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Nauan Sacramento
Publicado em 24 de abril de 2026 às 17:08
O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) postou, nesta sexta-feira (24), em suas redes sociais um vídeo com ataques transfóbicos e ofensas à identidade de gênero. Nas imagens, o parlamentar aparece utilizando vestidos, peruca e maquiagem para ironizar a existência de mulheres transexuais, afirmando que elas "não são mulheres de verdade". >
Durante a gravação, o deputado aparece usando vestido e peruca para questionar o uso de banheiros e espaços femininos por mulheres trans. "Imagine suas filhas na escola e aí entra um fresco assim, e olhe que eu não sou mulher", declarou o parlamentar, que chegou a cantar trechos da música "Homem com H", de Ney Matogrosso, para reforçar sua posição biológica.>
Isidório também atacou questões de identidade de gênero ao citar passagens bíblicas e critérios biológicos de forma agressiva. "Mulher tem ovário e homem tem ovo. O que passa disso é uma procedência maligna", disparou, referindo-se à transexualidade como algo negativo.>
A manifestação de Isidório ocorreu como um ato de defesa ao pastor e influenciador Moisés Neri dos Santos, preso recentemente em Feira de Santana. Moisés é investigado pela Polícia Civil por injúria com conotação homofóbica contra um jovem de 20 anos, crime que teria ocorrido dentro do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA).>
O deputado classificou a prisão de Moisés Neri como uma "maldade" e anunciou que disponibilizou sua assessoria jurídica para auxiliar o influenciador. Ele enviou uma mensagem de apoio ao investigado, afirmando confiar que a justiça brasileira irá reverter a situação.>
O caso de Moisés Neri, que motivou a reação do deputado, segue sob investigação da Polícia Civil em Feira de Santana. Até o momento, a equipe e nem o deputado se posicionaram sobre a repercussão do vídeo. >
Vítimas ou testemunhas de ataques transfóbicos podem denunciar o crime, que é equiparado ao racismo no Brasil, pelo Disque 100 ou em qualquer delegacia. É essencial reunir provas, como prints e vídeos, para registrar o Boletim de Ocorrência. Centros de Referência LGBT+ e a Defensoria Pública também oferecem acolhimento e suporte jurídico gratuito nesses casos. >