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Larissa Almeida
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 16:45
A percussão vibrante do Olodum já tem mais de uma data marcada para arrastar multidão no Carnaval de Salvador. Na folia que marca os 46 anos do grupo, o primeiro presente para o público serão dois dias de pipoca na Avenida, na Sexta e na Terça-Feira de Carnaval. A estreia na folia, assim como manda a tradição, contará com saída da Escola do Olodum, no Pelourinho, seguindo pelo Campo Grande até chegar na Praça Castro Alves. >
Além dos dias em que sairá de graça, o Olodum vai abrilhantar o Domingo de Carnaval da Barra com o Bloco Olodum – que está com vendas abertas de abadás na Central do Carnaval – e fazer uma apresentação privada no Camarote Planeta Band. A fantasia deste ano, no entanto, segue um mistério guardado com zelo pelos integrantes da banda. Sabe-se que a vestimenta nas apresentações fará referência ao tema “Máscaras Africanas: Magia e Beleza”, escolhido para embalar a folia em 2026. >
Olodum convoca Ancelotti a conhecer Carnaval de Salvador em ação da Brahma
“Todos nós usamos máscaras e, no Carnaval, essas máscaras se revelam na atitude, gestos e vestimenta de cada um. Essas máscaras que celebramos revelam cada um de nós, a nossa ancestralidade, a nossa cultura e aquilo que temos de melhor para fazer no Carnaval. O Olodum vem se preocupando, a cada ano, com um tema diferente, levando para as ruas o melhor que tem da Bahia para o Brasil e o mundo”, destaca Bira Jakson, percussionista da banda. >
Através do tema, a intenção é mesclar arte e ancestralidade para fazer um mergulho na história. Afinal de contas, foi uma máscara a primeira marca utilizada pelo Olodum entre 1979 e 1990, criada pelo então diretor artístico Francisco Santos. A imagem, que representava etnias africanas, deu lugar às cores do panafricanismo e do samba-reggae – o amarelo, verde e vermelho inconfundíveis que estão presentes até hoje. >
No Carnaval, a banda pretende mostrar que as máscaras são tecnologias simbólicas de existência, enraizadas nos ciclos de nascimento, vida e morte, nos ritos de passagem e nas relações entre o humano e o sagrado. Para tanto, vão levar as máscaras Dogons, que dançam e ao mesmo tempo traçam o ciclo da vida no Mali, as Geledé, que celebram o poder das mães ancestrais entre os iorubás; e as máscaras Fang, do Gabão, que guardam os espíritos dos antepassados. >
Para acompanhar o Olodum nos dias de folia, são esperados convidados especiais de peso. “São os artistas da Globo e a galera da música que vêm conosco”, adianta Mestre Memeu, maestro e diretor da banda-show do Olodum. “Alguns cantores que tiveram uma passagem dentro do Olodum podem estar junto com a gente, abrilhantando nosso Carnaval”, completa Bira, deixando o suspense no ar. >
Uma possível surpresa pode ser o encontro do Olodum com Carlo Ancelotti, treinador da seleção brasileira. Isso porque, por iniciativa da Brahma, o técnico italiano virá a Salvador conhecer o Carnaval. Nesta quarta-feira (28), o Olodum gravou para a Brahma a campanha ‘Tá Liberado Acreditar’, no Centro Histórico da cidade, com objetivo de fazer uma convocação formal para Ancelotti. >
“Que venha o Ancelotti! Estamos esperando ele para passar a energia que merece para poder trazer essa hexa. Será a primeira vez dele com a seleção [na Copa do Mundo] e, como as pessoas já sabem, o Olodum é o amuleto da sorte e precisa estar presente para empurrar a seleção até trazer esse hexa”, afirmam Mestre Memeu e Bira Jackson. >