sob forte aparato tático.>
Ao ser questionado sobre o impacto midiático e a pressão decorrente do número de seguidores da influenciadora nas redes sociais, Gakiya manteve a postura pragmática que marca sua carreira técnica, sinalizando que o Ministério Público opera com base em relatórios financeiros e evidências, independentemente do alcance digital dos alvos.>
O embate jurídico promete mobilizar teses complexas no Tribunal de Justiça. A defesa da influenciadora nega qualquer vinculação com redes ilícitas e classifica a ordem de prisão como uma perseguição baseada em ilações midiáticas>
Por outro lado, o Gaeco acelera a consolidação da denúncia formal, sustentando que os mecanismos modernos de lavagem de capitais migraram para o mercado financeiro tradicional por meio da simulação de contratos comerciais legítimos e aquisição de bens de alto padrão.
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