Ausência de quatro PMs leva Justiça a adiar audiência do caso Geovane

Dos 11 réus, compareceram sete; outros quatro não receberam a intimação porque estavam de férias e não foram localizados

Publicado em 19 de fevereiro de 2016 às 11:10

- Atualizado há 10 meses

A ausência de quatro dos 11 policiais militares acusados de matar e ocultar o corpo de Geovane Santana Mascarenhas, 22 anos, levou a Justiça a remarcar para 17 de março a primeira audiência do caso, que estava prevista para esta sexta-feira (19), no Fórum Criminal de Sussuarana. Hoje seriam ouvidas cinco testemunhas de acusação, entre elas, o pai da vítima, o comerciante Jurandy Silva, 42.A audiência teve que ser remarcada porque a lei obriga que os réus compareçam as audiências. Segundo informações da Justiça, os 11 policiais militares envolvidos no caso foram intimados, mas quatro não compareceram porque estariam de férias e não foram localizados para serem notificados.Geovane foi morto dentro da sede da Rondesp e teve o corpo ocultado pelos policiaisFoto: ReproduçãoAlém da audiência onde serão ouvidas testemunhas de acusação, também já tem data marcada para as testemunhas de defesa se pronunciarem - ao todo, 56 que serão ouvidas nos dias 18,19 e 20 de abril. Cada réu tem direito a apresentar oito testemunhas de defesa. Já o interrogatório dos PMs ficou agendado para o dia 25 de abril.

Em 13 de agosto de 2014, o CORREIO mostrou o drama de Jurandy, que procurava o filho desde o dia 2 do mesmo mês, quando PMs da Rondesp abordaram o rapaz na Calçada. Jurandy já havia registrado o sumiço do filho junto à polícia, mas não obteve resposta. 

O Ministério Público do Estado (MPE) denunciou 11 PMs pelos crimes de sequestro, roubo (a moto e o celular de Geovane não foram localizados) e homicídio qualificado (por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima). Seis deles foram denunciados também por ocultação de cadáver. Eles respondem em liberdade.

*Com informações de Bruno Wendel