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Água invade casas em Itapuã, e moradores relatam prejuízo de mais de R$ 5 mil

Moradores alegam que alagamentos ocorrem após obras da Conder

  • Foto do(a) author(a) Millena Marques
  • Millena Marques

Publicado em 3 de março de 2026 às 12:00

Água invade casas em Itapuã
Água invade casas em Itapuã Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

A estudante de Direito Mary Factum, de 25 anos, tem uma rotina intensa durante a semana. Pela manhã, deixa o filho com a babá, segue para o trabalho e, ao fim do dia, vai para a faculdade. Chega em casa apenas às 22h, hora reservada para o descanso. O retorno da última segunda-feira (2), no entanto, foi diferente. Isso porque a residência foi invadida pela água da chuva que atinge Salvador nos últimos dias.

Entre segunda e esta terça-feira (3), ruas de Itapuã foram alagadas e a água chegou a invadir casas. A 2ª Travessa Xangô é uma das mais afetadas, onde Mary mora. De acordo com moradores, os alagamentos estão mais intensos por causa das obras de macrodrenagem executadas pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

A obstrução de canais de esgoto seria o problema. "Eu cheguei e encontrei a minha casa destruída. Eu saí de manhã, minha casa estava limpa, organizada. À noite, a minha casa estava completamente destroçada. Tudo revirado, jogado, alagado, coisas perdidas, coisas que eu conquistei com o meu suor por causa de uma irresponsabilidade dessa", diz Mary.

Água invade casas em Itapuã por Arisson Marinho/CORREIO

Segundo a moradora, que vive no local há três anos, a casa nunca havia alagado antes. "Eu tinha sete anos na última vez que algo parecido aconteceu. Eu lembro que fui para a escola e não conseguimos nem passar, porque estava dessa forma. Foi essa a última vez. Depois disso, não vi mais. E agora, com essas obras recentes, voltou a acontecer por conta da responsabilidade deles", relata.

Mary conta que as obras na 2ª Travessa Xangô começaram em outubro de 2024. "Mas quando obstruíram os canais, eu não sei informar. Eles obstruíram os canais de esgoto para poder fazer as pontes, essas coisas. Eles obstruíram e fizeram um novo viés para o rio correr, mas não foi suficiente", completa.

Mary estima um prejuízo de mais de R$ 5 mil. A água atingiu guarda-roupa, cama, computador e diversos livros.

A comerciante Simone Da Hora não consegue mensurar o prejuízo. “Minha torre de som queimou, meu freezer vertical queimou, um freezer horizontal queimou. O meu carro está cheio de água, completamente cheio; consegui tirar agora e, graças a Deus, funcionou, mas está todo molhado. Meu marido usa o carro para trabalho, ele é vidraceiro e faz plotagem", relatou.

De acordo com Simone, o material de trabalho do marido também foi afetado. "Os filmes que ele tinha foram todos perdidos, acho que 12 rolos, das mais variadas marcas e tipos. E também o equipamento de trabalho: uma furadeira elétrica e duas furadeiras normais, todas inundadas. Agora vamos aguardar para ver se seca e se vai ter algum retorno, mas a elétrica eu tenho certeza que não vai ter”, lamentou.

Em nota, a Conder disse que as obras de macrodrenagem e canalização do Rio Mangabeira têm como objetivo reduzir os históricos episódios de enchentes e alagamentos registrados nos bairros de Itapuã, especialmente nas regiões do Km-17 e Alto do Coqueirinho, e no Bairro da Paz, problemas que ocorriam com frequência antes mesmo do início das intervenções. Também informou que presta assistência às famílias afetadas.

Veja nota completa da Conder

As obras de macrodrenagem e canalização do Rio Mangabeira, executadas pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), têm como principal objetivo reduzir os históricos episódios de enchentes e alagamentos registrados nos bairros de Itapuã, especialmente nas regiões do Km-17 e Alto do Coqueirinho, e no Bairro da Paz, problemas que ocorriam com frequência antes mesmo do início das intervenções.

Em decorrência das chuvas registradas recentemente, com volume significativamente acima do previsto em um curto intervalo de tempo, houve comprometimento do escoamento das águas do rio, o que contribuiu para o transbordamento em alguns pontos.

Destaca-se que determinados trechos da obra ainda se encontram em execução devido à existência de interferências técnicas, como redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além de imóveis que passam por processo de desapropriação, etapas necessárias para a plena conclusão das intervenções.

Atualmente, a canalização do Rio Mangabeira apresenta 83% de execução física, com previsão de conclusão em junho de 2026.

A Conder, em conjunto com o consórcio responsável pela obra, está prestando assistência às famílias afetadas para minimizar os impactos ocasionados pelas fortes chuvas.

Tags:

Chuva Salvador Itapuã Alagamento