Menino que caiu de janela em Brotas não sofreu agressões antes de morrer

O resultado do laudo cadavérico constata que as lesões no corpo do menino foram causadas pela queda

Publicado em 24 de fevereiro de 2016 às 09:54

- Atualizado há 10 meses

Guilherme morreu depois de ser deixado sozinho pelo paidentro de casa (Foto: Reprodução)O laudo cadavérico do menino Guilherme Yokoshiro, 5 anos, mostra que ele não sofreu agressão física antes de cair da janela do apartamento onde morava, no bairro de Brotas, em novembro do ano passado. Segundo a delegada Maria Dail, da 6ª Delegacia de Brotas, as únicas lesões constatadas no corpo foram causadas pela queda.

"Não mostra nada de espancamento, nem hematomas no menino. Só mesmo o traumatismo causado pela queda", afirmou a delegada sobre as conclusões do laudo cadavérico. O documento foi finalizado na última semana.

O Departamento de Polícia Técnica também analisa a rede de proteção da janela da qual o menino caiu e pegadas encontradas no quarto. O único objeto cortante encontrado no quarto do menino foi uma tesoura.Relembre o casoGuilherme morreu em novembro de 2015, depois de cair do 6º andar do prédio onde morava com os pais. O acidente aconteceu por volta das 3h30 no prédio Morena Rosa, que fica na rua Ariston Bertino de Carvalho, em Brotas. Guilherme chegou a ser resgatado pelo pai, o engenheiro Rafael Yokoshiro, mas não resistiu.O menino estava sozinho em casa no momento do acidente. Câmeras de segurança do prédio mostram que o pai dele saiu do prédio às 1h24 e retornou duas horas depois. As imagens mostram que, momentos depois de entrar no apartamento, Rafael saiu novamente, aparentando desespero.Segundo a tia do menino, Tânea Silva Mendes Correia, o pai procurou pelo filho dentro de casa e não achou. Ele desceu do apartamento e achou o filho caído no parquinho do prédio.  A mãe do garoto, Carla Verena Oliveira, é enfermeira e trabalhava quando o filho morreu.Durante o enterro, o tio do menino, Cristiano Gouveia, 42, disse que Rafael saiu de casa para buscar atendimento médico após sentir dores na perna. Ao prestar depoimento, o engenheiro preferiu não revelar onde tinha ido. Um porteiro do prédio foi ouvido pela polícia e afirmou que já havia visto Rafael saindo de madrugada em outras ocasiões.Carla também foi até a delegacia prestar depoimento. À polícia, a enfermeira informou que o marido era atencioso e que sempre demonstrou cuidado com o filho. Ela também considerou a morte uma fatalidade, e disse desconhecer o motivo da saída do esposo durante a madrugada.