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É seguro usar um único e-mail para tudo? Especialistas alertam para risco de fraudes

Uso recorrente do mesmo e-mail para todos os logins pode comprometer informações sensíveis e expor usuários a golpes

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 06:30

Seu e-mail é a chave da sua vida digital e pode abrir a porta para golpistas
Seu e-mail é a chave da sua vida digital e pode abrir a porta para golpistas Crédito: Shutterstock

Usar apenas uma conta de e-mail para efetuar o cadastro em todos os sites e aplicativos parece uma ideia prática: quanto menos dados para lembrar, melhor. Não para a sua segurança. O uso recorrente do mesmo e-mail para todos os logins pode comprometer informações sensíveis e expor usuários a fraudes.

Por ser uma fonte segura de comprovação de identidade, o e-mail funciona como uma “chave-mestra” para o mundo digital, sendo a principal forma de cadastro para a maior parte dos acessos na web. “Quando a mesma conta é usada para redes sociais, compras online, aplicativos e bancos, cria-se um ponto único de falha. Se esse e-mail for comprometido, o criminoso pode tentar acessar todos os serviços vinculados a ele”, explica o perito em cibersegurança Bruno Bittar.

Vazamentos de dados, que ocorrem com frequência cada vez maior, são uma porta de saída para informações dos usuários, o que pode colocar outras credenciais em risco. De acordo com levantamento da empresa NordVPN, o Brasil é o país com o maior número de vazamento de cookies no mundo, com 7 bilhões de registros vazados na deep web em 2024.

Uma vez que um criminoso tenha acesso a uma caixa de e-mail comprometida, ele pode redefinir senhas e acessar diretamente contas em diferentes sites e aplicativos, tendo acesso a cada vez mais dados pessoais, como CPF, endereço, data de nascimento e outros conteúdos sensíveis. “Além disso, um único endereço de e-mail, quando utilizado amplamente, fica mais sujeito ao envio de mensagens em massa, o famoso spam que, além de incômodo, pode carregar fraudes, vírus e outras ameaças digitais”, acrescenta o engenheiro de soluções em cibersegurança Natan Santos. O phishing, isto é, a prática de roubo de dados por meio de links maliciosos enviados por e-mail, é uma das fraudes mais comuns na web.

1) Phishing: criminosos enviam links maliciosos para roubar dados e informações de cartão de crédito por Shutterstock

Insegurança que pode pesar no bolso

Se o acesso a uma conta de e-mail pode levar a outros aplicativos, um dos caminhos mais comuns e estratégicos é a tentativa de invasão de contas bancárias e aplicativos financeiros por golpistas. Uma alternativa possível é a criação de contas exclusivas para fins financeiros, que circulem menos na web, mantendo-se mais resguardadas. “Pense nesse e-mail como o endereço de um cofre. Você não divulgaria o endereço do seu cofre em cadastros de lojas ou redes sociais, certo? A lógica é a mesma”, pontua Santos.

“Ter um e-mail exclusivo para bancos e serviços financeiros reduz muito o risco, porque ele não circula em cadastros de lojas, redes sociais ou promoções, fica menos exposto a vazamentos de dados e diminui as chances de ataques automatizados”, acrescenta Bittar. O especialista indica o uso de contas alternativas para bancos, investimentos, carteiras digitais, criptomoedas e plataformas empresariais.

Além de manter uma conta secundária, restrita e com menor chance de aparecer em vazamentos de dados, é necessário criar camadas de proteção e evitar erros básicos que podem comprometer informações pessoais. Entre os erros mais comuns, os especialistas citam:

  • Reutilizar senhas;
  • Criar senhas simples ou previsíveis;
  • Clicar em links e anexos sem verificação;
  • Não conferir o remetente de e-mails;
  • Ignorar a autenticação em dois fatores (2FA);
  • Usar Wi-Fi público para acessar bancos;
  • Não atualizar o celular e os aplicativos.

E-mail vazado: e agora?

Caso o e-mail já esteja presente em um vazamento de dados, é necessário tomar medidas imediatas para resguardar as demais informações. Natan Santos explica que criminosos virtuais se aproveitam dos erros mais comuns dos usuários para invadir diferentes aplicações. A reutilização de senhas é o hábito mais explorado por eles. De acordo com o especialista, os golpistas costumam testar credenciais vazadas em outros serviços populares, como redes sociais, lojas online e aplicativos financeiros. Por isso, a primeira etapa consiste em mudar a senha imediatamente.

“A primeira ação é, sim, alterar a senha da conta de e-mail vazada. Crie uma senha forte, com no mínimo 12 caracteres, combinando letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos”, sugere.

Além disso, os cadastros ligados à conta de e-mail vulnerável também devem ter as senhas alteradas. Na sequência, é importante ativar a autenticação em dois fatores, que exige informações adicionais além da senha para efetuar o login, criando uma barreira extra contra invasões. Outra recomendação é verificar possíveis logins suspeitos. Contas de e-mail fornecem informações sobre quais dispositivos acessaram a conta e suas localizações. Assim, os usuários podem identificar atividades anormais e remover o acesso de aparelhos desconhecidos.

“Segurança digital não é paranoia, é prevenção. Hoje, proteger o e-mail é proteger sua identidade e seu dinheiro”, afirma Bittar.

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