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Bruno Wendel
Publicado em 12 de abril de 2018 às 11:27
- Atualizado há 3 anos
Uma janela aberta. Foi o suficiente para dois homens terem acesso ao gabinete da vereadora de Salvador, Marcelle Moraes (PV), e levarem dois aparelhos de TV, um notebook e documentos, entre eles, projetos que seriam apresentados na Câmara Municipal. >
A invasão aconteceu na noite desta quarta-feira (11). O gabinete funciona no edíficio Vereador Emmerson José, anexo da Câmara, localizado na Rua Ruy Barbosa, Centro da capital. Foto: Divulgação No início da manhã desta quinta (12), a Assistência Militar da Câmara encontrou o notebook em um ponto de venda de drogas na Rua Curriachito, situada atrás do prédio. Um homem foi detido."Ele foi encontrado na rua detrás do prédio e disse que havia pego o notebook de um usuário de drogas", disse um dos policiais militares que faz a segurança do prédio.A vereadora disse ao CORREIO que ainda não registrou queixa em delegacia. “Não arrombaram. Alguém entrou e deixou a janela aberta para que eles pudessem entrar. É alguém que já conhecia o gabinete”, comentou Marcelle.Segundo ela, imagens de uma das câmeras do prédio registraram a ação dos bandidos. “Eles entraram pela janela da recepção. São dois homens. Agora, estamos buscando as imagens anteriores para saber quem deixou a janela aberta”, disse a vereadora. >
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Além dos equipamentos, documentos foram levados pelos bandidos, o que causou estranheza para a vereadora. “Estavam em pastas organizadas: os projetos que eu ia apresentar à Câmara, projetos que estava elaborando, ofícios que seriam encaminhados a secretarias, além de documentos de cunho pessoal. Estranho”, comentou Marcelle.>
“Aqui entra muita gente e meu gabinete é primeiro. Mas com certeza é alguém que conhecia o sistema de funcionamento da Câmara. Existem muitas pessoas que estão aqui, mas necessariamente não trabalham aqui, como vendedores de balas, por exemplo. Só uma investigação para apontar os culpados”, complementou a vereadora. >
A invasão foi notada por volta das 8h, quando duas funcionárias chegaram para trabalhar. “Inicialmente, elas encontraram marcas de pés e mãos nas paredes e sofá. Posteriormente, demos por falta dos aparelhos e documentos”, finalizou.>