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Lavagem, palhaços e devoção: veja a programação que antecipa a festa de Iemanjá no Rio Vermelho

Agenda extensa de eventos tem início nesta sexta-feira (30) e só termina no dia 3 de fevereiro

  • Foto do(a) author(a) Larissa Almeida
  • Larissa Almeida

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 05:30

Palhaços do Rio Vermelho
Palhaços do Rio Vermelho Crédito: Divulgação

O dia oficial da Rainha do Mar é 2 de fevereiro, mas a antecipação para celebrá-la é tanta que, nos últimos anos, os festejos têm tomado o Rio Vermelho dias antes. Entre dois dos eventos que têm o objetivo de homenagear a orixá, há um dia dedicado ao profano no sentido mais lúdico do termo, sem caráter religioso. Assim, o bairro mais boêmio de Salvador se prepara para receber, a partir desta sexta-feira (30), uma extensa programação que vem redefinindo o calendário festivo da cidade e que só tem previsão de término nas primeiras horas do dia 3 de fevereiro.

Hoje, o ponto alto da agenda de eventos do Rio Vermelho é a Lavagem da Odoyá, que consiste na limpeza da escultura criada pelo artista plástico Ray Vianna, em 2008, para comemorar um marco: o dia em que a festa para Iemanjá caiu em um Sábado de Carnaval.

Neste ano, o tema da festa será 'Yemanjá: a Mãe que Ilumina a todos nós!'. por Arisson Marinho/CORREIO

“Criei a barbatana de um peixe para homenagear Iemanjá e fazer um marco daquele dia em que o Rio Vermelho se tornou mais um circuito de Carnaval. A escultura é feita de aço inox da melhor qualidade, que é o mesmo utilizado em tubulações industriais e tem pouco carbono. Só que, como estamos em Salvador e o salitre é cruel, ela fica amarelada e com crostas. Então, decidi começar a lavar”, conta Vianna.

Inicialmente, a lavagem da escultura de 4,5 metros de altura e 9 metros de comprimento era realizada apenas por Ray e alguns amigos. Em 2018, quando completou 10 anos, a família incentivou que ele fizesse uma comemoração. Foi quando surgiu a ideia de reunir todo mundo com detergente, água, sabão e bucha para lavar a barbatana dedicada a Iemanjá. Nesses moldes, a lavagem só não aconteceu na pandemia.

O evento sempre contou com a influência de Augusto Conceição, fundador do Samba do Vai Kem Ké. Com a morte dele no ano passado, a edição 2026 fará uma homenagem ao sambista. “Nonato Santos, que tem a Roda de Samba Mucugê no Garcia, e o carro de som Nanotrix vão ficar responsáveis pelo grande samba, com percussão artística, timbales e surdos cantando as músicas de Augusto”, adianta Ray.

No sábado (31), é a vez de Os Palhaços do Rio Vermelho comandarem os festejos que se aproximam mais dos ventos carnavalescos que já sopram na cidade. A festa, que já entrou oficialmente para o calendário de eventos da cidade, começa com um Ato Simbólico na Ala das Artes, em homenagem a Riachão.

O desfile tem início na Rua da Paciência, a partir das 17h, e encerramento na Rua Fonte do Boi. Até o final do percurso, o clima será de um carnaval com astral retrô e convidados especiais – neste ano, Nelson Rufino e Juliana Ribeiro já estão confirmados como padrinhos da edição –, a percussão e as tradicionais bandas de fanfarra.

No dia seguinte à farra dos Palhaços, o Rio Vermelho volta a ganhar contornos religiosos com as primeiras homenagens a Iemanjá na noite do dia 1º. Segundo a comunicadora Yasmim Souza, 24, o que atrai ela e uma multidão para o bairro um dia antes é a possibilidade de encontrar menos caos.

“A rua está menos caótica, mesmo que ainda tenha bastante gente. Todo mundo vai para curtir e reverenciar a cultura popular de Salvador. No meu caso, curto de uma forma mais musical, na batucada de Yemanjá da Oficina de Sons, que acontece na Alvorada, mas tem muita gente que prefere colocar sua oferenda de noite”, afirma.

Para Isaac Edington, presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), o crescimento e consolidação das festas no Rio Vermelho dias antes do 2 de fevereiro é um reflexo da enormidade da celebração principal. “A Festa de Iemanjá no Rio Vermelho é uma celebração que cresceu de forma consistente, ganhou projeção nacional e já deixou de ser um evento restrito ao dia 2 de fevereiro. A movimentação começa dias antes, transforma o bairro em um grande polo de cultura, fé, turismo e economia criativa”, enfatiza.

Para quem vai no dia 1º, é preciso ficar atento às mudanças previstas no trânsito e no transporte público. A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Mobilidade (Semob), montou um esquema especial para garantir mais segurança e conforto no deslocamento.

As linhas de ônibus convencionais que atendem à região do Rio Vermelho terão frota ampliada e horários estendidos, com parte da operação seguindo até a madrugada. Já o BRT Salvador contará com reforço na linha B2, que liga a Estação Rodoviária ao Rio Vermelho, na altura da Praça Mestre Bimba. A linha B2 vai operar excepcionalmente até as 23h30 saindo da Praça Mestre Bimba e também da Estação Rio Vermelho.