Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Logística, mineração e agronegócio: Bahia Export 2026 discute soluções para os desafios da indústria baiana

Evento segue nesta sexta (10), a partir das 8h; confira a programação

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 9 de abril de 2026 às 20:37

Bahia Export 2026
Bahia Export 2026 Crédito: Divulgação

A sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador, recebe nesta quinta (9) e sexta-feira (10) a terceira edição do Bahia Export. O fórum, que reúne lideranças empresariais e autoridades políticas, discute soluções para os entraves logísticos, o fortalecimento dos setores como a mineração e agronegócio, a agenda ESG e os impactos das energias renováveis no crescimento econômico.

Na abertura do evento, o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, destacou que a infraestrutura de transportes ainda é o principal desafio para a competitividade industrial no estado. A visão foi reforçada pelo CEO do Grupo Brasil Export, Fabrício Julião, e pelo secretário-executivo do fórum, Fausto Franco, que definiu o encontro como um elo essencial para a Bahia alcançar avanços para a questão. "O objetivo do Bahia Export é linkar o setor público com o setor produtivo para que a gente tenha caminhos reais de maior desenvolvimento para que no final do dia a gente tenha mais emprego e renda que é o que a gente precisa", disse Franco.

O protagonismo da Bahia na extração de minerais estratégicos foi tema de um dos debates da tarde desta quinta-feira. Milson Mundim, gerente nacional da Atlantic Nickel, ressaltou as vastas reservas de níquel no interior baiano e defendeu um posicionamento pragmático do setor. "Nossos minerais são mais verdes pelo nosso posicionamento e matriz energética limpa", afirmou Mundim, criticando travas burocráticas que, em sua visão, limitam o potencial de exploração do estado.

Anderson Arruda, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia do Ministério de Minas e Energia, endossou a relevância ambiental da produção brasileira. Segundo ele, com 80% da matriz energética limpa e adesão aos critérios do Acordo de Paris, a mineração baiana atende às exigências mundiais de descarbonização, posicionando o estado como um fornecedor estratégico para a indústria global de renováveis. Na mesa também estava presente Danilo Casalino, CFO (diretor financeiro) da Galvani.

Agronegócio

O agronegócio, que responde por 22% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia e 23% do nacional, também esteve em pauta. Cristina Gross, diretora financeira da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), trouxe um dado alarmante sobre a vulnerabilidade do setor às crises internacionais: o custo de produção de fertilizantes saltou de 400 dólares para 800 dólares devido à instabilidade no Irã.

Guilherme Moura, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), reforçou a necessidade de segurança jurídica e suporte logístico para o setor, lembrando que o Brasil é responsável por um quarto da produção agrícola mundial, mas ainda sofre com dificuldades crônicas de escoamento.

Ainda nesta quinta, o evento recebeu tratou dos desafios da infraestrutura de transportes na Bahia com José Demétrius Moura, diretor de Relações com o Mercado da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), além de Roberta Carvalhal, diretora Jurídica e de Relações Institucionais da Wilson Sons, e Roberto Oliva, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).

Multimodalidade, sustentabilidade e financiabilidade também esteve no centro do debate com André Salcedo, CEO da Motiva; Fabio Marchiori, CEO da VLI; Felipe Queiroz, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); Gilberto Menezes Jr., diretor da Contermas; e Luís Perin, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Eve Air Mobility.

Aconteceram também apresentações de Gabriela Maretto, diretora de Programa no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e coordenadora da Comissão Interministerial de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (CICS); de Henrique Carballal, presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM); e de Pedro Lima Neto, superintendente estadual do Banco do Nordeste (BNB) na Bahia.

Segundo dia do evento

O fórum continua nesta sexta-feira (10), a partir das 8h, com foco em energia limpa e infraestrutura portuária. A programação conta com um painel sobre o impacto das energias renováveis e dos investimentos em sustentabilidade no PIB da Bahia com Cristina Wadner, advogada e especialista em Direito Marítimo, Portuário, Aduaneiro e Direito Processual Civil; Eduardo Farias Topázio, diretor-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema); Maíra Peruzzo, gerente de Relações Institucionais da Acelen Renováveis; Raissa Pimentel, doutora e mestre em Direito e Sustentabilidade pela Universidade Federal da Bahia (Ufba); e Vladson Menezes, diretor-executivo da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

Tem também o painel Baía de Todos os Santos, a Singapura das Américas e Capital da Amazônia Azul, com Bruno Martin, director rrading cotton da Bunge Alimentos; Guilherme Nogueira Dutra, diretor Comercial da Wilson Sons; Josias Cruz, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Luís Eduardo Magalhães (Aciclem); e Waldeck Ornélas, consultor associado do Instituto Desenvolve Bahia.

O dia ainda conta com apresentações de Luiz Gavazza, diretor-presidente da BahiaGás; de Matheus Dias, secretário extraordinário do Sistema Viário Oeste – Ponte Salvador-Itaparica; e de Marcus Cavalcanti, secretário-especial do PPI.